Questões Militares
Sobre gênero lírico em literatura
Foram encontradas 7 questões
Para responder à questão, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).
Eu cantei, não o nego, eu algum dia
Cantei do injusto Amor o vencimento,
Sem saber que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.
Que Amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de Amor isento;
Inda agora de Amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia1.
Ninguém de Amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos, porque sinto
Que me tem destinado estrago tanto.
De seu favor hoje as quimeras2 pinto:
Amor de uma alma é pesaroso3 encanto;
Amor de um coração é labirinto.
(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
1 aleivosia: engano, traição.
2 quimera: ilusão.
3 pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.
Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque:
TEXTO IV
O ano passado
Erasmo Carlos / Roberto Carlos

(CARLOS, Erasmo; CARLOS, Roberto. O ano passado. Ecra Realizacoes
Artisticas S.c. Ltda., Editora Musical Amigos Ltda., Sony Music Publishing).
Tenho quebrado copos
Tenho quebrado copos é o que tenho feito raramente me machuco embora uma vez sim uma vez quebrei um copo com as mãos era frágil demais foi o que pensei era feito para quebrar-se foi o que pensei e não: eu fui feita para quebrar em geral eles apenas se espatifam na pia entre a louça branca e os talheres (esses não quebram nunca) ou no chão espalhando-se então com um baque luminoso tenho recolhido cacos tenho observado brevemente seu formato pensando que acontecer é irreversível pensando em como é fácil destroçar tenho embrulhado os cacos com jornal para que ninguém se machuque como minha mãe me ensinou como se fosse mesmo possível evitar os cortes (mas que não seja eu a ferir) tenho andado a tentar não me ferir e não ferir os outros enquanto esgoto o estoque de copos
mas não tenho quebrado minhas próprias mãos golpeando os azulejos não tenho passado a noite deitada no chão de mármore estudando as trocas de calor não tenho mastigado o vidro procurando separar na boca o sabor do sangue o sabor do sabão nem tenho feito uma oração pelo destino variado do que antes era um e por minha força morre múltiplo tenho quebrado copos para isso parece deram-me mãos tenho depois encontrado cacos que não recolhi e que identifico por um brilho súbito no chão da cozinha de manhã tenho andado com cuidado com os olhos no chão à procura de algo que brilhe e tenho quebrado copos é o que tenho feito
(MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo. Companhia das Letras, 2015. p. 101-102.)
Considerando esse poema e a integralidade da obra de que foi retirado, assinale a alternativa correta.