Questões Militares
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2. “Então, no início da rua, você viu uma viatura com sirenes tocando, e àquela altura da sua vida, aos catorze anos, você já havia aprendido que aquela visão era um problema, não que você tivesse consciência de que a polícia te abordava porque você era negro, mas sua experiência já te dizia para se manter longe das viaturas.” (O avesso da pele, Jeferson Tenório).
I. Em Moçambique ou no Brasil, no passado ou no presente, a população negra, jovem ou idosa, deve se portar de determinada maneira a fim de “minimizar” os efeitos do racismo e da dominação.
II. Em Moçambique ou no Brasil, no passado ou no presente, o racismo e a submissão social acontecem a despeito do comportamento da população negra.
III. Mulheres negras que se submetem às violentas imposições dos dominadores racistas são poupadas e acabam por ter alguns privilégios.
“Não, eu não contaria. Não fora para isso que viera para casa. Além disso, não seria eu a destruir neles fosse o que fosse. A seu tempo alguém se encarregaria de os pôr na raiva. Não, eu não contaria.”
Livro 1 “Memórias póstumas de Brás Cubas” (Autor: Machado de Assis);
Livro 2 “Triste fim de Policarpo Quaresma” (Autor: Lima Barreto).
( ) De acordo com o narrador onisciente do romance, Policarpo Quaresma era meticuloso, doce, modesto, honesto, pequeno, magro. Usava pince-nez e fraque, e por isso, tinha um “quê” de pedante e pretensioso.
( ) No trecho da narrativa “[...] o major conhecia bem sofrivelmente francês, inglês e alemão; e se não falava tais idiomas, lia-os e traduzia-os corretamente.”, a palavra em destaque significa, semanticamente, razoavelmente.
( ) Um diálogo entre a Olga, afilhada do major Quaresma, e Anastácio, caseiro do major Quaresma, no interior do sítio “Sossego”, revela uma realidade marcada pela injustiça social, pois os programas de governo visam favorecer a mão de obra de origem europeia.
( ) O major Quaresma foi levado à prisão, na Ilha das Cobras, por ter escrito um requerimento ao presidente da Câmara dos Deputados propondo uma mudança do idioma nacional, do português para o tupi-guarani, de forma clara, franca, nitidamente; até mesmo com paixão, indignado. Lá, deu-se conta de que podia esperar pela morte e seu sentimento foi de desilusão, de arrependimento, por ter passado toda sua vida atrás da miragem de estudar a Pátria.
A sequência CORRETA de afirmativas de cima para baixo é:
Livro 1 “Memórias póstumas de Brás Cubas” (Autor: Machado de Assis);
Livro 2 “Triste fim de Policarpo Quaresma” (Autor: Lima Barreto).
(1) Virgília
(2) Marcela
(3) Eugênia
(4) Sabina
(5) Dona Eulália
(6) Dona Plácida
(7) Dona Emerenciana
( ) "[...]moça graciosa, um tanto acanhada a princípio [...]. Faltava-lhe elegância, mas compensava-a com os olhos, que eram soberbos e só tinham o defeito de se não arrancarem de mim
( ) “[...] séria, carrancuda, às vezes triste." "Com isto iam-se passando os anos, não a beleza, porque não a tivera nunca.”
( ) “O rosto dizia-me que não; ao mesmo tempo os olhos me contavam que, já outrora, como hoje, ardia neles a flama da cobiça.”
( ) “Achei-a mais gorda, e talvez mais moça. Parecia ter vinte anos, e contava com trinta. Graciosa, afável, nenhum acanhamento, nenhum ressentimento.” “[...] não herdara a flor amarela e mórbida.”
( ) “Em verdade, parecia ainda mais mulher do que era, seria criança nos seus folgares de moça; mas assim quieta, impassível, tinha a compostura de mulher casada.”
( ) “[...] era clara, muito clara, faceira, ignorante, pueril, cheia de ímpetos misteriosos; muita preguiça e alguma devoção -, devoção, ou talvez medo; creio que medo.”
Marque a sequência CORRETA na ordem de cima para baixo.
Livro 1 “Memórias póstumas de Brás Cubas” (Autor: Machado de Assis);
Livro 2 “Triste fim de Policarpo Quaresma” (Autor: Lima Barreto).
l. Brás Cubas narra, depois de morrer, as lembranças da vida. O lugar do qual o narrador fala é estratégico: morto, sua voz alcança maior distanciamento em relação aos fatos e aos seres humanos, “liberado” das consequências por sua cômoda posição de autor defunto.
II. De acordo com o narrador-protagonista, a causa de sua própria morte foi uma ideia grandiosa e útil: a invenção de um medicamento. E quando estava ocupado em preparar e apurar essa invenção recebeu x um golpe de ar, adoeceu e não se tratou completamente.
III. A máxima “Olhe que os homens valem por diferentes modos, e que o mais seguro de todos é valer pela opinião dos outros homens.", é uma das muitas máximas que Brás Cubas escreveu ainda em vida, tal como "Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.”, apresentadas no capítulo CXIX do romance.
IV. Para Brás Cubas a morte traz liberdade porque o olhar da opinião perde a virtude. Não há vizinhos, amigos, inimigos, conhecidos ou plateia. Então o defunto pode ser franco, confessar de modo liso o que foi e o que deixou de ser. Não é preciso poupar o vexame e a hipocrisia.
Está(ão) INCORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
E, quando espiei outra vez, vi exato: Targino, fixo, como um manequim, e Manuel Fulô pulando nele e o esfaqueando, pela altura do peito – tudo com rara elegância e suma precisão. Targino girou na perna esquerda ceifando o ar com a direita; capotou; e desviveu, num átimo. Seu rosto guardou um ar de temor salutar.
– Conheceu, diabo, o que é raça de Peixoto?!
(ROSA, João Guimarães. Corpo fechado. In: ______. Sagarana. Ficção completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 400. v. 1.)
Mas Nhô Augusto tinha o rosto radiante, e falou:
– Perguntem quem é que aí algum dia ouviu falar no nome de Nhô Augusto Esteves, das Pindaíbas?
– Virgem Santa! Eu logo vi que só podia ser você, meu primo Nhô Augusto...
Era o João Lomba, conhecido velho e meio parente. Nhô Augusto riu:
– E hein, hein João?!
– P’ ra ver...
Então Augusto Matraga fechou um pouco os olhos, com sorriso intenso nos lábios lambuzados de sangue, e de seu rosto subia um sério contentamento.
Daí mais, olhou, procurando João Lomba, e disse, agora sussurrando, sumido:
– Põe a benção na minha filha...seja lá onde for que ela esteja...E, Dionora...Fala com a Dionora que está tudo em ordem!
Depois morreu.
(ROSA, João Guimarães. A hora e a vez de Augusto Matraga. In: ______. Sagarana. Ficção completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 462. v. 1.)
Com base nas informações apresentadas e na obra completa, assinale a alternativa correta.
(DIAS, Gonçalves. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.)