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Todo ser humano é um estranho
ímpar. (v. 26-27)
No contexto, a associação dos adjetivos estranho e ímpar sugere que cada ser humano não se conhece completamente.
Isto acontece porque cada indivíduo pode ser caracterizado como:
Todos os amores, iguais iguais iguais. (v.19)
A intensificação da repetição do termo iguais no mesmo verso, relacionado a amores, enfatiza determinada crítica que o poeta pretende fazer.
A crítica de Drummond se dirige às relações amorosas, no que diz respeito ao seguinte aspecto:
e todos,
todos os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais. (v. 15-16)
Os versos livres são aqueles que não se submetem a um padrão.
Considerando essa definição, identifica-se nos versos acima a figura de linguagem denominada:
O poema de Carlos Drummond de Andrade se caracteriza por uma repetição considerada estilística, porque é claramente feita para produzir um sentido.
Pode-se dizer que a repetição da expressão são iguais é empregada para reforçar o sentido de:
Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. (l. 39-40)
A criação da palavra composta, quase-abolição, cumpre principalmente a função de:
Antes, com a proibição do tráfico, a lei do ventre livre, a alforria dos sexagenários. Agora, com o bolsa família, o voto do analfabeto ou a aposentadoria rural. Medidas generosas, para inglês ver e sem a ousadia da abolição plena. (l. 34-37)
O fragmento acima apresenta duas enumerações que, separadas pelo tempo, exemplificam um mesmo processo.
Pela leitura do 8º parágrafo, pode-se concluir que os exemplos enumerados se referem a:
Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada, (l. 13)
A forma sublinhada introduz uma relação de tempo. A ela, entretanto, se associa outra relação de sentido. Essa outra relação de sentido presente na frase acima é de:
No desenvolvimento da argumentação, o autor enumera razões específicas, facilmente constatadas no cotidiano, para sustentar sua opinião, anunciada no título, de que todos nós seríamos ainda escravocratas.
Esse método argumentativo, que apresenta elementos específicos da experiência social cotidiana, para deles extrair uma conclusão geral, é conhecido como:
A expressão somos escravocratas é repetida quatro vezes no texto que, embora assinado pelo autor Cristovam Buarque, é todo enunciado na primeira pessoa do plural.
O uso dessa primeira pessoa do plural, relacionado à escravidão, reforça principalmente o objetivo de:
“Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão” (l. 5-6)
No início do texto, o autor cita entre aspas as frases de Joaquim Nabuco para, em seguida, se posicionar pessoalmente perante seu conteúdo.
Para o autor, a obra da escravidão caracteriza-se fundamentalmente por:
Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. (l. 2-4)
Na frase acima, Cristovam Buarque define Joaquim Nabuco de quatro maneiras. As três primeiras definições partem de determinadas pressuposições.
Uma pressuposição que se pode deduzir da leitura do fragmento é:

VERÍSSIMO, Luís Fernando. As cobras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.
Na tira, as duas cobras estão dialogando entre si, quando a minhoca interfere.
Nessa situação, a repetição e o tom exclamativo da fala da minhoca destacam principalmente a seguinte característica da personagem:

VERÍSSIMO, Luís Fernando. As cobras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.
No último quadro, a fala da minhoca revela uma reação comum das vítimas de discriminação.
Essa fala deixa subentendida a intenção da personagem de:

VERÍSSIMO, Luís Fernando. As cobras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.
No segundo quadro da tira, a minhoca se esconde para não ser notada pelas cobras.
Essa tentativa de desaparecimento da personagem é enfatizada pelo uso do seguinte recurso:
Le critique serait donc encore et toujours un missionnaire, (L. 9-10)
les artistes ne sacrifieraient pas leur vie à la recherche du Beau, (L. 16-17)
L’effet produit par le choix de cette forme verbale dans chacune de ces phrases peut être décrit respectivement comme:
L’alternative qui présente un connecteur sémantiquement équivalent à tant que est:
laisser passer ou refléter certains rayons d’influences (L. 28)
Dans ces deux extraits, la forme ou assume des valeurs différentes.
Ces valeurs sont indiquées respectivement dans:
Les hypothèses formulées par l’auteur contribuent à la production d’une:


