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A chamada Questão Palestina tem se constituído no mais persistente foco de tensão no Oriente Médio. Ela se refere à luta de dois povos, o judeu e o árabe-palestino, pela posse de uma área sobre a qual ambos julgam ter direitos históricos ou adquiridos. Por estar localizada numa espécie de encruzilhada entre as civilizações árabe-islâmica e ocidental, a região passou por vários domínios.
OLIC, N. B.; CANEPA, B. Oriente Médio e a Questão
Palestina.São Paulo: Moderna, 2003 (adaptado).
A motivação central do conflito entre esses dois povos, a partir do século XX, é a

Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 30 ago. 2013.
Qual fato geográfico favorece a ocorrência mostrada na imagem?
TEXTO I
Considero apropriado deter-me algum tempo na contemplação deste Deus todo perfeito, ponderar totalmente à vontade seus maravilhosos atributos, considerar, admirar e adorar a incomparável beleza dessa imensa luz.
DESCARTES, R. Meditações metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
TEXTO II
Qual será a forma mais razoável de entender como é o mundo? Existirá alguma boa razão para acreditar que o mundo foi criado por uma divindade todo-poderosa? Não podemos dizer que a crença em Deus é “apenas” uma questão de fé?
RACHELS, J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.
A comparação entre o primeiro texto, publicado em 1641, e o segundo, em 2005, indica que, no cotidiano atual, as crenças religiosas
O samba, ritmo musical criado pelos escravos africanos que chegavam à Bahia durante os séculos de colonização portuguesa e símbolo da tradição cultural brasileira, recentemente foi classificado como uma das mais modernas categorias de patrimônio histórico: a de “patrimônio imaterial”.
FIÚZA, B. O samba, patrimônio histórico imaterial.
Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 9 dez. 2012.
O samba foi considerado patrimônio histórico imaterial porque essa categoria de patrimônio permitiria incluir os(as)
Especialistas debatem influências do movimento estudantil atual. Para eles, o mais importante ato da sociedade brasileira contra a Ditadura Militar, que completou 50 anos, foi a chamada Passeata dos 100 mil, que ocorreu no Rio de Janeiro. Estudantes, políticos, intelectuais e trabalhadores enviaram sua mensagem ao governo militar. A manifestação foi pacífica, diferente de outras que aconteceram naquele ano de 1968. Para os professores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, os frutos da Passeata reverberam até hoje entre os jovens.
Disponível em: www.jornaldausp.com.br.
Acesso em: 14 set. 2019 (adaptado).
Na atualidade, o movimento descrito no texto foi importante para a construção da ideia de
Os quilombolas permanecem na terra de seus antepassados e, por isso, o tempo não apagou sua memória histórica. Lá encontramos as formas tradicionais do uso da terra, seus costumes, manifestações culturais e religiosas. Acontece que em algumas regiões continua a haver ameaças de invasão, por fazendeiros, que se dizem “donos das terras”, mesmo após a garantia de posse aos quilombolas dada pela Constituição Brasileira de 1988.
BRASIL/SEDH. Direitos humanos para os quilombolas —
consciência e atitude. Brasília: Ibrap, [s.d.] (adaptado).
Os fazendeiros que atuam da maneira descrita no texto prejudicam a manutenção da identidade e memória histórica dos quilombolas, porque

MARTINS, F. Quem foi que inventou o Brasil? Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
Na primeira metade do século XX, a obra infantil apresentada na imagem manifestava o interesse de setores políticos brasileiros no debate sobre a
Sistemas de informação e sociedade
A queda dos custos da tecnologia e a consequente disseminação da informática e das redes de comunicação são elementos básicos para permitir o acesso à informação a amplos setores da comunidade. O aumento do nível de conhecimento fortalece a participação e a produtividade das pessoas. Esta é a transformação essencial que estamos presenciando neste início de século.
OLIVEIRA, J. P. M. Ciência e Cultura, n. 2, abr. 2003 (adaptado).
De acordo com o texto, o acesso à informação promove a transformação da sociedade. O principal elemento para a participação das pessoas nas mudanças sociais é
O jornalista deve “contar” os acontecimentos do cotidiano de uma maneira que toda a sociedade entenda, como se estivesse conversando com uma pessoa. É para ela que vai transmitir suas informações. Com essa ideia na cabeça, fica mais fácil escrever um texto que deve ser assimilado instantaneamente por milhões de espectadores.
PATERNOSTRO, V. Í. O texto na TV: manual de telejornalismo.
Rio de Janeiro: Campus, 2006 (adaptado).
Os meios de comunicação procuram formas específicas de se aproximar do seu público-alvo. De acordo com o texto, para cumprir esse objetivo, jornalistas de TV e rádio devem
A ideia de Brasil como país monolíngue ainda é extremamente veiculada, seja pela escola, seja pelas instituições sociais, políticas ou religiosas, seja pela mídia. A aceitação de um Brasil monolíngue gera um grave problema, “pois na medida em que não se reconhecem os problemas de comunicação entre falantes de diferentes variedades da língua, nada se faz também para resolvê-los” (BORTONI-RICARDO, 1984, p. 9). Paradoxalmente, com tantas referências aos povos indígenas na imprensa devido à comemoração dos “500 anos do Brasil”, ainda nos esquecemos das línguas indígenas. Também não levamos em conta as variantes do português em contato com idiomas estrangeiros nas colônias de imigrantes. Por fim, não são consideradas todas as variantes linguísticas do português, sejam regionais ou sociais. Ainda dá status falar “corretamente”, na ideia ingênua de que a língua dita culta é uma ponte para a ascensão social. Quem não domina a variante padrão é marginalizado(a) e ridicularizado(a): na hora de preencher uma vaga profissional, num concurso vestibular, numa situação de conferência, na escola. Essa variante padrão, no entanto, é reservada a uma ínfima parte da população brasileira (a mesma que detém o poder econômico e político). Não é difícil perceber que o modo de falar “correto” é o dessa elite e que o modo “errado” é vinculado a grupos de desprestígio social. Conforme Marcos Bagno (1999), há no Brasil uma “mitologia” do preconceito linguístico, que prejudica toda a nossa educação e nossa formação como cidadãos para além de um termo teórico.
RODRIGUES, F. D. Disponível em: www.unicamp.br. Acesso em: 3 set. 2014 (adaptado).
O texto aborda reflexões referentes à ideia equivocada de monolinguismo e ao preconceito com os diversos falares. A exigência de que todos dominem a norma-padrão da língua como a única possibilidade de uso demonstra que o preconceito não é somente linguístico, mas pode ser ligado à
Técnicas de atração
Com a internet, pedófilos criaram uma espécie de passo a passo para atrair crianças. As táticas mais comuns funcionam assim:
• Frequentam salas de bate-papo voltadas para o público infantil como se tivessem a idade do grupo, usando apelidos e o vocabulário abreviado das crianças.
• Conduzem a conversa de modo a levar a vítima para ambientes como o MSN, em que a comunicação deixa de ser pública e se torna particular.
• Pedem para ser adicionados a sites de relacionamento, como o Orkut, em que geralmente há fotos e informações pessoais da criança.
• Oferecem créditos para obter o número do celular da vítima. Pedem que seja um segredo entre eles.
• Oferecem jogos interativos com personagens de desenhos animados ou filmes, que gradativamente ganham conteúdo sexual. Em alguns, heróis de desenhos da TV aparecem em conteúdos sexuais com adultos e em cenas de abuso contra crianças.
• Passam a enviar fotos e filmes reais de crianças sendo abusadas sexualmente por adultos.
• Induzem a criança a mostrar o corpo através da webcam, argumentando que “todo mundo faz”. Oferecem presentes, passeios e até viagens para aumentar o grau de exposição.
• Para forçarem um encontro real com a vítima, ameaçam enviar as imagens capturadas aos pais ou divulgá-las na rede.
Veja, n. 28, 16 jul. 2008 (adaptado).
Os textos trazem, por vezes, objetivos implícitos. Quando isso ocorre, inferir tais objetivos
é essencial para compreender a mensagem que se deseja transmitir. Os tópicos descritos
como Técnicas de atração têm como finalidade
TEXTO I
Opinião
Podem me prender
Podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião
Daqui do morro eu não saio não
Daqui do morro eu não saio não.
ZÉ KETI. In: LEÃO, N. Opinião de Nara. Rio de Janeiro:
Phillips, 1964 (fragmento).
TEXTO II
Meu honrado marechal
dirigente da nação,
venho fazer-lhe um apelo:
não prenda Nara Leão.
[...]
Nara é pássaro, sabia?
E nem adianta prisão
para a voz que, pelos ares,
espalha sua canção.
ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 2003 (fragmento).
A letra da canção Opinião, interpretada por Nara Leão, e o poema de Drummond foram produzidos no período da Ditadura Militar no Brasil. Os dois textos afirmam que, mesmo que fosse presa, a cantora
Emergência
Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
QUINTANA, M. In: MORICONI, Í. (Org.). Os cem melhores poemas
brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
O texto se articula a partir da expressão de sentimentos e sensações forjados pelo autor. Nele, ressalta-se visível preocupação com aspectos inerentes à linguagem, sua estrutura e seu ritmo. Esses elementos determinam no texto a predominância da função
Os emergentes querem dirigir
Dois mil e nove. A China assume pela primeira vez o posto de maior produtor mundial de veículos, à frente dos Estados Unidos e Japão. Um ano mais tarde, o Brasil passa a Alemanha e se torna o quarto maior mercado mundial de veículos. A crise financeira, que comprometeu o consumo nos países ricos, pode ter contribuído, mas não fez mais do que antecipar a realidade que deve imperar nas próximas décadas. Cada vez mais, as montadoras voltam seus olhos para o Oriente e para as economias em desenvolvimento. Eles serão os grandes produtores e consumidores de carros do século XXI.
FREITAS, G. Carta Capital, n. 614, set. 2010.
O fragmento de texto é parte de uma reportagem sobre a produção de automóveis no mundo. Considerando a linguagem utilizada e a funcionalidade desse gênero textual, percebe-se que, entre suas características básicas, está a utilização de
Palavras que ferem, palavras que salvam
“Posso ajudar?” Eis duas palavrinhas que
nos soam mais que familiares. Entra-se numa
loja e lá vem: “Posso ajudar?”
Ainda se fossem outras as palavrinhas — “Posso servi-lo? Precisa de alguma informação?” Não; o escolhido é o “posso ajudar”, traduzido direto do jargão dos atendentes americanos.
A má tradução das expressões comerciais americanas já cometeu uma devastação no idioma ao propagar o doentio surto de gerúndios (“Vou estar providenciando”, “Posso estar examinando”), que, do telemarketing, contaminou outros setores da linguagem corrente.
Veja, n. 1 225, mar. 2009.
O uso de determinadas formas linguísticas tem sido rejeitado por algumas pessoas, sem que apresentem motivos reais para essa discriminação. No texto, o autor assume essa postura ao A indicar as
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a pagar mais do que as coisas valem. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996 (adaptado).
Nesse texto, em que a autora critica o estilo de vida imposto pela modernidade, um dos elementos responsáveis pela sua progressão é a
Cartas dos leitores
Adoção (327/2004)
A grande família adotiva
Eu e meu marido somos um casal saudável, classe média, brancos e podemos gerar filhos. Há um ano entramos com o processo de adoção, que durou 26 dias, tempo recorde. Não exigimos recém-nascidos, brancos e não separávamos irmãos. Ganhamos duas joias raríssimas que mudaram completamente nossa vida. A Thalya, de 4 anos, e o Nathan, de 3, são irmãos, negros. Já os amávamos sem conhecê-los. Estamos juntos há um ano e a cada dia é uma surpresa e um aprendizado. Fisicamente não temos nada em comum; no restante, temos tudo um do outro. Gostaria de dizer que o sangue e a cor da pele são insignificantes. Sou mãe desde o primeiro olhar e são meus filhos desde o primeiro toque. Por fim, não fizemos favor algum para esses meninos maravilhosos. Foi exatamente o contrário: eles estão nos ensinando tudo, absolutamente tudo, e foram os dois que nos adotaram.
Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 29 out. 2019.
Essa é uma carta de leitor em resposta a uma reportagem intitulada “A grande família adotiva”, publicada em uma revista de grande circulação. A partir de um relato pessoal, essa carta funciona como um(a)

CAZO, L. F. Halloween. Disponível em: www.facebook.com/ luizfernando.cazo. Acesso em: 23 set. 2019.
O cartum explora o uso de fantasias durante o Halloween, estabelecendo uma crítica em relação à
Até o começo do século 19, para se ouvir música dentro de casa, era preciso ter um cantor ou um músico na família. Caso contrário, só mesmo contratando um artista. Apreciar música era um privilégio para os poucos afortunados que podiam ir a teatros, ou diversão pontual para muitos que não se importavam de ficar em praças públicas, no calor ou no frio, dançando ao som dos realejos de rua. Mas foi somente a partir da invenção do fonógrafo de Thomas Edison que foi possível gravar e reproduzir o som como ele é, inclusive a voz humana.
LEIBOVICH, L. Apresentação. In: Do toque ao clique:
a história da música automática.
São Paulo: Sesc, 2018 (adaptado).
A forma como ouvimos música mudou nos últimos cem anos. Conforme o texto, essas transformações
Dicionário de “carioquês” cai na boca do povo
Apesar de a página Dicionário carioca, no Instagram, já estar na boca do povo e reproduzida em toda parte nas redes sociais, sua autora, a estudante de 21 anos, Viktória Savedra, ainda se surpreende com o sucesso de suas “traduções” de expressões e gírias cariocas. O “vocábulo” com maior repercussão é “aulas”, que virou adjetivo para caracterizar algo muito bom. Para alguns, a expressão ainda causa estranhamento; para outros, já faz parte do dia a dia.
A página viralizou em 48 horas, passando de 20 mil seguidores para mais de 180 mil: “mec” é tranquilo; “aulas” é maneiro; e “morde as costas” significa “fique tranquilo”.
Maria de Fátima dos Santos, de 61 anos, mesmo admitindo estar um pouco desatualizada, entrou na brincadeira e tentou adivinhar qual era o significado de algumas delas:
— Eu já falei mais gíria antigamente, hoje em dia já não falo tanta.
Disponível em: https://extra.globo.com. Acesso em: 29 out. 2019 (adaptado).
Esse texto apresenta algumas gírias usadas por certos grupos de cariocas, o que distingue sua fala da fala de pessoas de outros lugares. Além desse aspecto regional, nesse texto a gíria também distingue falares de diferentes