Questões de Vestibular Comentadas

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Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775403 Literatura
A Semana de Arte Moderna de 1922 significou o estabelecimento de um novo paradigma para a cultura brasileira. Uma das opções abaixo contém elementos que confirmam esse estabelecimento. Assinale-a:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775402 História
Em 1989 houve a queda do Muro de Berlim, que marcou uma nova etapa na história da Alemanha e da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Sua queda representou o início de mudanças importantes, inclusive com relação à Guerra Fria, que perdeu força. Uma das opções abaixo indica elementos associados à queda do Muro de Berlim. Identifique-a.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775399 História
No processo de avanço sobre as áreas africanas e asiáticas, as nações europeias usaram de todos os meios possíveis para dominar os recursos econômicos dessas áreas. No final do século XIX, a Inglaterra domina parte da África do Sul e desencadeia um processo de guerra conhecida como
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775396 Geografia
Considere o texto sobre a dinâmica migratória no Brasil.

O termo “migrações” corresponde à mobilidade espacial da população, ou seja, é o ato de trocar de país, de região, de estado ou até de domicílio. [...]
No Brasil, os aspectos econômicos sempre impulsionaram as migrações internas. Durante os séculos XVII e XVIII, a intensa busca por metais preciosos desencadeou grandes fluxos migratórios com destino a Goiás, Mato Grosso e, principalmente, Minas Gerais. Em seguida, a expansão do café nas cidades do interior paulista atraiu milhares de migrantes, em especial mineiros e nordestinos. A Região Sudeste, que, historicamente, recebeu o maior número de migrantes, tem apresentado declínio na migração, consequência da estagnação econômica e do aumento do desemprego na região. 

Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/migracoes-nobrasil.htm. Acesso em: 10 maio 2024. Adaptado.

Em decorrência da alteração dos fluxos migratórios para o Sudeste, o principal destino das migrações internas passa a ser a seguinte macrorregião:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775394 Geografia
Considere o texto sobre o processo de desmatamento.

Desmatamento, também chamado de desflorestamento, consiste na retirada da cobertura vegetal parcial ou total de um determinado lugar. Enquanto alguns enxergam essa prática como uma ação necessária ao suprimento das necessidades do ser humano, outros apontam o desmatamento como um dos maiores problemas ambientais da atualidade. A retirada da cobertura vegetal está relacionada a diversas causas, como a mineração e a expansão do agronegócio, e seus impactos são inúmeros.

Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/odesmatamento.htm. Acesso em: 10 maio 2024. Adaptado.

Uma causa antrópica do processo de desmatamento encontra-se em
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775386 Biologia
Em 2 de outubro de 2023, o Prêmio Nobel da Fisiologia e Medicina foi atribuído a Katalin Karikó e Drew Weissman por descobertas biotecnológicas subjacentes à formulação das vacinas de mRNA (RNA mensageiro) para COVID-19. Em todo o mundo, mais de três bilhões de pessoas receberam pelo menos duas doses dessas vacinas (vacinas Comirnaty da Pfizer e Spikevax da Moderna).

Disponível em: https://ciencias.ulisboa.pt/pt/noticia/06-10- 2023/nobel-da-fisiologia-e-medicina-2023. Acesso em: 05 abr. 2024. Adaptado.

Após a vacinação por esse tipo de abordagem, ao entrar nas células do paciente, o mRNA vacinal é 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775385 Biologia
Certos crustáceos são capazes de realizar um mecanismo de defesa denominado de autotomia, o qual os auxilia no processo de fuga aos predadores.

A autotomia ocorre pelo(a)
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775384 Biologia
As hidrolases ácidas são enzimas importantes para o catabolismo dos nutrientes que chegam até a célula. Elas ficam localizadas nos lisossomos.

Assinale a opção que apresenta apenas exemplos dessas enzimas lisossomais:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775383 Biologia
Ao analisar parte de um tecido epitelial do intestino delgado ao microscópio eletrônico de transmissão, o pesquisador observou o glicocálice bem desenvolvido nas microvilosidades. O aluno, que também viu a imagem, perguntou ao seu orientador em que região da membrana celular estava localizado aquele glicocálice. Diante da questão, o professor apresentou, então, algumas alternativas de regiões da membrana para o aluno escolher.

Identifique a região correta que deve ser escolhida pelo estudante:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775382 Biologia
Alguns seres vivos apresentam uma estrutura denominada de Citóstoma, que funciona como uma “boca celular”. Além dessa estrutura, determinados organismos também possuem, citopígeo (citoprocto), macro e micronúcleo. Essas estruturas são típicas dos 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Humanas - Dia 1 |
Q3746722 Biologia
A pandemia de covid-19 foi um problema de saúde mundial e, embora tratamentos exóticos como uso de antiparasitários tenham sido preconizados, a solução para o problema veio por meio do uso de vacinas. Uma dessas vacinas usava RNAm que é capaz de sintetizar a proteína da cápsula viral.
Indique qual o mecanismo apresenta o funcionamento dessa vacina.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Humanas - Dia 1 |
Q3746721 Biologia
“Uma pesquisa realizada com indígenas do povo Yanomami, do subgrupo Ninam, de nove aldeias localizadas em Roraima, mostrou que todos os participantes estão contaminados por mercúrio. Os maiores níveis de exposição foram detectados em indígenas que vivem nas aldeias localizadas mais próximas aos garimpos ilegais de ouro. [...] Os pesquisadores destacam que indígenas com níveis mais elevados de mercúrio apresentaram déficits cognitivos e danos em nervos nas extremidades, como mãos, braços, pés e pernas, com mais frequência.”
FONTE: https://portal.fiocruz.br/noticia/2024/04/yanomamis-de-novealdeias-assediadas-pelo-garimpo-estao-contaminados-por-mercurio
Atividades de mineração que despejam mercúrio (uma substância não biodegradável) em corpos d’água podem contaminar comunidades biológicas inteiras através da cadeia alimentar. Sobre o processo conhecido como biomagnificação, sabe-se que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Humanas - Dia 1 |
Q3746715 Literatura

Sete annos de pastor Jacob servia


Luís Vaz de Camões


Sete annos de pastor Jacob servia

Labão, pae de Raquel, serrana bella:

Mas n˜ao servia ao pae, servia a ella,

Que a ella só por premio pertendia.


Os dias na esperança de hum só dia

Passava, contentando-se com vella:

Porém o pae, usando de cautella,

Em lugar de Raquel lhe deo a Lia.


Vendo o triste Pastor que com enganos

Assi lhe era negada a sua Pastora,

Como se a não tivera merecida;


Começou a servir outros sete annos,

Dizendo: Mais servíra, senão fôra

Para tão longo amor tão curta a vida.


Fonte: CAMOES, Luís Vaz de. Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II (Portuguese Edition). Edição do Kindle.

Assinale a única alternativa INCORRETA sobre o poema de Gregório de Matos. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Humanas - Dia 1 |
Q3746713 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


TEXTO III


O operário em construção


Vinicius de Moraes


Era ele que erguia casas

Onde antes só havia chão.

Como um pássaro sem asas

Ele subia com as casas

Que lhe brotavam da mão.

Mas tudo desconhecia

De sua grande missão:

Não sabia, por exemplo

Que a casa de um homem é um templo


Um templo sem religião

Como tampouco sabia

Que a casa que ele fazia

Sendo a sua liberdade

Era a sua escravidão.

De fato, como podia

Um operário em construção

Compreender por que um tijolo

Valia mais do que um pão?


[...] Mas ele desconhecia

Esse fato extraordinário:

Que o operário faz a coisa

E a coisa faz o operário.

De forma que, certo dia

A mesa, ao cortar o pão 

O operário foi tomado

De uma súbita emoção

Ao constatar assombrado


Que tudo naquela mesa

– Garrafa, prato, facão –

Era ele quem os fazia

Ele, um humilde operário,

Um operário em construção.


[...] E foi assim que o operário

Do edifício em construção

Que sempre dizia sim

Começou a dizer não

E aprendeu a notar coisas

A que não dava atenção:

Notou que sua marmita

Era o prato do patrão

Que sua cerveja preta

Era o uísque do patrão

Que seu macacão de zuarte

Era o terno do patrão

Que o casebre onde morava

Era a mansão do patrão


[...] Que sua imensa fadiga

Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!

E o operário fez-se forte

Na sua resolução.

Como era de se esperar

As bocas da delação

Começaram a dizer coisas

Aos ouvidos do patrão.


[...] Dia seguinte, o operário

Ao sair da construção

Viu-se súbito cercado

Dos homens da delação

E sofreu, por destinado

Sua primeira agressão.

Teve seu rosto cuspido

Teve seu braço quebrado

Mas quando foi perguntado

O operário disse: Não! 


[...] Sentindo que a violência

Não dobraria o operário

Um dia tentou o patrão

Dobrá-lo de modo vário.

De sorte que o foi levando

Ao alto da construção

E num momento de tempo

Mostrou-lhe toda a região

E apontando-a ao operário

Fez-lhe esta declaração:

— Dar-te-ei todo esse poder

E a sua satisfação


[...] E o operário disse: Não!

— Loucura! – gritou o patrão

Não vês o que te dou eu?

— Mentira! – disse o operário

Não podes dar-me o que é meu.

[...]


Fonte: https://edisciplina.usp.br/mod/resource/view.php?id=5229060. Acesso em: 08 jul. 2024. (adaptado).



Embora os textos I, II e III sejam de gêneros de texto diferentes, eles relacionam-se quanto à temática e à crítica presentes.
Por isso, ao comparar os textos I, II e III, pode-se afirmar que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Humanas - Dia 1 |
Q3746711 Português
Capitalismo com tração Sanguínea

Emiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.

Por: Emiliano Gullo

        Espero que você seja pego por um feroz.

        Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.

        Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.

        Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.

        No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]

        Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]

        Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]

        Sem caixa, não há trabalho. [...]

        As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]

        Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]

        Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]

        A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]

        No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]

        Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]

        Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]

        Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]

        Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]

        Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]

        Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]

        O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]

Fonte:

https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.

GLOSSÁRIO:

Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.

Peso: Moeda argentina, como o Real no Brasil

Telgopor: Material térmico semelhante a isopor.
Com a afirmação “O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19”, parágrafo 17º, o autor
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Humanas - Dia 1 |
Q3746710 Português
Capitalismo com tração Sanguínea

Emiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.

Por: Emiliano Gullo

        Espero que você seja pego por um feroz.

        Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.

        Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.

        Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.

        No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]

        Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]

        Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]

        Sem caixa, não há trabalho. [...]

        As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]

        Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]

        Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]

        A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]

        No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]

        Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]

        Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]

        Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]

        Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]

        Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]

        Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]

        O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]

Fonte:

https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.

GLOSSÁRIO:

Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.

Peso: Moeda argentina, como o Real no Brasil

Telgopor: Material térmico semelhante a isopor.
De acordo com o linguista José Luiz Fiorin (2010, p. 194): “Quando se atenua aquilo que de fato teria uma intensidade maior, ocorre um eufemismo”. Sabendo disso, responda:
Em qual trecho do texto foi utilizado um eufemismo com a intenção discursiva de atenuar “o pior do capitalismo: a exploração com cara boa”?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Humanas - Dia 1 |
Q3746709 Português
Capitalismo com tração Sanguínea

Emiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.

Por: Emiliano Gullo

        Espero que você seja pego por um feroz.

        Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.

        Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.

        Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.

        No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]

        Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]

        Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]

        Sem caixa, não há trabalho. [...]

        As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]

        Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]

        Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]

        A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]

        No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]

        Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]

        Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]

        Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]

        Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]

        Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]

        Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]

        O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]

Fonte:

https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.

GLOSSÁRIO:

Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.

Peso: Moeda argentina, como o Real no Brasil

Telgopor: Material térmico semelhante a isopor.
O texto lido apresenta uma série de críticas ao trabalho de entregas por aplicativos.
Para tanto, por meio da narrativa, o autor elaborou o seguinte percurso argumentativo:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Aeronáutica Órgão: ITA Prova: Aeronáutica - 2024 - ITA - Vestibular - 1ª Fase |
Q3746328 Inglês

Leia o texto a seguir para responder à questão.



As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies

Many ask authors to disclose use of ChatGPT and other generative artificial intelligence


    “It’s all we’ve been talking about since November,” says Patrick Franzen, publishing director for SPIE, the international society for optics and photonics. He’s referring to ChatGPT, the artificial intelligence (AI)-powered chatbot unveiled that month. In response to a prompt, ChatGPT can spin out fluent and seemingly well-informed reports, essays — and scientific manuscripts. Worried about the ethics and accuracy of such content, Franzen and managers at other journals are scrambling to protect the scholarly literature from a potential flood of manuscripts written in whole or part by computer programs.



    Some publishers have not yet formulated policies. Most of those that have avoid an outright ban on AI-generated text, but ask authors to disclose their use of the automated tools, as SPIE is likely to do. For now, editors and peer reviewers have few alternatives, as they lack enforcement tools. No software so far can consistently detect the synthetic text the majority of the time. [...]



    In some cases, the resulting text is indistinguishable from what people would write. For example, researchers who read medical journal abstracts generated by ChatGPT failed to identify one-third of them as written by machine, according to a December 2022 preprint. AI developers are expected to create even more powerful versions, including ones trained specifically on scientific literature — a prospect that has sent a shock wave through the scholarly publishing industry.



    So far, scientists report playing around with ChatGPT to explore its capabilities, and a few have listed ChatGPT as a co-author on manuscripts. Publishing experts worry such limited use could morph into a spike of manuscripts containing substantial chunks of AI-written text.



Fonte: BRAINARD, Jeffrey. As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies. Science, v. 379, n. 6634, p. 740–741, 22 feb. 2023. Disponível em: https://www.science.org/content/article/scientists-explore-ai-written-text-journals-hammer-policies.


No trecho do último parágrafo do texto “... to explore its capabilities ...”, o termo ITS refere-se a


Alternativas
Ano: 2024 Banca: Aeronáutica Órgão: ITA Prova: Aeronáutica - 2024 - ITA - Vestibular - 1ª Fase |
Q3746326 Inglês

Leia o texto a seguir para responder à questão.



As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies

Many ask authors to disclose use of ChatGPT and other generative artificial intelligence


    “It’s all we’ve been talking about since November,” says Patrick Franzen, publishing director for SPIE, the international society for optics and photonics. He’s referring to ChatGPT, the artificial intelligence (AI)-powered chatbot unveiled that month. In response to a prompt, ChatGPT can spin out fluent and seemingly well-informed reports, essays — and scientific manuscripts. Worried about the ethics and accuracy of such content, Franzen and managers at other journals are scrambling to protect the scholarly literature from a potential flood of manuscripts written in whole or part by computer programs.



    Some publishers have not yet formulated policies. Most of those that have avoid an outright ban on AI-generated text, but ask authors to disclose their use of the automated tools, as SPIE is likely to do. For now, editors and peer reviewers have few alternatives, as they lack enforcement tools. No software so far can consistently detect the synthetic text the majority of the time. [...]



    In some cases, the resulting text is indistinguishable from what people would write. For example, researchers who read medical journal abstracts generated by ChatGPT failed to identify one-third of them as written by machine, according to a December 2022 preprint. AI developers are expected to create even more powerful versions, including ones trained specifically on scientific literature — a prospect that has sent a shock wave through the scholarly publishing industry.



    So far, scientists report playing around with ChatGPT to explore its capabilities, and a few have listed ChatGPT as a co-author on manuscripts. Publishing experts worry such limited use could morph into a spike of manuscripts containing substantial chunks of AI-written text.



Fonte: BRAINARD, Jeffrey. As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies. Science, v. 379, n. 6634, p. 740–741, 22 feb. 2023. Disponível em: https://www.science.org/content/article/scientists-explore-ai-written-text-journals-hammer-policies.


Considerando o teor do artigo, assinale a tradução mais coerente para o título “As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies”.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Aeronáutica Órgão: ITA Prova: Aeronáutica - 2024 - ITA - Vestibular - 1ª Fase |
Q3746325 Inglês

Leia o texto a seguir para responder à questão.



As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies

Many ask authors to disclose use of ChatGPT and other generative artificial intelligence


    “It’s all we’ve been talking about since November,” says Patrick Franzen, publishing director for SPIE, the international society for optics and photonics. He’s referring to ChatGPT, the artificial intelligence (AI)-powered chatbot unveiled that month. In response to a prompt, ChatGPT can spin out fluent and seemingly well-informed reports, essays — and scientific manuscripts. Worried about the ethics and accuracy of such content, Franzen and managers at other journals are scrambling to protect the scholarly literature from a potential flood of manuscripts written in whole or part by computer programs.



    Some publishers have not yet formulated policies. Most of those that have avoid an outright ban on AI-generated text, but ask authors to disclose their use of the automated tools, as SPIE is likely to do. For now, editors and peer reviewers have few alternatives, as they lack enforcement tools. No software so far can consistently detect the synthetic text the majority of the time. [...]



    In some cases, the resulting text is indistinguishable from what people would write. For example, researchers who read medical journal abstracts generated by ChatGPT failed to identify one-third of them as written by machine, according to a December 2022 preprint. AI developers are expected to create even more powerful versions, including ones trained specifically on scientific literature — a prospect that has sent a shock wave through the scholarly publishing industry.



    So far, scientists report playing around with ChatGPT to explore its capabilities, and a few have listed ChatGPT as a co-author on manuscripts. Publishing experts worry such limited use could morph into a spike of manuscripts containing substantial chunks of AI-written text.



Fonte: BRAINARD, Jeffrey. As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies. Science, v. 379, n. 6634, p. 740–741, 22 feb. 2023. Disponível em: https://www.science.org/content/article/scientists-explore-ai-written-text-journals-hammer-policies.


According to the text, some publishers of scientific journals are concerned about the
Alternativas
Respostas
721: C
722: D
723: B
724: B
725: B
726: D
727: B
728: B
729: D
730: A
731: A
732: D
733: B
734: D
735: A
736: E
737: D
738: E
739: B
740: E