No pensamento grego, tudo o que é “musical” se relaciona intimamente com o ritual, sobretudo com as festas, nas
quais, evidentemente, o ritual possui sua função específica.
Talvez não haja uma descrição mais lúcida das relações entre o ritual, a dança, a música e o jogo do que a das Leis
de Platão. Os deuses, diz ele, cheios de piedade pela raça
humana, condenada ao sofrimento, ordenaram que se realizassem as festas de ação de graças como descanso para
suas preocupações, e deram-lhes Apolo, as Musas e Dionísio
como companheiros dessas festas, a fim de que essa divina
comunidade festiva restabelecesse a ordem das coisas entre
os homens.
(Johan Huizinga. Homo ludens, 2007.)
O excerto, que aborda história e pensamento na Grécia
Antiga, caracteriza