Questões de Vestibular Comentadas

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Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795866 Física
Em uma residência, os dois dispositivos com maior consumo de energia são ligados conforme o esquema abaixo em uma rede elétrica de 120 V.
Imagem associada para resolução da questão

As correntes elétricas nos dispositivos 1 e 2 são, respectivamente, 10 A e 20 A.
A corrente elétrica total e a resistência equivalente do circuito são
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795865 Física
Em um dia sem vento, para colocar a pipa no ar, um garoto corre horizontalmente com a pipa amarrada em um fio ideal, fazendo-a subir a uma altura constante em relação ao solo. A pipa e o garoto se deslocam com velocidade vetorial constante. As forças aplicadas sobre a pipa são as forças peso da pipa (Pp), tensão do fio (T), força de resistência ao movimento horizontalmente (Fa) e sustentação do ar vertical e ascendente (Fs).
Sobre a força resultante pode-se afirmar que
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795864 Física
Para facilitar a tarefa de carregar um caminhão com caixas, um entregador decide instalar uma rampa entre o chão e o baú do caminhão de forma que possa lançar as caixas até a altura final H, como representado no esquema abaixo.
Imagem associada para resolução da questão

A caixa é lançada do ponto A com velocidade de 5 m/s no intuito de atingir o ponto C no baú do caminhão. Quando a caixa passar pelo ponto B, estará a uma altura equivalente à metade da altura final. Desprezando-se forças de atrito e considerando g = 10 m/s², a partir dos dados apresentados, a velocidade com que uma caixa de 1 kg passa pelo ponto B é
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795863 Física
Testes de segurança e conforto são comuns na fase de desenvolvimento tecnológico de veículos automotores. O teste de conforto garante que a aceleração máxima do veículo não ultrapasse o valor de 1/10 da aceleração da gravidade (g). Durante o teste, o veículo partiu do repouso e manteve a aceleração máxima permitida percorrendo uma distância de 50 metros em linha reta.
Considerando g = 10 m/s² , o módulo da variação de velocidade, em m/s, nesse teste foi de
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795862 Física
Um feixe de luz se propaga em um meio material A com uma velocidade VA e passa para um meio material B, onde sua velocidade é 2/3 da velocidade em A. Sobre os índices de refração dos meios A e B, pode-se afirmar que
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795861 Física
Um carro de passeio viaja em uma estrada retilínea e, ao sofrer uma pane no motor, para no meio da estrada. Um veículo de transporte de carga a 20 m/s, que não teve tempo para frear, colide em sua traseira arrastando o conjunto por diversos metros antes de pararem totalmente. A massa do carro e do veículo são, respectivamente, M e 2M.
Sobre a quantidade de movimento total antes e logo após a colisão, pode-se dizer que são
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Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795860 Biologia
O Pantanal, umas das maiores planícies sedimentares alagáveis do mundo, está localizado na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. O bioma possui uma área de aproximadamente 150.355 km² (IBGE, 2021), estando entre os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e ainda, ocupando uma pequena região da Bolívia e Paraguai.
As inundações periódicas nos períodos de chuvas, ocasionadas pelas cheias do Rio Paraguai e seus afluentes, é o fenômeno ecológico mais significativo desse bioma. A biodiversidade faunística está representada por mais de 650 espécies de aves; inúmeras espécies de peixes, mamíferos, répteis e, dentre os insetos, são mais de mil espécies de borboletas catalogadas.
Apesar de o Pantanal ter sido, em 2000, considerado como a Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, a sua biodiversidade corre riscos. Toda sua vegetação vem sendo destruída, e as queimadas são as principais responsáveis por isso.
Em 2020, foram registrados mais de 15 mil focos de incêndios no Pantanal, o que ocasionou a destruição de milhões de hectares do bioma.
O período extremante seco e as altas temperatura contribuem para as queimadas, mas uma significativa parte dos focos de incêndio é causada por ações antrópicas ilegais com objetivo de remover a vegetação nativa e substituir por pastagem.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53662968. Acesso em: 25/05/21 (adaptado)
Um dos fatores associados à falta de chuva no Pantanal e em outros biomas brasileiros é
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795859 Biologia
A sinalização química por hormônios é a função do sistema endócrino, um dos dois sistemas básicos para comunicação e regulação no corpo animal. Os hormônios produzidos por esse sistema são responsáveis por regular muitas propriedades corporais como pressão e volume sanguíneos, metabolismo de energia, concentrações de soluto nos líquidos corporais, crescimento e desenvolvimento, alterações físicas e comportamentais relacionadas à maturidade sexual, além de outros fatores. Dessa forma, a disfunção na produção e secreção de algum hormônio pode desencadear-se em sérios distúrbios.
Dentre as doenças associadas a distúrbios na produção de hormônios, pode-se citar o feocromocitoma. Essa doença é causada por um tumor nas glândulas suprarrenais, que produz, em grandes concentrações, o hormônio adrenalina. A maioria dos sintomas encontrados em pacientes portadores de feocromocitoma é consequência direta do aumento na produção desse hormônio.
Um efeito do aumento na produção de adrenalina é
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795858 Biologia
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em conjunto com instituições de ensino e pesquisa de diversos países, aderiu a um estudo para testar a eficácia e a proteção da vacina contra o vírus HIV. Esse vírus é o agente responsável pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), que é transmitido através de sangue, sêmen ou fluidos vaginais contaminados. No organismo humano, o vírus é capaz de infectar e destruir células do sistema imunológico, interferindo na capacidade do organismo de combater outras infecções.
A vacina estudada pela UFMG e outros centros de pesquisa, além de ser segura para a população, tem como objetivo
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795857 Biologia
A Árvore Solar é um produto criado pela empresa Sunew e é capaz de converter a luz do sol em energia elétrica. Isso é possível graças às placas compostas de filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV), que permitem que essa tecnologia funcione como uma miniusina solar, mas em uma versão aperfeiçoada. Além de produzir energia elétrica de forma sustentável e ter um baixo custo, os materiais orgânicos são facilmente recicláveis quando chegam ao fim de sua vida útil. A energia elétrica produzida pela Árvore Solar pode ser utilizada para iluminação de locais públicos e, até mesmo, ser usada para carregar smartphones.

Imagem associada para resolução da questão
Fonte: https://sunew.com.br/cases/optree/. Acesso em: 29/05/21 (adaptado)
A Árvore Solar foi projetada para captar a energia luminosa e transformá-la em energia elétrica. O nome escolhido para essa tecnologia remete aos organismos autotróficos fotossintetizantes, como as plantas, que também têm a capacidade de absorver energia luminosa e transformá-la em uma nova forma de energia, através de um mecanismo chamado de fotossíntese.
Em relação à fotossíntese, uma substância essencial para esse processo, e sua respectiva função, é
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795856 Biologia
Coronavírus é uma família de vírus envelopados de RNA com senso positivo, responsável por provocar, em humanos, doenças respiratórias. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia causada por um novo coronavírus na cidade de Wuhan, na China. A nova cepa do vírus, atualmente identificada como SARS-CoV-2, se espalhou rapidamente para diversos países do mundo e, em março de 2020, a OMS declarou pandemia de COVID-19, a doença causada pelo novo coronavírus. O SARS-CoV-2 é capaz de infectar as células da via respiratória a partir da interação das espículas de glicoproteínas virais com os receptores de angiotensina 2 (ACE2), como mostrado na figura abaixo.
Imagem associada para resolução da questão Fonte: http://proec.ufabc.edu.br. Acesso em: 26/05/2021.
Após entrar nas células, o vírus libera o seu genoma que, por sua vez, comandará o processo de síntese das proteínas virais. Para que isso ocorra, é importante a participação de uma estrutura celular que está associada à síntese de proteína.
O componente celular envolvido nesse processo é
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Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795855 Biologia
As briófitas são pequenas plantas herbáceas (a maioria até 10 cm) representadas por três filos: hepáticas (filo Hepatophyta), musgos (filo Bryophyta) e antóceros (filo Anthocerophyta).
Os pesquisadores acreditam que as hepáticas, os musgos e os antóceros foram as primeiras linhagens a divergirem do ancestral comum das plantas terrestres. Dessa forma, são consideradas as pioneiras na transição do ambiente aquático para o terrestre. No mundo, são conhecidas cerca de 17.900 espécies e, no Brasil, aproximadamente 2.950 espécies.
A característica que impede que esses vegetais consigam atingir uma grande estatura é
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795854 Português
Sujeito de Sorte
Belchior 

Presentemente eu posso me
Considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço
Me sinto são, e salvo, e forte.

E tenho comigo pensado
Deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer
No ano passado.

Tenho sangrado demais
Tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro
(...)

Disponível em https://www.letraz.com.br/belchior/sujeito-de-sorte/. Acesso em:
04 de maio de 2021
“Me sinto são, e salvo, e forte.”
No verso em destaque, percebe-se a repetição da conjunção “e”.
Tal recurso linguístico tem uma função dentro do texto II, que se traduz como o objetivo de se
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795853 Português
Sujeito de Sorte
Belchior 

Presentemente eu posso me
Considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço
Me sinto são, e salvo, e forte.

E tenho comigo pensado
Deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer
No ano passado.

Tenho sangrado demais
Tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro
(...)

Disponível em https://www.letraz.com.br/belchior/sujeito-de-sorte/. Acesso em:
04 de maio de 2021
“Ano passado eu morri Mas esse ano eu não morro.”
A relação entre os versos destacados do texto II, com base na presença da conjunção “mas”, define um valor semântico de
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795852 Português
A diferença entre ciência e fé é a seguinte: em ciência, a gente tem que ver para crer. Você observa a natureza, você observa o mundo, obtém dados sobre como o mundo funciona, analisa esses dados e entende. Pela fé, você crê para ver. A crença vem antes da visão. Você acredita naquilo, nem precisa ver nada, acredita naquilo e esse, essencialmente, é o cerne da fé, que é uma outra maneira de se relacionar com a realidade, muito diferente da ciência.
Infelizmente, hoje em dia, parece que essa questão está novamente a mil com a chamada ‘guerra’ entre a ciência e a religião. Na verdade, essa é uma guerra fabricada, porque, por exemplo, se você pergunta aos cientistas, mais ou menos 40% deles, ao menos nos Estados Unidos — não sei se existe essa estatística no Brasil, talvez seja até maior aqui —, acreditam em alguma forma de divindade, de Deus.
(...)
Para esses cientistas, existe um compromisso, uma complementaridade entre o seu trabalho e a sua fé. Não existe nenhum problema nesse caso. Mas, infelizmente, existe conflito em outras situações. 
(...)
A criança aprende numa aula que houve toda uma evolução da vida, os fósseis etc., 3,5 bilhões de anos de evolução da vida aqui na Terra enquanto, na outra aula, o professor diz que não. Que em seis dias Deus fez o mundo, que nós somos todos descendentes de Adão e Eva e o mundo tem apenas dez mil anos.
Note que a proposta é que isso seja ensinado em pé de igualdade. São duas versões da mesma história e nenhuma é melhor do que a outra. Mas são, sim, duas histórias muito diferentes, com um objetivo muito diferente. Então, a questão é como é construída a informação na ciência.
(...) Não existe a possibilidade de um cientista afirmar: eu acho que esse pedaço de osso aqui tem três milhões de anos. Você sabe que tem três milhões de anos, com grande precisão.
(...)

Disponível em https://www.fronteiras.com/artigos/21-ideias-marcelo-gleiser-e-
a-complementaridade-entre-religiao-e-ciencia - adaptado. Acesso em: 05 de
maio de 2021.
O texto I é um artigo de opinião de natureza jornalística. Dessa forma, é possível afirmar que a função da linguagem predominante no texto é a
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795851 Português
A diferença entre ciência e fé é a seguinte: em ciência, a gente tem que ver para crer. Você observa a natureza, você observa o mundo, obtém dados sobre como o mundo funciona, analisa esses dados e entende. Pela fé, você crê para ver. A crença vem antes da visão. Você acredita naquilo, nem precisa ver nada, acredita naquilo e esse, essencialmente, é o cerne da fé, que é uma outra maneira de se relacionar com a realidade, muito diferente da ciência.
Infelizmente, hoje em dia, parece que essa questão está novamente a mil com a chamada ‘guerra’ entre a ciência e a religião. Na verdade, essa é uma guerra fabricada, porque, por exemplo, se você pergunta aos cientistas, mais ou menos 40% deles, ao menos nos Estados Unidos — não sei se existe essa estatística no Brasil, talvez seja até maior aqui —, acreditam em alguma forma de divindade, de Deus.
(...)
Para esses cientistas, existe um compromisso, uma complementaridade entre o seu trabalho e a sua fé. Não existe nenhum problema nesse caso. Mas, infelizmente, existe conflito em outras situações. 
(...)
A criança aprende numa aula que houve toda uma evolução da vida, os fósseis etc., 3,5 bilhões de anos de evolução da vida aqui na Terra enquanto, na outra aula, o professor diz que não. Que em seis dias Deus fez o mundo, que nós somos todos descendentes de Adão e Eva e o mundo tem apenas dez mil anos.
Note que a proposta é que isso seja ensinado em pé de igualdade. São duas versões da mesma história e nenhuma é melhor do que a outra. Mas são, sim, duas histórias muito diferentes, com um objetivo muito diferente. Então, a questão é como é construída a informação na ciência.
(...) Não existe a possibilidade de um cientista afirmar: eu acho que esse pedaço de osso aqui tem três milhões de anos. Você sabe que tem três milhões de anos, com grande precisão.
(...)

Disponível em https://www.fronteiras.com/artigos/21-ideias-marcelo-gleiser-e-
a-complementaridade-entre-religiao-e-ciencia - adaptado. Acesso em: 05 de
maio de 2021.
“Você sabe que tem três milhões de anos, com grande precisão.”
No fragmento em destaque, assim como em outras passagens do texto I, percebe-se o uso do “você”.
O objetivo do uso desse pronome de tratamento é
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Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795850 Português
A diferença entre ciência e fé é a seguinte: em ciência, a gente tem que ver para crer. Você observa a natureza, você observa o mundo, obtém dados sobre como o mundo funciona, analisa esses dados e entende. Pela fé, você crê para ver. A crença vem antes da visão. Você acredita naquilo, nem precisa ver nada, acredita naquilo e esse, essencialmente, é o cerne da fé, que é uma outra maneira de se relacionar com a realidade, muito diferente da ciência.
Infelizmente, hoje em dia, parece que essa questão está novamente a mil com a chamada ‘guerra’ entre a ciência e a religião. Na verdade, essa é uma guerra fabricada, porque, por exemplo, se você pergunta aos cientistas, mais ou menos 40% deles, ao menos nos Estados Unidos — não sei se existe essa estatística no Brasil, talvez seja até maior aqui —, acreditam em alguma forma de divindade, de Deus.
(...)
Para esses cientistas, existe um compromisso, uma complementaridade entre o seu trabalho e a sua fé. Não existe nenhum problema nesse caso. Mas, infelizmente, existe conflito em outras situações. 
(...)
A criança aprende numa aula que houve toda uma evolução da vida, os fósseis etc., 3,5 bilhões de anos de evolução da vida aqui na Terra enquanto, na outra aula, o professor diz que não. Que em seis dias Deus fez o mundo, que nós somos todos descendentes de Adão e Eva e o mundo tem apenas dez mil anos.
Note que a proposta é que isso seja ensinado em pé de igualdade. São duas versões da mesma história e nenhuma é melhor do que a outra. Mas são, sim, duas histórias muito diferentes, com um objetivo muito diferente. Então, a questão é como é construída a informação na ciência.
(...) Não existe a possibilidade de um cientista afirmar: eu acho que esse pedaço de osso aqui tem três milhões de anos. Você sabe que tem três milhões de anos, com grande precisão.
(...)

Disponível em https://www.fronteiras.com/artigos/21-ideias-marcelo-gleiser-e-
a-complementaridade-entre-religiao-e-ciencia - adaptado. Acesso em: 05 de
maio de 2021.
“A criança aprende numa aula que houve toda uma evolução da vida, os fósseis etc., 3,5 bilhões de anos de evolução da vida aqui na Terra enquanto, na outra aula, o professor diz que não.”
O fragmento em destaque sinaliza uma estratégia argumentativa com base em
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Ano: 2021 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2021 - CEDERJ - Vestibular - 2021.2 |
Q1795849 Português
A diferença entre ciência e fé é a seguinte: em ciência, a gente tem que ver para crer. Você observa a natureza, você observa o mundo, obtém dados sobre como o mundo funciona, analisa esses dados e entende. Pela fé, você crê para ver. A crença vem antes da visão. Você acredita naquilo, nem precisa ver nada, acredita naquilo e esse, essencialmente, é o cerne da fé, que é uma outra maneira de se relacionar com a realidade, muito diferente da ciência.
Infelizmente, hoje em dia, parece que essa questão está novamente a mil com a chamada ‘guerra’ entre a ciência e a religião. Na verdade, essa é uma guerra fabricada, porque, por exemplo, se você pergunta aos cientistas, mais ou menos 40% deles, ao menos nos Estados Unidos — não sei se existe essa estatística no Brasil, talvez seja até maior aqui —, acreditam em alguma forma de divindade, de Deus.
(...)
Para esses cientistas, existe um compromisso, uma complementaridade entre o seu trabalho e a sua fé. Não existe nenhum problema nesse caso. Mas, infelizmente, existe conflito em outras situações. 
(...)
A criança aprende numa aula que houve toda uma evolução da vida, os fósseis etc., 3,5 bilhões de anos de evolução da vida aqui na Terra enquanto, na outra aula, o professor diz que não. Que em seis dias Deus fez o mundo, que nós somos todos descendentes de Adão e Eva e o mundo tem apenas dez mil anos.
Note que a proposta é que isso seja ensinado em pé de igualdade. São duas versões da mesma história e nenhuma é melhor do que a outra. Mas são, sim, duas histórias muito diferentes, com um objetivo muito diferente. Então, a questão é como é construída a informação na ciência.
(...) Não existe a possibilidade de um cientista afirmar: eu acho que esse pedaço de osso aqui tem três milhões de anos. Você sabe que tem três milhões de anos, com grande precisão.
(...)

Disponível em https://www.fronteiras.com/artigos/21-ideias-marcelo-gleiser-e-
a-complementaridade-entre-religiao-e-ciencia - adaptado. Acesso em: 05 de
maio de 2021.
O texto I estabelece uma relação entre ciência e religião. De acordo com o autor, é possível afirmar que tanto a ciência quanto a religião são
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Ano: 2021 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2021 - UERJ - Vestibular - Exame Único |
Q1770270 Conhecimentos Gerais


escoladeconselhospe.com.br

Os textos acima fazem parte de uma edição de 2000 da publicação “O grito dos meninos e meninas de rua”. Essa publicação foi uma das ações que integrou o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, criado em 1985, cuja mobilização teve papel fundamental para a aprovação, em 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) pelo Congresso Nacional. Ao comparar o conteúdo dos textos e a situação socioeconômica atual, identifica-se que o principal aspecto que compromete a aplicação do ECA é:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2021 - UERJ - Vestibular - Exame Único |
Q1770268 Conhecimentos Gerais

Retratos de negros e negras em Pernambuco feitos pelo fotógrafo de origem germânica Alberto Henschel (1827-1882), por volta de 1870.

O tráfico de escravos africanos, maior movimento de migração forçada documentado pela história, forneceu a mão de obra que impulsionou o desenvolvimento econômico das Américas nos primeiros séculos de colonização europeia e moldou a composição genética das populações de norte a sul do continente. De 1514 a 1866, quando ocorreram, respectivamente, a primeira e a última das quase 35 mil viagens registradas de navios negreiros, cerca de 12,5 milhões de pessoas de diferentes regiões da África foram trazidas contra a vontade para o Novo Mundo. A maioria – quase 7,6 milhões, ou 61% do total – veio em um intervalo de tempo curto, entre 1750 e 1850. Esse período de maior tráfico transatlântico de escravos coincidiu com o aumento da miscigenação nas Américas, identificada em um estudo publicado em uma revista científica renomada. Segundo o geneticista Eduardo Tarazona Santos, “o número de pessoas deslocadas nessa diáspora forçada foi tão grande que trouxe para as Américas representantes de toda a diversidade genética da África”.
Ricardo Zorzetto
Adaptado de revistapesquisa.fapesp.br, 03/03/2020.
Ao investigar a diversidade das populações africanas e seus vínculos com a miscigenação das populações afro-americanas, a pesquisa mencionada contribui para a crítica do racismo por valorizar o seguinte aspecto:
Alternativas
Respostas
5141: D
5142: C
5143: B
5144: A
5145: A
5146: B
5147: C
5148: A
5149: D
5150: C
5151: A
5152: B
5153: D
5154: A
5155: B
5156: A
5157: B
5158: C
5159: A
5160: D