Foram encontradas 36.782 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Ano: 2016 Banca: UPENET/IAUPE Órgão: UPE Prova: UPENET/IAUPE - 2016 - UPE - Vestibular - 2º Dia |
Q1397370 Biologia
Inúmeros pesticidas foram desenvolvidos no século passado (incluindo herbicidas, fungicidas, inseticidas e raticidas), com o intuito de controlar organismos indesejados. Esses pesticidas contêm venenos, produtos químicos tóxicos, que se concentram no solo, até que são lavados pela chuva ou pela irrigação. Não raramente, por meio de enxurradas, tais substâncias chegam aos rios costeiros ou oceanos. Organismos que vivem nos manguezais, como os anfípodes, se alimentam de matéria orgânica e facilmente absorvem os poluentes concentrados na água. Uma vez ingeridos por organismos maiores, como peixes, as toxinas passam à etapa seguinte da cadeia trófica, representada na figura por uma águia pescadora. Essa contaminação também afeta os humanos, que se alimentam de peixes e de outros seres marinhos.
Adaptado de “Guia Didático Maravilhosos Manguezais do Brasil, Instituto BiomaBrasil, 245 p”.
Imagem associada para resolução da questão

Considerando que um anfípoda ingere um pedaço de detrito contendo 10 unidades de uma determinada toxina, que dez anfípodas servem de alimento para um peixe e, ainda, que dez peixes são comidos por uma águia, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UPENET/IAUPE Órgão: UPE Prova: UPENET/IAUPE - 2016 - UPE - Vestibular - 2º Dia |
Q1397366 Biologia
Leia o texto a seguir:
Atualmente, o gene considerado como o mais confiável para discriminar se um atleta tem mais força ou resistência é o ACTN3, apelidado gene da velocidade. Localizado no cromossomo 11, o ACTN3 é responsável pela produção da proteína alfa actinina 3, ativada exclusivamente em fibras musculares de contração rápida. Uma alteração em uma única base nitrogenada faz que esse gene possa apresentar duas formas na população humana: a versão “normal”, funcional, denominada R, que produz alfa actinina 3; e a variante alterada, chamada X, em que a tal proteína não é sintetizada. O gene ACTN3 assim como a eritropoietina (EPO), hormônio do crescimento humano (hGH), inibidor de genes da miostatina, endorfina, encefalina, leptina, dentre outros, são possíveis alvos primários do doping genético em humanos, por meio de terapia gênica in vivo, na qual o processo de transgenia ocorre dentro do indivíduo, ou ex vivo, no qual parte do engenheiramento genético ocorre fora do corpo, e parte, dentro.

Fontes: disponível em: e BAIRROS, A. V.; PREVEDELLO, A. A.; MORAES, L. L. S. Doping genético e possíveis metodologias de detecção. Rev. Bras. Ciênc. Esporte, Florianópolis, v.33, n.4, p.1055-1069, out./dez. 2011. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32892011000400017>

Sobre ele, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390311 Atualidades
Nos últimos anos, tem sido comum reportagens sobre a onda de refugiados na Europa, que fogem de seus países devido à crescente miséria, fome e as guerras civis que parecem infindáveis. Esses graves problemas vêm atingindo milhares de cidadãos africanos e asiáticos, que arriscam a vida em travessias perigosas pelo Mar Mediterrâneo em busca de sobrevivência. Vejamos algumas manchetes publicadas pelo jornal “El Paris”, sobre a questão dos refugiados:

CRISE DOS REFUGIADOS NA EUROPA
Quase 3.000 imigrantes morreram este ano no Mediterrâneo. El Paris, 22/07/2016.” “França constrói muro junto à ‘selva’ de Calais para impedir acesso de imigrantes”. El Paris, 08/09/2016
País asiático em guerra civil desde 2011 e governado por Bashar al-Assad, é o que mais tem contribuído para o aumento de refugiados na Europa . Esse país é a
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390310 Geografia
O desenvolvimento econômico de um país está atrelado à produção e ao consumo de energia. Em relação ao Brasil, os investimentos quanto às matrizes energéticas ainda são parcos, sendo a mais utilizada a hidráulica, que responde com o maior percentual de energia elétrica consumida no país. O Brasil é um país de dimensões continentais e conta com aspectos naturais que favorecem e viabilizam o uso de energia alternativa. No entanto, esse uso ainda é mínimo.
Entre as fontes alternativas de energia apresentadas, assinale as mais utilizadas no Brasil.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390305 Português
TEXTO 4

Família

Três meninos e duas meninas,
sendo uma ainda de colo.
A cozinheira preta, a copeira mulata,
o papagaio, o gato, o cachorro,
as galinhas gordas no palmo de horta
e a mulher que trata de tudo.

A espreguiçadeira, a cama, a gangorra,
o cigarro, o trabalho, a reza,
a goiabada na sobremesa de domingo,
o palito nos dentes contentes,
o gramofone rouco toda noite
e a mulher que trata de tudo.

O agiota, o leiteiro, o turco,
o médico uma vez por mês,
o bilhete todas as semanas
branco! mas a esperança sempre verde.
A mulher que trata de tudo
e a felicidade.

Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do Mundo.
Rio de Janeiro: Record, 1999.
Dentre estas afirmações, há uma errada. Assinale-a.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390304 Português
TEXTO 4

Família

Três meninos e duas meninas,
sendo uma ainda de colo.
A cozinheira preta, a copeira mulata,
o papagaio, o gato, o cachorro,
as galinhas gordas no palmo de horta
e a mulher que trata de tudo.

A espreguiçadeira, a cama, a gangorra,
o cigarro, o trabalho, a reza,
a goiabada na sobremesa de domingo,
o palito nos dentes contentes,
o gramofone rouco toda noite
e a mulher que trata de tudo.

O agiota, o leiteiro, o turco,
o médico uma vez por mês,
o bilhete todas as semanas
branco! mas a esperança sempre verde.
A mulher que trata de tudo
e a felicidade.

Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do Mundo.
Rio de Janeiro: Record, 1999.
As dúvidas sempre surgem ao se escreverem palavras como “agiota”, “leiteiro” e “bilhete”: é com “g” ou “j”? é com “i” ou sem “i” antes do “r”? é só com “l” ou com “lh”? Observe a grafia das palavras seguintes e assinale a alternativa em que todas estão corretas.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390303 Português
TEXTO 4

Família

Três meninos e duas meninas,
sendo uma ainda de colo.
A cozinheira preta, a copeira mulata,
o papagaio, o gato, o cachorro,
as galinhas gordas no palmo de horta
e a mulher que trata de tudo.

A espreguiçadeira, a cama, a gangorra,
o cigarro, o trabalho, a reza,
a goiabada na sobremesa de domingo,
o palito nos dentes contentes,
o gramofone rouco toda noite
e a mulher que trata de tudo.

O agiota, o leiteiro, o turco,
o médico uma vez por mês,
o bilhete todas as semanas
branco! mas a esperança sempre verde.
A mulher que trata de tudo
e a felicidade.

Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do Mundo.
Rio de Janeiro: Record, 1999.
Assinale a alternativa falsa quanto às relações de coerência textual estabelecidas no poema.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390302 Português
TEXTO 4

Família

Três meninos e duas meninas,
sendo uma ainda de colo.
A cozinheira preta, a copeira mulata,
o papagaio, o gato, o cachorro,
as galinhas gordas no palmo de horta
e a mulher que trata de tudo.

A espreguiçadeira, a cama, a gangorra,
o cigarro, o trabalho, a reza,
a goiabada na sobremesa de domingo,
o palito nos dentes contentes,
o gramofone rouco toda noite
e a mulher que trata de tudo.

O agiota, o leiteiro, o turco,
o médico uma vez por mês,
o bilhete todas as semanas
branco! mas a esperança sempre verde.
A mulher que trata de tudo
e a felicidade.

Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do Mundo.
Rio de Janeiro: Record, 1999.
Do texto, só não se pode depreender que
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390295 Português

TEXTO 1


“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

(Douglas Belchior)


       Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUC- SP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.

       Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.

      Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana: “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

      Um fato é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta: “Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política! " 


(http://negrobelchior.cartacapital.com.br/politica-nao-elugar-pra-preto-vagabundo-feito-voce/. Texto adaptado)

Ao dizer que alcançou o “banco de uma universidade reconhecida, a PUC-SP”, o autor vale-se de uma linguagem figurada, em que, por meio de uma metonímia, utiliza a parte como equivalente do todo. De maneira conotativa, ele afirma, nesse trecho, que conquistou “uma vaga na universidade”. No dicionário, a palavra “banco” (móvel em que as pessoas sentam) é homônima do vocábulo “banco” (lugar onde se fazem transações monetárias). Considerando os pares de palavras abaixo, em qual deles também se verifica relação de homonímia?
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390294 Português

TEXTO 1


“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

(Douglas Belchior)


       Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUC- SP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.

       Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.

      Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana: “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

      Um fato é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta: “Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política! " 


(http://negrobelchior.cartacapital.com.br/politica-nao-elugar-pra-preto-vagabundo-feito-voce/. Texto adaptado)

“Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei.” A frase manter-se-ia com sentido equivalente se, em vez da palavra grifada, se utilizasse um vocábulo que lhe fosse sinônimo, tal qual
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390293 Português

TEXTO 1


“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

(Douglas Belchior)


       Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUC- SP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.

       Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.

      Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana: “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

      Um fato é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta: “Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política! " 


(http://negrobelchior.cartacapital.com.br/politica-nao-elugar-pra-preto-vagabundo-feito-voce/. Texto adaptado)

Sabe-se que, nos textos, assumem-se diferentes estilos linguísticos, de acordo com os contextos enunciativos, que demandam diferentes níveis de linguagem. Quanto a esse aspecto no texto de Belchior, marque a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390292 Português

TEXTO 1


“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

(Douglas Belchior)


       Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUC- SP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.

       Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.

      Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana: “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

      Um fato é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta: “Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política! " 


(http://negrobelchior.cartacapital.com.br/politica-nao-elugar-pra-preto-vagabundo-feito-voce/. Texto adaptado)

Na frase “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”, o vocábulo destacado sugere que
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390291 Português

TEXTO 1


“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

(Douglas Belchior)


       Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUC- SP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.

       Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.

      Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana: “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

      Um fato é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta: “Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política! " 


(http://negrobelchior.cartacapital.com.br/politica-nao-elugar-pra-preto-vagabundo-feito-voce/. Texto adaptado)

Quanto aos aspectos relativos ao circuito da comunicação no texto de Douglas Belchior, a única alternativa correta é:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2016 - IFAL - Vestibular |
Q1390290 Português

TEXTO 1


“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

(Douglas Belchior)


       Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUC- SP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.

       Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.

      Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana: “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”

      Um fato é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta: “Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política! " 


(http://negrobelchior.cartacapital.com.br/politica-nao-elugar-pra-preto-vagabundo-feito-voce/. Texto adaptado)

Apenas não se pode afirmar que o autor desse texto
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Univap Órgão: Univap Prova: Univap - 2016 - Univap - Vestibular - Processo Seletivo 2 |
Q1388737 Geografia
A bacia do rio São Francisco drena uma longa depressão encravada entre o Planalto Atlântico e as chapadas do Brasil Central. O rio principal – São Francisco– nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, com rumo sul-norte até a cidade de Barra. Nesse ponto volta-se para Nordeste até a cidade de Cabrobó, quando se dirige para sudeste até desembocar no oceano Atlântico. Todos os apelidos que recebeu ilustram a importância do São Francisco. A população, que habita o vale, porém, mostra seu respeito e carinho chamando-o de “Velho Chico”. JAMES, Onnig Tamdji; MENDES, Ivan Lazzari. Geografia Geral e do Brasil : Estudo para a compreensão do espaço. Coleção Delta, São Paulo, 2014, p. 192.

Sobre a Bacia Hidrográfica do São Francisco, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Univap Órgão: Univap Prova: Univap - 2016 - Univap - Vestibular - Processo Seletivo 2 |
Q1388735 Geografia
O elemento principal para explicar a formação e os tipos de solo é o clima, já que o solo resulta da decomposição das rochas pelo intemperismo. Nas regiões tropicais, como é o caso da maior parte do Brasil, as chuvas exercem papel decisivo na formação dos solos, acarretando o predomínio do intemperismo químico e a decomposição profunda da rocha. Os solos de maior fertilidade natural do Brasil localizam- -se em áreas de planaltos sedimentares basálticos, principalmente nos Estados de São Paulo e Paraná. No entanto, a agricultura extensiva, o uso excessivo da terra, bem como a utilização de agrotóxicos, pesticidas e fertilizantes vêm provocando sérios agravantes ambientais. VESENTINI, José Willian. Brasil Sociedade e Espaço. São Paulo: Ática, 2014, p. 256.

Dentre os sérios problemas ambientais provocados pelo uso excessivo de agrotóxicos, pesticidas e fertilizantes, destaca-se
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Univap Órgão: Univap Prova: Univap - 2016 - Univap - Vestibular - Processo Seletivo 2 |
Q1388734 Atualidades
Países negociaram durante 2015 um difícil acordo sobre as medidas para conter a emissão de gases que podem reforçar o efeito estufa. Há duas décadas, as nações do mundo vêm negociando incessantemente a construção de um acordo global para adotar medidas que reduzam as consequências negativas das ações humanas sobre a vida em nosso planeta. O foco dessa vez são as mudanças climáticas. A maioria dos cientistas que estudam o clima está convicta de que o planeta enfrenta uma ameaça séria: o contínuo aquecimento da atmosfera, e acreditam que esse aquecimento resulta da ação humana. Um momento importante na busca por soluções e acordos efetivos aconteceu na grande conferência internacional chamada COP 21, realizada em Paris 2015. O objetivo do encontro foi obter um acordo global sobre as mudanças climáticas para vigorar a partir de 2020. Revista Atualidade Vestibulares. Aquecimento Global quem paga a conta?. 2015, p. 64. Adaptado

Entre os obstáculos à efetivação desse Acordo destacou-se

Alternativas
Ano: 2016 Banca: Univap Órgão: Univap Prova: Univap - 2016 - Univap - Vestibular - Processo Seletivo 2 |
Q1388733 Geografia
O carvão é uma das principais fontes de energia utilizadas pela Humanidade, em especial na Europa, a partir da Primeira Revolução Industrial. Atualmente, com o aumento do custo do petróleo, há uma tendência mundial ao aumento do consumo de carvão, tendo em vista as extensas reservas mundiais. No Brasil, as principais reservas de carvão estão na região Sul. As reservas medidas são de 1,4 bilhões de toneladas em Santa Catarina (SC) e de 5,3 bilhões de toneladas no Rio Grande do Sul (RS).
Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: Disponível em: <http:// www.mma.gov.br/clima/energia/fontes-convencionais- -de-energia/carvao>.. Acesso em: 9 julho 2015.

Sobre o carvão mineral, avalie as seguintes afirmações.

I. Como um recurso de origem fóssil, não-renovável, a queima desse combustível, como a de todos os derivados de carbono, gera CO2 (gás carbônico), o principal gás de efeito estufa, responsável pelo aquecimento e por mudanças climáticas em escala global. II. Como o carvão contém teores expressivos de enxofre, a sua queima provoca o lançamento na atmosfera de dióxido de enxofre, um dos responsáveis pela chuva ácida, com graves problemas de poluição do meio ambiente. III. Um dos principais usos do carvão se dá na geração de energia eólica. Como a atividade não é poluidora, não necessita ser licenciada pelo órgão ambiental competente.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Univap Órgão: Univap Prova: Univap - 2016 - Univap - Vestibular - Processo Seletivo 2 |
Q1388732 Geografia
Ao mesmo tempo em que a engenharia genética enfrenta desafios e a biotecnologia avança a passos largos, a prática da agricultura orgânica ganha muitos adeptos não só nos países desenvolvidos, sobretudo europeus, mas também em vários países subdesenvolvidos, com a utilização de métodos naturais para a correção do solo e controle de pragas, entre outros. LUCCI , Elian Alabi, BRANCO, Cláudio Mendonça e LAZARO, Anselmo. Território e Sociedade no mundo globalizado: geografia geral e do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2010. p. 424.


Sobre a agricultura orgânica, avalie as afirmações.
I. Apesar de eficiente esse modo de produção não assegura o fornecimento de alimentos saudáveis e mais saborosos. II. Utiliza-se desmedidamente de fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos. III. A produção segue os princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, respeitando as relações sociais e culturais.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Univap Órgão: Univap Prova: Univap - 2016 - Univap - Vestibular - Processo Seletivo 2 |
Q1388731 História
A população manifestou-se violentamente contra a conversão das terras de cultura em terrenos de pastagem e contra a correspondente criação de gado lanígero. Ainda hoje é possível entrever a indignação que suscitou tal processo nos sermões, panfletos e baladas que nos ficaram da época. Os seus autores queixavam-se de que em muitas aldeias não tinha ficado de pé uma única casa, à exceção da Igreja, que fora profanada e transformada em curral de ovelhas. MARQUES, A. História Moderna através de textos. Ed., São Paulo: Contexto, 2001.

O texto acima descreve
Alternativas
Respostas
18001: A
18002: D
18003: D
18004: C
18005: B
18006: A
18007: E
18008: E
18009: B
18010: D
18011: B
18012: A
18013: A
18014: D
18015: A
18016: B
18017: C
18018: D
18019: C
18020: A