Na América Latina, a porcentagem de camponeses se
reduziu à metade em vinte anos na Colômbia (1951-1973),
no México (1960-1980) e — quase — no Brasil (1960-1980).
Caiu em dois terços, ou quase isso, na República Dominicana (1960-1981), Venezuela (1961-1981) e Jamaica (1953-
1981). Em todos esses países — com exceção da Venezuela
—, no fim da Segunda Guerra Mundial os camponeses formavam metade, ou a maioria absoluta da população ocupada. Mas já em 1970 não havia na América Latina — fora dos
mini-Estados da tripa de terra centro-americana e do Haiti —
um único país em que os camponeses não fossem minoria.
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX:
1914-1991, 1995. Adaptado.)
Ao avaliar a variação demográfica em países latino-americanos
na segunda metade do século XX, o excerto atesta