A autonomia relativa das instituições coloniais e a participação de grupos de colonos abastados em
determinados lugares hierárquicos do poder ultramarino não contradizem, mas, antes, reafirmam o pacto
político da modernidade ibérica. A unidade do Império Português, assim, não resultaria de uma obediência cega
às determinações reais, mas de uma espécie de “comunhão fraterna” entre os súditos corresponsáveis pelo
bem-estar do organismo civil corporificado na coroa.
LUZ, G. A. Flores do desengano: poética do poder na américa portuguesa (séculos XVI-XVIII). São Paulo: Editora Fap-Unifesp,
2013. p. 39.
De acordo com o texto, a concepção de unidade política no Império Português dos séculos XVI a XVIII
fundamenta-se