Tudo no governo Geisel girou, desde o princípio, em
torno da distensão, pensamento central do presidente e de
seu assessor político transformado em chefe da Casa Civil,
o general Golbery do Couto e Silva. Sobreviventes ambos
do governo Castelo Branco, retomaram em política interna
a orientação geral dos primeiros tempos. [...] O nome oficial
“distensão”, e não abertura ou redemocratização, denunciava
o real significado da ideia: não se cogitava devolver logo o
poder aos civis como se os objetivos de 1964 tivessem sido
alcançados.
(Rubens Ricupero. A diplomacia na construção do Brasil: 1750-2016, 2017.)
A distensão mencionada no excerto