A região centro-oeste brasileira passara séculos sem
expressiva ocupação populacional, o que viria a mudar apenas no governo Getúlio Vargas, com sua Marcha para Oeste,
orientando a ocupação que permitiu a produção agrícola no
cerrado, sustentando a indústria no Sudeste. [...] Acompanha
esse esforço de planejamentos a criação, em 1967, já sob
regime autoritário civil-militar, da Sudeco, a Superintendência
de Desenvolvimento do Centro-Oeste, criada para organizar
a colonização e o trabalho rural nessa região. Esse é o cenário que serve de suporte para a introdução da soja no processo de interiorização da ocupação do território nacional [...].
(Renato C. Nunes Dias. “A integração da infraestrutura na América do Sul:
o potencial da lirsa no caso da soja brasileira”. In: Enrique Iglesias (coord.).
Os desafios da América Latina no século XXI, 2022.)
O excerto menciona a ocupação populacional e econômica
do Centro-Oeste brasileiro, referindo-se às