Um papa inteligente, Inocêncio III, compreendera que,
para responder à expectativa do povo fiel, ávido de um ensinamento simples, atormentado pelo enriquecimento e sonhando
escapar à corrupção do dinheiro, e também para desarmar
as heresias que pululavam, invasoras, cumpria atender ao
pedido de dois jovens. Ambos eram suspeitos: pretendiam ir
diretamente ao povo, queriam-se totalmente pobres, partindo,
com seus discípulos, descalços, vestidos com um pano de
saco, como os discípulos de Jesus, e falando a linguagem
vulgar que os indigentes podiam compreender.
(George Duby. A Europa na Idade Média, 1988.)
Ao abordar a reação do papa Inocêncio III às ações dos
frades Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, no início
do século XIII, o excerto destaca