Questões de Vestibular UEA 2025 para Vestibular - Conhecimentos Específico e Redação - Administração, Direito, Produção Audiovisual, Turismo, Música, Teatro, Dança, Pedagogia, Letras, Geogtafia e História
Foram encontradas 10 questões
Péricles afirmava que a pobreza não impedia um homem capaz de prestar serviço à cidade, de dedicar-se a ela, ainda que apenas participando das decisões tomadas em comum. E, por outro lado, visto que a lei era a mesma para todos, essa igualdade era real para tudo o que se referisse às desavenças particulares: diante dos juízes do tribunal popular, os ricos e os pobres gozavam dos mesmos direitos.
(Claude Mossé. Péricles: o inventor da democracia, 2008. Adaptado.)
Uma das características da democracia ateniense do século V a.C. destacada no excerto é a
Novos estudos sobre os governos denominados populistas permitem afirmar que um traço comum os caracteriza: a introdução de uma nova cultura política baseada no papel interventor do Estado nas relações sociais. Esse papel representou, ao mesmo tempo, atendimento de reivindicações de natureza social (melhoria salarial, legislação trabalhista, reforma agrária, especificamente no caso mexicano) e política (uma cidadania baseada no reconhecimento do trabalhador como sujeito da história). [...] Por outro lado, apesar de se voltarem para os interesses das classes populares, não pode se perder de vista o caráter centralizador e controlador dessas políticas, que introduziram uma estrutura institucional de natureza autoritária, utilizada posteriormente como mecanismo de controle social e político.
De acordo com o excerto, o populismo
Foi, com efeito, em contato com os colonizadores que os povos da Ásia e da África se descobriram diferentes e tomaram consciência de tudo o que os diferenciava dos europeus: diferença nas condições materiais de vida, diferença de cultura, enfim, diferença nas experiências históricas. A descolonização não deixa, pois, de ser o choque de valores do Ocidente na Ásia e na África — valores que atribuíam preeminência à técnica e aos bens materiais — e a revolta da Ásia e da África contra o Ocidente que tentava arrancar-lhes o que o tempo e a História lhes tinham ajudado a produzir [...].
(Letícia Bicalho Canêdo. A descolonização da Ásia e da África, 1994.)
Segundo o excerto, os processos de descolonização expressaram a luta dos povos africanos e asiáticos para preservar
Analise o trecho do artigo “Existe uma Crise da Democracia no Brasil?”, escrito pelo sociólogo Florestan Fernandes, em 1954.
[...] toda a argumentação desenrolada tenta mostrar que um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil é a persistência de uma mentalidade política arcaica, inadequada para promover ajustamentos dinâmicos não só a situações que se alteram socialmente, mas que estão em fluxo contínuo no presente. A contribuição que a educação sistemática pode oferecer para alterar semelhante mentalidade exprime, naturalmente, as tarefas políticas que ela pode preencher em uma esfera neutra.
(apud: Enno D. Liedke Filho. “A Sociologia no Brasil: história, teorias e desafios”. Sociologias, no 14, 2005.)
De acordo com o sociólogo, “um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil” é a
A Constituição de 1988 adquiriu forte conotação democrática em consequência da participação popular durante a Assembleia Nacional Constituinte. Ela é muito expressiva no sentido de revelar a existência de um conflito, com as forças sociais tradicionalmente dominantes conseguindo ainda manter controle sobre a definição constitucional da ordem econômica, mas tendo de aceitar que na mesma Constituição estejam declarados e protegidos os direitos dos indivíduos e dos grupos sociais que só recentemente conseguiram participação efetiva em decisões políticas.
(Dalmo de Abreu Dallari. “Sociedade, Estado e direito: caminhada brasileira rumo ao século XXI”. In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação, 2013. Adaptado.)
De acordo com o excerto, a Constituição brasileira de 1988
estabeleceu
Considere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder a questão

Considere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder a questão

Leia o trecho do conto “A caligrafia de Deus”, de Márcio Souza.
Na loucura da Zona Franca, o povo era tão afável na sua ironia que chamava aquilo de bairro. Em dez anos, aquelas colinas suaves cortadas por um igarapé viram desaparecer os buritizais e a mata quase cerrada, as chácaras e os banhos, para dar lugar a um conjunto habitacional do BNH e às adesões provocadas pela iniciativa particular dos ribeirinhos que chegavam com a anual subida das águas. O conjunto habitacional nunca ficaria pronto, e era um inferno de calor e poeira ao meio-dia, uma geladeira tropical de umidade e bruma durante a noite. Nada mais restava da antiga mata e o deserto estendia-se pelo lado das casas dos ribeirinhos. Nos meses de chuva formava-se um atoleiro que era um verdadeiro nirvana para os porcos; nos meses sem chuva, uma paisagem marcada com todo o charme de um barro avermelhado que empoava as crianças e as galinhas.
(Márcio Souza. A caligrafia de Deus, 2007.)
O ambiente apresentado, em que vive o “povo” referido no início do trecho, colabora no conto para estabelecer
Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)
Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)