Questões de Vestibular
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Plano Collor foi intervenção mais drástica na economia
Um Brasil traumatizado com a inflação. É assim que os economistas definem o país que criou o Plano Collor em março de 1990, uma das mais severas intervenções do governo na economia. O pacote tinha como objetivo controlar a inflação que rondava os 2 000% ao ano. A ideia era diminuir a circulação de dinheiro no mercado para inibir o consumo da população e reduzir a inflação.
CASADO, L. Disponível em: http://noticias.r7.com. Acesso em: 20 ago. 2013 (adaptado).
Após oito anos de vigência da Lei n. 11 340/2006, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha, é possível detectar o crescimento da intolerância com qualquer tipo de violência, aliada à sensação de maior segurança proporcionada pela existência do instrumento legal.
Disponível em: www12.senado.gov.br. Acesso em: 9 ago. 2014.
Em uma sociedade de consumo, os desejos e as necessidades pessoais são, muitas vezes, realizados por meio da aquisição de bens e produtos. Não importa a categoria, todos eles são desejados como uma espécie de prêmio, de passaporte de entrada para uma classe social desejada ou para uma posição de destaque ou diferenciação dentro do grupo.
SOUZA, R. F.; EHRENBERG, K. C. Apple no Brasil: o consumo de uma marca que vai além da tecnologia. Disponível em: www2.metodista.br. Acesso em: 29 ago. 2014.
As ligas camponesas
Foi na estreita faixa litorânea, especialmente na Zona da Mata sul-pernambucana, onde se travaram as lutas mais duras entre o movimento camponês e os grandes proprietários de terra. Na verdade, a face desse Nordeste dividido pelos conflitos sociais só se revelou na medida em que ocorreu uma profunda mudança no interior do sistema canavieiro, tendo como base a expulsão dos camponeses da terra.
AZEVEDO, F. A. As ligas camponesas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982 (adaptado).
Na área da Floresta Amazônica, as ocupações são feitas sem respaldo econômico sustentável e, quase sempre, por meio de grilagem ou de títulos concedidos pelo Incra. E, depois da Constituição de 1988, os índios passaram a ser donos de 13% do território nacional, inclusive regiões de jazidas minerais e grandes áreas de florestas nativas. Está criado o cenário de disputas que levam à violência e à degradação ambiental.
FERNANDES, B. M. et al (Org.). Geografia agrária: teoria e poder. São Paulo:
Expansão Popular, 2007 (adaptado).
Temos um grande desafio: construir uma sociedade igualitária em termos raciais, em que o preconceito não opere em nenhum nível das relações intersubjetivas. E, nessa tarefa, precisamos nos orientar por uma ética da responsabilidade, que considere as consequências das ações propostas.
FAZZI, R. C. O drama racial de crianças brasileiras: socialização entre pares e preconceito. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
As transformações geradas pelas descobertas tecnológicas das últimas décadas estão na base das mudanças que ocorrem no mundo hoje. A descoberta da informática e, sobretudo, os avanços extremamente rápidos que se seguiram nessa área, a partir da década de 1970, foram tão significativos para a humanidade que se decidiu igualar sua importância à da descoberta da máquina a vapor ou do tear mecânico e da divisão do trabalho, chamando-os de Terceira Revolução Industrial.
FERREIRA, J. S. W. Os contrastes da mundialização: a economia como instrumento de poder em um sistema internacional excludente. Disponível em: www.usp.br. Acesso em: 4 set. 2014.
O desenvolvimento dos direitos do homem passou por três fases: 1) os direitos de liberdade, isto é, direitos que tendem a limitar o poder do Estado e a reservar para o indivíduo uma esfera de liberdade em relação ao Estado; 2) os direitos políticos, que tiveram como consequência a participação cada vez mais ampla, generalizada e frequente no poder político; 3) os direitos sociais, com novas exigências e novos valores, como os do bem-estar e da igualdade não apenas formal.
BOBBIO, N. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (adaptado).
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Mundo Estranho, n. 9, ago. 2013.
A tecnologia vem se tornando uma importante ferramenta didática de apoio aos alunos e educadores também nos dispositivos móveis. Existem vários aplicativos e games educativos para tirar o máximo de proveito de tablets e smartphones na hora de estudar, veja um exemplo.
Agenda do Estudante
É um aplicativo que ajuda a gerenciar a vida acadêmica do estudante. Ele permite cadastrar data das provas, data da entrega de trabalhos, fazer o controle das notas obtidas nas avaliações, agendar lembretes de eventos e alertas de devolução de livros.
Plataforma: Android (acesse aqui)
Preço: Gratuito
PRASS, R. Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 5 set. 2013 (adaptado).
Que o e-mail é importante no ambiente de trabalho, apesar das inúmeras opções de ferramentas de comunicação hoje disponíveis por conta do avanço tecnológico, isso ninguém pode negar. Enviamos e-mail para tudo na empresa, inclusive para o colega ao lado, quando uma simples conversa resolveria. Por isso, conhecer algumas regras de etiqueta ao lidar com tão importante ferramenta de comunicação é essencial no mundo do trabalho. Ignorar suas consequências pode ocasionar o que ocorreu com Vicki Walker, que trabalhava como contadora de plano de saúde, quando foi demitida por ter enviado a alguns colegas de trabalho um e-mail com palavras em caixa-alta, negrito e cor vermelha.
Disponível em: http://carreiradeti.com.br. Acesso em: 13 set. 2013 (adaptado).
Linguagem do morro
Tudo lá no morro é diferente
Daquela gente não se pode duvidar
Começando pelo samba quente
Que até um inocente
Sabe o que é sambar
Outro fato muito importante
E também interessante
É a linguagem de lá
Baile lá no morro é fandango
Nome de carro é carango
Discussão é bafafá
Briga de uns e outros
Dizem que é burburim
Velório no morro é gurufim
Erro lá no morro chamam de vacilação
Grupo do cachorro em dinheiro é um cão
Papagaio é rádio
Grinfa é mulher
Nome de otário é Zé Mané
PADEIRINHO & FERREIRA DOS SANTOS. Boca do povo.
Rio de Janeiro: Polydor, 1977 (fragmento).
Cinquenta anos! Não era preciso confessá-lo. Já se vai sentindo que o meu estilo não é tão lesto como nos primeiros dias. Naquela ocasião, cessado o diálogo com o oficial de marinha, que enfiou a capa e saiu, confesso que fiquei um pouco triste. Voltei à sala, lembrou-me dançar uma polca, embriagar-me das luzes, das flores, dos cristais, dos olhos bonitos, e do burburinho surdo e ligeiro das conversas particulares. E não me arrependo; remocei. Mas, meia hora depois, quando me retirei do baile, às quatro da manhã, o que é que fui achar no fundo do carro? Os meus cinquenta anos. Lá estavam eles, os teimosos, não tolhidos de frio, nem reumáticos, mas cochilando a sua fadiga, um pouco cobiçosos de cama e de repouso. Então — e vejam até que ponto pode ir a imaginação de um homem com sono — , então pareceu-me ouvir de um morcego encarapitado no tejadilho: Senhor Brás Cubas, a rejuvenescência estava na sala, nos cristais, nas luzes, nas sedas — enfim, nos outros.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Abril, 2010. p. 279.
TEXTO I
Periquito andino
Este colorido periquito colombiano, de cara marrom, testa azul, peito cinza, barriga azul e rabo vermelho, entrou em extinção. Visto pela última vez na natureza em 1949, ele não foi mais encontrado, apesar das constantes missões biológicas nos últimos anos para achá-lo.
TEXTO II
O pavãossauro
Não é novidade que, a cada nova descoberta da paleontologia, os dinossauros estejam mais parecidos com aves. O que não se sabia até agora é que algumas espécies de dinossauro tinham hábitos iguais aos do mais fabuloso dos pássaros: o pavão. É o que conclui um novo estudo.
Superinteressante, n. 346, maio 2015 (adaptado).
José se encontra com o velho amigo João:
— E aí João, quanto tempo! Como vai, meu amigo?
— Vou mal, muito mal!
— Por que, João, o que foi que aconteceu?
— Minha mãe morreu na semana passada!
— Não diga! Meus sentimentos! O que é que ela tinha?
— Infelizmente, pouca coisa. Uma casa, duas lojinhas no centro de cidade e um terreninho no interior!
TADEU, P. Olim-piadas: as melhores piadas para você escolher a medalha de ouro em gargalhadas. São Paulo: Matrix, 2012.
Ya yá Massemba
Que noite mais funda calunga
No porão de um navio negreiro
Que viagem mais longa candonga
Ouvindo o batuque das ondas
Compasso de um coração de pássaro
No fundo do cativeiro
É o semba do mundo calunga
Batendo samba em meu peito
Kabiecile Kawo Okê arô oke
Quem me pariu foi o ventre de um navio
Quem me ouviu foi o vento no vazio
Do ventre escuro de um porão
Vou baixar o seu terreiro
Epa raio, machado, trovão
Epa justiça de guerreiro
MENDES, R.; CAPINAM. Disponível em: http://multishow.globo.com.
Acesso em: 29 set. 2013 (fragmento).
Bálsamo ou veneno? Comida dos deuses ou maldição do diabo? Hábito natural ou desvio da sociedade moderna? Não há resposta certa ou fácil quando o assunto são as drogas. As pesquisas de opinião refletem essa ambiguidade. Quando abordam o tema, em geral mostram que estamos longe de um consenso. Mas as pesquisas revelam algo mais. Em meio aos números, nota-se que quase não há indecisos sobre o assunto. Ou seja, não importa de que lado as pessoas estejam, o fato é que todas elas têm opinião formada — e arraigada — sobre o uso de drogas.
VERGARA, R. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 2 out. 2013.
O convencional achará que um homem de cinquenta anos, pai e avô, capaz de tomar a última bala de uma criança de sete anos, é um monstro. Pois eu lhes direi que só um adulto de coração limpo, sem sentimento de culpa, é capaz de fazer uma tal monstruosidade.
CAMPOS, P. M. Homenzinho na ventania. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1970.
Poemas aos homens do nosso tempo
Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra além de ouro e treva
Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa RAPACIDADE
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.
HILST, H. Poesia. São Paulo: Quíron, 1980 (fragmento).
Poesia: 1970
Tudo o que eu faço
alguém em mim que eu desprezo
sempre acha o máximo.
Mal rabisco,
não dá mais pra mudar nada.
Já é um clássico.
LEMINSKI, P. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2002.