Questões Militares
Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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Texto III
Tsunami. Terremoto. Crise nuclear. Veio tudo de uma vez para os japoneses. Um tremor de 9.0 na escala Richter sacudiu o Japão em 11 de março, e o país já contava quase 9 mil mortos até o fechamento desta edição. Outras 13 mil pessoas ainda estavam desaparecidas.
A catástrofe chamou a atenção de todo o mundo não só pelas vidas perdidas e pelos dramáticos esforços de resgate. O Japão é um dos países mais bem preparados para enfrentar desastres naturais, e ainda assim foi devastado pela força da natureza. Um sinal de que nenhum país está a salvo.
Em 2010, desastres naturais mataram pelo menos 234 mil pessoas e afetaram quase outras 200 milhões no mundo. Nenhum especialista é capaz de dizer se esse número vai diminuir ou aumentar daqui para a frente, mas já se sabe que a intensidade das catástrofes vai crescer. O aquecimento global fará a temperatura subir - ela será até 3,5º C mais alta até 2035, segundo a Agência Internacional de Energia. Isso significa mais secas, enchentes, erupções, furacões destruidores e até terremotos. E, sim, pode existir uma ligação entre esses fenômenos e a ação humana.
(Superinteressante – 04/2011 fragmento)
Associe as duas colunas relacionando o vocábulo à regra que justifica o uso do acento gráfico correspondente.
( 1 ) país
( 2 ) já
( 3 ) catástrofe
( 4 ) fará
( ) Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.
( ) Acentuam-se as oxítonas terminadas em: a, as, e, es, o, os, em, ens.
( ) São acentuados os monossílabos tônicos terminados em: a, as, e, es, o, os.
( ) Quando a segunda vogal do hiato for i ou u tônicos, acompanhados ou não de s, haverá acento.
A sequência correta desta classificação, de cima para baixo, é
Leia:
I. As palavras nuvens e melancia devem receber acento agudo, porque são, respectivamente, paroxítona terminada em -ens e paroxítona terminada em ditongo.
II. Deve receber acento agudo o i tônico das palavras raizes e faisca.
III. É necessário o uso do acento agudo na antepenúltima sílaba de sozinho e chapeuzinho.
IV. As formas verbais vende-lo e encontra-la-ei devem ser acentuadas.
Está correta a afirmação contida apenas em
Marque V (verdadeiro) e F (falso) para as afirmações que completam o enunciado abaixo e, em seguida, selecione a alternativa correta.
No plural, a palavra sênior (mais antigo, mais velho)
( ) perde o acento circunflexo.
( ) exibe o acréscimo de es ao final.
( ) tem como tônica a penúltima sílaba, -o-.
( ) mantém a posição da sílaba tônica da forma original.
Leia:
I - Os bandidos fizeram doze reféns.
II - Chequei todos os tréns de pouso.
III - Guardava-se soja nos armazéns.
Com relação à acentuação das palavras em negrito, estão corretas

Sobre os elementos da língua presentes no texto II, é verdadeiro o que se afirma em

Julgue o item seguinte, referentes às ideias e às estruturas linguísticas do
texto acima.

Com referência às ideias do texto acima e às estruturas linguísticas
nele empregadas, julgue o item que se segue.
O poder público, com a participação da sociedade, há de provêr a segurança pública como caminho para o exercício da cidadania.
Sem perder a ternura
Contra o cinza das cidades, jovens optam pela jardinagem de guerrilha
para salvar a vizinhança e o planeta
Guilherme Rosa
Parece coisa dos anos 60. Na verdade, a história nasceu um pouco depois, em 1973. A ativista americana LizChristy invadiu um jardim descuidado em Nova York, proclamou-se guerrilheira da pá e do adubo e recuperou o local. Em poucos anos, focos se espalharam pela Europa com grupos que atiravam “granadas” de semente em terrenos. No Brasil, a jardinagem libertária chegou há cinco anos. Agora, começa a se tornar popular com um motivador: no lugar da disputa ideológica (para protestar contra o descaso político com o verde urbano), entrou as alvação do planeta. Aquecimento global, CO², você sabe. “Não dá para esperar o poder público. As pessoas devem ocupar os espaços, cuidar das ruas”, afirma Goura Nataraj, guerrilheiro de Curitiba que mantém o blog Jardinagem Libertária. “A escolha é: morar em um lugar colorido, com árvores, flores, pássaros, ou em blocos de concreto, respirando gás carbônico”, diz o guerrilheiro carioca Walfrido Neto. Portanto, se aparecerem flores na vizinhança, você já sabe. E se não aparecerem, a gente ensina aqui como fazer.
Disponível em: Galileu, março de 2010, p.13.
Leia:
Tapsia é um gênero de plantas herbáceas nativas da região do Mediterrâneo.
Sabendo-se que a palavra em negrito acima não é oxítona e considerando-se que nela não há hiato, então sua correta grafia é
Contradições do mundo em que vivemos
Devemos sempre resistir à impressão de que o mundo enlouqueceu. O famoso conto de Machado de Assis “O Alienista” nos deixa essa lição. Doutor Simão Bacamarte, depois de trancar toda a cidade no manicômio – inclusive a sua própria mulher – acabou por trancar a si mesmo.
Se não é saudável nem prudente apostar na loucura geral, imaginando-se em plena sanidade, há evidências de que grassa uma epidemia de capota furada. Junto dois textos que julgo oportuno republicar diante das manifestações – contra, a favor e muito ao contrário – suscitadas pela prisão dos diretores da Camargo Correa e de Eliana Tranchesi. Os dois episódios desataram um desfile de fúria e descontrole moral entre os comentaristas de blogs e missivistas das colunas de Cartas ao Leitor. Não se trata aqui de discutir as razões e as justificativas das ações da polícia ou a procedência das decisões judiciais. Cuida-se de examinar as reações aos fatos e avaliar o estado da consciência jurídica que predomina entre os cidadãos deste país.
Nos episódios mencionados, os ululantes atacaram, mais uma vez, com as bordunas do preconceito, da intolerância e da apologia da brutalidade, sem falar nas ações em massa contra última flor do Lácio, inculta e bela. Alguém já dizia que há método na loucura, mas a desrazão caprichou na metodologia. Expressões grosseiramente facistoides poucas vezes foram utilizadas com tanta liberalidade e descuido. A generosa distribuição de adjetivos foi acompanhada de exaltadas conclamações para o retorno dos militares ou sugestões para que o desrespeito à lei e aos direitos individuais se transformassem em regra geral e irrestrita.
Torço para que o destampatório seja mais um esgar do que um ideário consistente. Mas não custa ficar esperto: os estudiosos do totalitarismo sabem que a “autovitimização” da “boa sociedade” e a inculpação do “outro” foram métodos eficientes para a conquista do poder absoluto. Vejo nos blogs: os mais furiosos se apresentam como “humanos direitos”, em contraposição aos defensores dos “direitos humanos”. Fico a imaginar como seria a vida dos humanos direitos na moderna sociedade capitalista de massas, crivada de conflitos e contradições, sem as instituições que garantam os direitos civis, sociais e econômicos conquistados a duras penas. A possibilidade da realização desse pesadelo, um tropismo da anarquia de massas, tornaria o Gulag e o Holocausto um ensaio de amadores.
As novas operações da Polícia Federal desataram, ademais, a costumeira rodada de críticas ao poder Judiciário e às leis destinadas a proteger os direitos individuais, – a começar da Constituição. As acusações, em boa medida, partem de certa esquerda de boca torta. Em sua sede de “justiça” (com letra minúscula) ela se acumplicia aos extremistas de direita das classes remediadas, em sua campanha para “limpar” a sociedade. “A polícia prende, a Justiça solta”. Refrão midiático destinado ao imaginário de um povo habituado a ser preso e espancado arbitrariamente, desamparado da consciência de seus direitos. O século XXI já vai completar uma década e, no Brasil, a letra da lei que garante os direitos do indivíduo jaz inerte nos compêndios. As garantias individuais ainda não saíram dos códigos para ganhar vida do povaréu, quotidianamente massacrado pelos abusos dos senhoritos da “ordem” e seus sequazes. (...)
O jurista Herbert Hart, no livro The Concept of Law diz com razão que o juiz não pode decidir como supremo censor e guardião da moralidade pública. A primeira e ilustre vítima do particularismo moralista será o princípio da legalidade que deve estabelecer com a maior clareza possível o que é lícito e o que não é. Exemplo de atropelo ao princípio da legalidade é a lei promulgada pelo regime nazista em 1935. Ela prescrevia que era “digno de punição qualquer crime definido como tal pelo ‘saudável sentimento’ popular”.
No ensaio O Estado e o Indivíduo no Nacional-Socialismo, Herbert Marcuse argumentava que, na era moderna, o domínio da lei, o monopólio do poder coercitivo e a soberania nacional são as três características do Estado que mais claramente expressam a divisão racional de funções entre Estado e Sociedade. “A lei trata as pessoas, se não como iguais, pelo menos sem considerar as contingências sociais mais óbvias; é, por assim dizer, a corte de apelação que mitiga os infortúnios e as injustiças que as pessoas sofrem em suas relações sociais. O caráter universal da lei oferece proteção universal a todos os cidadãos, não apenas em relação ao desastroso jogo de autointeresses conflitantes, mas também aos caprichos governamentais. O regime nacionalsocialista aboliu estas propriedades da lei que a tinham elevado acima dos riscos da luta social.” (...)
No mundo das grandes empresas e da inevitável mediação do Estado nas disputas entre os competidores privados, a exceção tende a se tornar a regra. Tal estado de excepcionalidade deságua na proliferação legislativa casuística e na ameaça permanente ao caráter abstrato e universal da norma jurídica. A contradição se torna aguda: de um lado, a liberdade dos indivíduos no mercado exige a independência do Judiciário, certeiro na aplicação da lei e cuidadoso em seus procedimentos; de outra parte, a “corrupção” quase congênita, engendrada pela concorrência econômica mediada pelo Estado, estimula a formação de correntes de opinião que propugnam por formas primitivas de punição e de vingança. (...)
Para assumir a condição de sujeitos de direitos e deveres, os indivíduos são constrangidos a abdicar de sua moral particularista. O consensus iuris é o reconhecimento dos cidadãos de que o direito, ou seja, o sistema de regras positivas emanadas dos poderes do Estado e legitimados pelo sufrágio universal deve punir rigorosamente quem se aventura à violação da norma abstrata. Mas a mediação do Estado é precária, sugere Giorgio Agambem, pois a soberania é um frágil compromisso entre a natureza e a razão, o direito e a violência. (...)
Os meios de comunicação de massa, compelidos pela disputa de
audiência, são arrastados para o abismo da vulgaridade, pelos “movimentos da
ralé”. Eles repercutem e realimentam as simplificações e slogans de um tipo de
sociabilidade que necessita cada vez mais, para reproduzir suas formas de
dominação, da incompreensão dos indivíduos abandonados à sua solidão. Essa
relação entre a linguagem midiática e as relações no interior da sociedade de
massas legitima as tropelias e ilegalidades praticadas pelas burocracias públicas
e promovem a subversão da hierarquia entre os poderes do Estado. As empresas
corrompem a política e, assim, degradam o instituto da representação popular.
Procuradores e policiais fazem gravações clandestinas ou inventam provas e
assim corrompem o princípio da legalidade e da impessoalidade nos atos da
administração pública. Nas altas esferas do Olimpo midiático, “a imprensa diária
dispara a cortina de relâmpagos” e trata de manipular a opinião pública,
atemorizar juízes e fomentar a arbitrariedade dos esbirros e beleguins.
Considere o seguinte período:
O Ministério da Alegria adverte:
Mau humor é prejudicial à saúde.
É incorreto afirmar que
Leia:
O Parque Pedra Azul, um verdadeiro espetaculo da natureza, fica a 80 quilometros de Vitoria (ES). Quando o turista jovem for visitar esse local, alem de aventuras e de uma paisagem paradisiaca, encontrara chales estrategicamente instalados e com preços acessiveis.
(Obs.: Foi retirado propositadamente o acento gráfico de algumas palavras.)
Quanto às palavras do texto acima, pode-se afirmar que devem receber acento gráfico
Quanto à acentuação, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
I. são, sem, sob e com são monossílabos tônicos.
II. leucemia, pudico, inaudito, ibero e palato são vocábulos paroxítonos.
III. ambrosia, hieróglifo, ortoepia e réptil são vocábulos que apresentam oscilação de pronúncia.
IV. Todas as palavras monossilábicas são oxítonas.