Questões de Vestibular
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Em relação a termos utilizados no telejornalismo, considere as seguintes definições:
1. Nota coberta: notícia rápida sem ilustração que o repórter faz. É fora da bancada. Pode ser simples ou com entrevistado.
2. Stand up: notícia sintética de introdução da reportagem, cuja última frase contém a deixa para o início do VT.
3. Teaser: aparição do repórter ou imagens durante a escalada.
4. Escalada: as manchetes do dia.
Assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir: Há casos em que seria impossível a cooperação de um entrevistado, não fosse o sigilo. Situações delicadas, aquelas em que a identificação da fonte a coloca em risco. Só assim para justificar um veículo usar recurso que atinge sua credibilidade – se não podemos atribuir paternidade a uma informação, como saber se não foi inventada? Mas o uso indiscriminado do off, nas reportagens em que não é evidente o risco à fonte, virou álibi à apuração preguiçosa, de quem aceita, por inércia, anonimato de qualquer entrevistado.
PEREIRA JUNIOR, Luiz Costa Pereira. Guia para a edição jornalística. Vozes, 2006, p. 59.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, o sigilo de fonte ou off the record é:
Leia o trecho a seguir:
A mensagem de qualquer meio ou tecnologia é a mudança de escala ou ritmo ou padrão que introduz nos assuntos humanos... As consequências pessoais e sociais de qualquer meio – ou seja, de qualquer extensão de nós mesmos – é o resultado da nova escala que se introduz em nossos assuntos por cada extensão de nós, ou por cada tecnologia... A estrada de ferro não introduziu o movimento, o transporte, a roda ou estrada na sociedade humana, mas acelerou e aumentou a escala das funções humanas prévias, criando cidades totalmente novas e novos tipos de trabalhos e entretenimentos.
MCLUHAN, Marshall. Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem. São Paulo: Editora Cultrix, 1996.
Esse trecho ilustra de maneira mais clara um dos postulados mais famosos do autor canadense. Qual?
1. A monopolização é a ausência de contrapropaganda no espaço público. 2. A canalização é mobilização de atitudes básicas, de comportamentos predispostos. 3. A suplementação é a utilização de meios alternativos para ampliar o público atingido.
Assinale a alternativa correta.
Sobre a noção que sintetiza o processo de modernização tal como descrito por Max Weber, assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir: A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em conflito. Nas mais remotas épocas da história, verificamos, quase por toda parte, uma completa estruturação da sociedade em classes distintas, uma múltipla gradação das posições sociais. […] Entretanto, a nossa época [...] caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos de classe. A sociedade divide-se, cada vez mais, em dois campos opostos, em duas grandes classes em confronto direto: a burguesia e o proletariado.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto comunista. São Paulo: Boitempo, 1998. pp. 40-41. A luta de classes opõe contrários numa relação dialética.
O que isso significa? Assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir: Na China e no Japão, a impressão já era praticada há muito tempo — desde o século VIII, se não antes —, mas o método geralmente utilizado era o chamado de ‘impressão em bloco’: usava-se um bloco de madeira entalhada para imprimir uma única página de um texto específico. O procedimento era apropriado para culturas que empregavam milhares de ideogramas, e não um alfabeto de 20 ou 30 letras.
BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. De Gutenberg a internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2006, p. 24.
O modo de impressão em bloco é uma boa explicação dos limites de imprensa na China e no Japão. No ocidente, não havia esse limite, o que permitiu a principal inovação trazida por Johannes Gutenberg, os tipos móveis. Por qual motivo não havia esse limite na Alemanha, onde surgiu a imprensa?
Assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
O futuro desse progresso é caracterizado por dois momentos: por um lado, pela aceleração com que se põe à nossa frente; por outro lado, pelo seu caráter desconhecido. Pois o tempo que se acelera em si mesmo, isto é, a nossa própria história, abrevia os campos da experiência, rouba-lhes sua continuidade, pondo repetidamente em cena mais material desconhecido, de modo que mesmo o presente, frente à complexidade desse conteúdo desconhecido, escapa em direção ao não experimentável. Essa situação começa a se delinear já mesmo antes da Revolução Francesa.
KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2006. p. 36.
A respeito do assunto, assinale a alternativa correta.
Segundo Eric Hobsbawm:
Os liames entre o racismo e o nacionalismo são óbvios. A língua e a “raça” eram facilmente confundidas como no caso dos “arianos” e “semitas”, para indignação de estudiosos escrupulosos como Max Müller, para quem a “raça”, conceito genético, não podia ser inferida da língua, que não era herdada. Além disso há uma evidente analogia entre a insistência dos racistas na pureza racial e nos horrores da miscigenação, e também a insistência de tantas formas de nacionalismo linguístico – a maioria, talvez – sobre a necessidade de purificar a língua nacional de elementos estrangeiros. No século XIX, os ingleses foram bastantes excepcionais em exagerar suas origens híbridas (bretões, anglo-saxões, escandinavos, normandos, escoceses, irlandeses, etc.) e orgulhar-se da mistura filológica de sua língua. Contudo, o que trouxe a “raça” e a “nação” mais perto ainda foi a prática de usá-las como sinônimos possíveis, generalizando, de modo igualmente inexato, o caráter “racial/nacional”, como era então a moda.
HOBSBAWM, Eric J. Nações e Nacionalismo desde 1780. Programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 2002, p.132.
Levando em consideração as informações apresentadas por Hobsbawm, assinale a alternativa correta.
No prefácio de “O processo Civilizador”, o filósofo Renato Janine Ribeiro comenta que para o sociólogo alemão Norbert Elias “a moralidade não é um traço natural, nem legado da graça de Deus – ela foi adquirida por um processo de adestramento que terminou fazendo, do homem, um animal interessante, um ser previdente e previsível”. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
Segundo o historiador da economia Pierre Dayon:
Adam Smith tomou aos fisiocratas a expressão ‘sistema mercantil’, deu-lhe toda a sua significação e converteu-a no símbolo de um sistema de pensamento e de administração, totalmente errôneo e odioso a seus olhos.
DAYON, Pierre. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973.
A respeito dos atuais conhecimentos sobre o Mercantilismo, assinale a alternativa correta.
Segundo Nicolau Sevcenko:
A rebelião juvenil dos anos 60 - catalisada pela resistência obstinada à intervenção norteamericana no Vietnã e pelo repúdio à repressão da Primavera de Praga pelas tropas soviéticas - abriu um campo de representação cultural autônomo, desvinculado da polarização da Guerra Fria. A indignação, o idealismo, a generosidade e a disposição de sacrifício dos jovens, associados às suas mensagens de humanismo, pacifismo e espontaneidade no retorno aos valores da natureza, do corpo e do prazer, da espiritualidade, abalaram o campo político estagnado e os transportaram para o centro do espetáculo. Sua palavra de ordem, "Faça amor, não faça a guerra", seguia a fórmula concisa e lapidar dos slogans publicitários e era acompanhada do símbolo oriental de uma forquilha invertida dentro de um círculo, caracterizando um logotipo, o que demonstra o quanto os jovens se apropriaram de técnicas que regiam o universo das mercadorias.
SEVCENKO, Nicolau. Aceleração tecnológica, mudanças econômicas e desequilíbrios. In: A corrida para o século XXI. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 85.
Levando em consideração o enunciado, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
Na verdade, a política do Ocidente — da URSS às Américas, passando pela Europa — pode ser mais bem entendida não como uma disputa entre Estados, mas como uma guerra civil ideológica internacional. (Como veremos, esta não é a melhor maneira de entender a política da África, da Ásia e do Extremo Oriente, dominados pelo colonialismo — ). E, conforme vimos, as linhas divisórias cruciais nesta guerra civil não foram traçadas entre o capitalismo como tal e a revolução social comunista, mas entre famílias ideológicas: de um lado, os descendentes do Iluminismo do século XVIII e das grandes revoluções, incluindo, claro, a russa; do outro, seus adversários. Em suma, a fronteira passava não entre capitalismo e comunismo, mas entre o que o século XIX teria chamado de "progresso" e a "reação" — só que esses termos já não eram exatamente opostos.
HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. pp.145-146.
Sobre o contexto analisado pelo autor, assinale a alternativa correta.