Trata-se, portanto, de levar a sério esses dispositivos e de inverter a direção da análise: ao invés de
partir de uma repressão geralmente aceita e de uma ignorância avaliada de acordo com o que supomos saber,
é necessário considerar esses mecanismos positivos, produtores de saber, multiplicadores de discursos,
indutores de prazer e geradores de poder. É necessário segui-los nas suas condições de surgimento e de
funcionamento e procurar saber de que maneira se formam, em relação a eles, os fatos de interdição ou de
ocultação que lhes são vinculados. Em suma, trata-se de definir as estratégias de poder imanentes a essa
vontade de saber. E, no caso específico da sexualidade, constituir a “economia política” de uma vontade de
saber.
FOUCAULT, M. História da sexualidade: a vontade de saber. São Paulo: Paz e Terra, 2015. p. 82-83.
Sobre o método genealógico e o pensamento foucaultiano sobre a sexualidade, assinale a alternativa correta.