As controvérsias entre castelhanos e portugueses acerca
das zonas de navegação marítima e divisão dos territórios
não estavam solucionadas. Assim, surgia o Tratado de Tordesilhas (1494), para pôr fim à contínua rivalidade entre Portugal e Castela pelo domínio do Atlântico, suas ilhas e terras
continentais. O tratado delimitava por mútuo acordo uma
linha imaginária direta, do polo Ártico ao polo Antártico, a
370 léguas do oeste dos Açores, das ilhas de Cabo Verde,
dividindo o Atlântico: a parte poente passava a pertencer aos
senhores de Castela e sucessores; a parte do levante, ao rei
de Portugal e sucessores.
(Sônia Maria de Araújo Cintra. “José de Anchieta:
um missionário singular do contexto ibero-americano no alvorecer
do século XVI”. In: Gerson Damiani et al (orgs.). O mundo indígena
na América Latina: olhares e perspectivas, 2022.)
Os termos do Tratado derivaram