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Quando eu era criança, adorava contos de fada. (...) Também amava filmes da Disney. Todos tinham final feliz; como não amar? (...) Quando cresci um pouco, passei dos filmes da Disney para as histórias dos Irmãos Grimm. (...) Fiquei horrorizada ao saber que as versões originais de muitos dos meus filmes prediletos tinham detalhes horríveis, que a Disney deixou de fora.
(...)
A Bela e a Fera
É bastante fiel ao original, mas o filme deixa UM detalhe infeliz de fora. No que acredita-se ser a primeira versão da história (de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve), Belle tem duas irmãs más. A Fera permite que Belle vá para sua casa, desde que retorne em uma semana. As irmãs com ciúme da vida luxuosa de Belle tentam convencê-la a ficar mais tempo, na esperança de que a Fera, furiosa, a coma viva na volta. Argh.
(...)
Enrolados
Na versão dos Irmãos Grimm, Rapunzel engravida do príncipe antes de eles fugirem, e a bruxa descobre tudo. A bruxa corta o cabelo de Rapunzel e a joga no meio da floresta. Quando o príncipe aparece, ela joga os cabelos de Rapunzel pela janela para enganá-lo e diz que ele nunca mais vai ver a amada. Desesperado, ele pula pela janela e cai num monte de espinhos, que o deixam cego. Ele sai perambulando sem rumo. Rapunzel dá à luz gêmeos. Ele acaba encontrando Rapunzel pela voz. As lágrimas dela restauram a visão do príncipe, eles voltam para o reino e vivem felizes para sempre.
(...)
O Rei Leão
Ah, você não sabia que O Rei Leão é uma adaptação de Hamlet, de Shakespeare? Pois é. Um irmão invejoso mata o rei, o filho descobre e quer vingança. Rosencrantz e Guildenstern, quero dizer, Timão e Pumba, o distraem. Mas, finalmente, o filho mata o irmão invejoso.
Adaptado do original publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.
Zoë Triska - HuffPost Brasil - segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Quando eu era criança, adorava contos de fada. (...) Também amava filmes da Disney. Todos tinham final feliz; como não amar? (...) Quando cresci um pouco, passei dos filmes da Disney para as histórias dos Irmãos Grimm. (...) Fiquei horrorizada ao saber que as versões originais de muitos dos meus filmes prediletos tinham detalhes horríveis, que a Disney deixou de fora.
(...)
A Bela e a Fera
É bastante fiel ao original, mas o filme deixa UM detalhe infeliz de fora. No que acredita-se ser a primeira versão da história (de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve), Belle tem duas irmãs más. A Fera permite que Belle vá para sua casa, desde que retorne em uma semana. As irmãs com ciúme da vida luxuosa de Belle tentam convencê-la a ficar mais tempo, na esperança de que a Fera, furiosa, a coma viva na volta. Argh.
(...)
Enrolados
Na versão dos Irmãos Grimm, Rapunzel engravida do príncipe antes de eles fugirem, e a bruxa descobre tudo. A bruxa corta o cabelo de Rapunzel e a joga no meio da floresta. Quando o príncipe aparece, ela joga os cabelos de Rapunzel pela janela para enganá-lo e diz que ele nunca mais vai ver a amada. Desesperado, ele pula pela janela e cai num monte de espinhos, que o deixam cego. Ele sai perambulando sem rumo. Rapunzel dá à luz gêmeos. Ele acaba encontrando Rapunzel pela voz. As lágrimas dela restauram a visão do príncipe, eles voltam para o reino e vivem felizes para sempre.
(...)
O Rei Leão
Ah, você não sabia que O Rei Leão é uma adaptação de Hamlet, de Shakespeare? Pois é. Um irmão invejoso mata o rei, o filho descobre e quer vingança. Rosencrantz e Guildenstern, quero dizer, Timão e Pumba, o distraem. Mas, finalmente, o filho mata o irmão invejoso.
Adaptado do original publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.
Zoë Triska - HuffPost Brasil - segunda-feira, 26 de setembro de 2016
A bola
Muito antes de o Brasil ter-se tornado campeão mundial de futebol, nossos antepassados já faziam as suas “peladas”. Só que não eram como as de hoje. O futebol veio muito depois, com suas regras criadas pelos ingleses.
Mas a bola, ou pelota, ou balão, ou “menina”, ou “redonda”, como dizem os locutores de futebol, já era usada desde a pré-história. É mencionada nos livros mais antigos e nas mais antigas gravuras. Homero e outros escritores da antiga Grécia nos contam que o jogo de bola era considerado importante para dar maior elasticidade e graça ao corpo. São encontradas referências sobre jogos de bola entre os egípcios e mesmo entre os hebreus, que pouco se dedicavam ao atletismo.
Os antigos romanos não eram também muito apreciadores de esportes. Gostavam de assistir às lutas dos gladiadores, é verdade, mas só de assistir: não participavam. Pois, mesmo entre eles, os jogos de bola eram muito difundidos.
Antigas bolas também não eram como as de hoje. As primeiras eram feitas de pedaços de couro costurados e “recheadas” dos mais diversos materiais. A menor delas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas. As maiores, as follis, eram cheias de ar, feitas de bexigas de animais, muito parecidas com as bolas atuais.
(Adaptado de: Manual do Escoteiro Mirim. São Paulo: Nova Cultura, 1985. p. 45-46.)
No fragmento: “A menor das bolas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas.”
Assinale a alternativa em que o termo substitui a palavra negritada, mantendo o sentido.
A bola
Muito antes de o Brasil ter-se tornado campeão mundial de futebol, nossos antepassados já faziam as suas “peladas”. Só que não eram como as de hoje. O futebol veio muito depois, com suas regras criadas pelos ingleses.
Mas a bola, ou pelota, ou balão, ou “menina”, ou “redonda”, como dizem os locutores de futebol, já era usada desde a pré-história. É mencionada nos livros mais antigos e nas mais antigas gravuras. Homero e outros escritores da antiga Grécia nos contam que o jogo de bola era considerado importante para dar maior elasticidade e graça ao corpo. São encontradas referências sobre jogos de bola entre os egípcios e mesmo entre os hebreus, que pouco se dedicavam ao atletismo.
Os antigos romanos não eram também muito apreciadores de esportes. Gostavam de assistir às lutas dos gladiadores, é verdade, mas só de assistir: não participavam. Pois, mesmo entre eles, os jogos de bola eram muito difundidos.
Antigas bolas também não eram como as de hoje. As primeiras eram feitas de pedaços de couro costurados e “recheadas” dos mais diversos materiais. A menor delas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas. As maiores, as follis, eram cheias de ar, feitas de bexigas de animais, muito parecidas com as bolas atuais.
(Adaptado de: Manual do Escoteiro Mirim. São Paulo: Nova Cultura, 1985. p. 45-46.)
Em relação ao texto, considere as afirmativas a seguir.
I) No primeiro parágrafo, a palavra peladas está entre aspas porque está empregada com sentido metafórico.
II) No terceiro parágrafo, a regência do verbo assistir está incorreta, pois não admite preposição no sentido de ver/presenciar.
III) No terceiro parágrafo, o termo difundidos foi empregado no sentido de conhecidos ou propagados.
Está(ão) correta(s) apenas:
A bola
Muito antes de o Brasil ter-se tornado campeão mundial de futebol, nossos antepassados já faziam as suas “peladas”. Só que não eram como as de hoje. O futebol veio muito depois, com suas regras criadas pelos ingleses.
Mas a bola, ou pelota, ou balão, ou “menina”, ou “redonda”, como dizem os locutores de futebol, já era usada desde a pré-história. É mencionada nos livros mais antigos e nas mais antigas gravuras. Homero e outros escritores da antiga Grécia nos contam que o jogo de bola era considerado importante para dar maior elasticidade e graça ao corpo. São encontradas referências sobre jogos de bola entre os egípcios e mesmo entre os hebreus, que pouco se dedicavam ao atletismo.
Os antigos romanos não eram também muito apreciadores de esportes. Gostavam de assistir às lutas dos gladiadores, é verdade, mas só de assistir: não participavam. Pois, mesmo entre eles, os jogos de bola eram muito difundidos.
Antigas bolas também não eram como as de hoje. As primeiras eram feitas de pedaços de couro costurados e “recheadas” dos mais diversos materiais. A menor delas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas. As maiores, as follis, eram cheias de ar, feitas de bexigas de animais, muito parecidas com as bolas atuais.
(Adaptado de: Manual do Escoteiro Mirim. São Paulo: Nova Cultura, 1985. p. 45-46.)
De maneira simples, pode-se dizer que a intertextualidade é a criação de um texto a partir de outro, já existente. Utilizando essa informação, assinale a alternativa que registra o texto com o qual o quadrinho abaixo dialoga.

Nosso dia vai chegar, Teremos nossa vez. Não é pedir demais: Quero justiça, Quero trabalhar em paz. Não é muito o que lhe peço – Eu quero um trabalho honesto Em vez de escravidão.
Deve haver algum lugar Onde o mais forte Não consegue escravizar Quem não tem chance.
De onde vem a indiferença Temperada a ferro e fogo? (...)
O texto demonstra o engajamento, a inserção dos autores nos movimentos e lutas sociais, porque:
2) A condenação aos ......................... é o primeiro passo para uma sociedade mais igualitária. ( I ) previlégios – ( II ) privilégios
3) Não adianta .............................. melhores condições de vida se não nos empenhamos em mudar nossa rotina. ( I ) reivindicar – ( II ) renvindicar
4) Enquanto os candidatos se ......................... em desastrosa campanha, os eleitores não saíam da indiferença. ( I ) digladiavam – ( II ) degladiavam
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, respectivamente.
Considere o texto abaixo.
A década de 1960 também representou um período de grande renovação no âmbito da literatura latino-americana. Foram os chamados anos do boom, quando uma safra de escritores ganhou projeção internacional, especialmente em virtude de obras que exploram o gênero do realismo mágico (...) A Revolução Cubana, sobretudo em seus primeiros tempos, irradiou ideais e conquistou simpatias (...)
(PRADO, Maria Ligia e PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014, p. 192; 194)
Considere o texto abaixo.
A década de 1960 também representou um período de grande renovação no âmbito da literatura latino-americana. Foram os chamados anos do boom, quando uma safra de escritores ganhou projeção internacional, especialmente em virtude de obras que exploram o gênero do realismo mágico (...) A Revolução Cubana, sobretudo em seus primeiros tempos, irradiou ideais e conquistou simpatias (...)
(PRADO, Maria Ligia e PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014, p. 192; 194)
Considere o texto abaixo.
A década de 1960 também representou um período de grande renovação no âmbito da literatura latino-americana. Foram os chamados anos do boom, quando uma safra de escritores ganhou projeção internacional, especialmente em virtude de obras que exploram o gênero do realismo mágico (...) A Revolução Cubana, sobretudo em seus primeiros tempos, irradiou ideais e conquistou simpatias (...)
(PRADO, Maria Ligia e PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014, p. 192; 194)
São versos do poeta Ferreira Gullar, no poema “Cantada”:
Você é mais bonita que uma bola prateada
de papel de cigarro.
Você é mais bonita que uma poça d’água
límpida
num lugar escondido
(...)
Olha,
você é tão bonita quanto o Rio de Janeiro
em maio
e quase tão bonita
quanto a Revolução Cubana
Atente para as seguintes afirmações sobre esses versos:
I. O esquema métrico e o rímico atestam que se trata de um poeta representativo da geração de 1945.
II. Há um efeito de humor, resultante da comparação entre contextos a princípio incomparáveis.
III. Depreende-se a posição política do autor diante da revolução ocorrida em Cuba.
Está correto o que se afirma em
Considere o texto abaixo.
A década de 1960 também representou um período de grande renovação no âmbito da literatura latino-americana. Foram os chamados anos do boom, quando uma safra de escritores ganhou projeção internacional, especialmente em virtude de obras que exploram o gênero do realismo mágico (...) A Revolução Cubana, sobretudo em seus primeiros tempos, irradiou ideais e conquistou simpatias (...)
(PRADO, Maria Ligia e PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014, p. 192; 194)
Considere o texto abaixo.
Se a Grande Guerra representa ruptura na história das relações culturais entre a Europa e a América Latina, bem mais do que rompê-las brutalmente ela as reconfigura e leva a afirmações identitárias complexas (...). As referências europeias subsistem (...) mas são agora apenas parte de um todo identitário que bebe em fontes variadas para definir os caracteres da nacionalidade. Deste ponto de vista, a metáfora proposta por Oswald de Andrade em seu Manifesto antropofágico, de 1928, é a mais eficaz (...). “Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.”
(COMPAGNON, Olivier. O adeus à Europa. A América Latina e a Grande Guerra (Argentina e Brasil, 1914-1939). Trad. Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014, p. 303-304)
Considere o texto abaixo.
Se a Grande Guerra representa ruptura na história das relações culturais entre a Europa e a América Latina, bem mais do que rompê-las brutalmente ela as reconfigura e leva a afirmações identitárias complexas (...). As referências europeias subsistem (...) mas são agora apenas parte de um todo identitário que bebe em fontes variadas para definir os caracteres da nacionalidade. Deste ponto de vista, a metáfora proposta por Oswald de Andrade em seu Manifesto antropofágico, de 1928, é a mais eficaz (...). “Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.”
(COMPAGNON, Olivier. O adeus à Europa. A América Latina e a Grande Guerra (Argentina e Brasil, 1914-1939). Trad. Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014, p. 303-304)