Se antes a informação era um produto comercializado
pelas grandes instituições e emissoras, agora é também feita
pelos indivíduos. Cada usuário das redes sociais se configura
como um grande emissor; cada indivíduo se torna uma mídia
poderosa. No entanto, repete-se a fórmula na qual a relevância das informações está vinculada não ao seu potencial
emancipatório, mas à audiência que é capaz de gerar (entendida como o número de compartilhamentos, seguidores,
tempo de permanência). Enquanto não se desenvolver uma
cultura crítica do uso dos meios em benefício da libertação
humana, os meios digitais se parecerão, cada vez mais, com
os meios de comunicação de massa. A massificação se torna
remassificação.
(Patricio Dugnani. “Meios de Comunicação de
Massa e Meios Digitais: remassificação e internetilização”.
In: Anagramas Rumbos y Sentidos de la Comunicación, 2024. Adaptado.)
O excerto revela que a comunicação contemporânea mantém traços centrais dos conceitos de indústria cultural, teorizados pela Escola de Frankfurt, que podem ser identificados
a partir da