Questões de Vestibular UFRGS 2024 para Vestibular - 1º Dia
Foram encontradas 75 questões
Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.


Considere as seguintes afirmações sobre algumas das ideias expressas no texto.
I - O narrador se vale do processo de generalização, ao estender as características do personagem Rodrigo Cambará aos escritores, artistas e políticos do país.
II - O personagem Rodrigo Cambará aparece no texto como um cidadão eufórico e audacioso, um leitor detalhista, um ser político investido de coragem para lutar por melhorias de Santa Fé.
III - O casarão onde vivia Rodrigo Cambará era um espaço importante, local onde todos os visitantes da cidade tinham a oportunidade de desfrutar, com os moradores, os vinhos da adega e os quitutes da cozinha.
Quais estão corretas?
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Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir.
( ) A oração quem não considerasse um privilégio (l. 06) está elíptica antes da forma verbal provar (l. 09).
( ) O pronome você pode ser subentendido antes de Já (l. 12).
( ) O sujeito elíptico da locução verbal tivesse penetrado (l. 17) é Rodrigo (l. 13).
( ) O sujeito elíptico da forma verbal afirmava (l. 28) é Rodrigo (l. 24).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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No bloco superior abaixo, estão indicadas classes gramaticais; no inferior, partículas que retiradas do texto.
Associe corretamente o bloco inferior ao superior.
1. Pronome relativo.
2. Conjunção integrante.
3. Pronome interrogativo.
( ) que (l. 18).
( ) que (l. 22).
( ) que (l. 24).
( ) que (l. 32).
( ) que (l. 42).
( ) que (l. 50).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir.
( ) A expressão apanhava no ar as coisas que outros diziam (l. 18-19) expressa a ideia de que o personagem Rodrigo apreendia algo de maneira rápida nas conversas.
( ) A expressão “cultura de oitiva” (l. 24-25) carrega a ideia de que o correto é ouvir pelo menos oito vezes sobre um tema para tirar conclusões.
( ) A expressão um tênue verniz de ilustração (l. 29) evoca a ideia de que escritores, artistas e políticos brasileiros procuravam aparentar um saber cultural.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Considere as seguintes afirmações sobre palavras e expressões do texto.
I - No texto, há um predomínio do uso do pretérito imperfeito. Por meio desse predomínio, o narrador assinala modos de agir rotineiros do personagem Rodrigo para caracterizá-lo ao leitor.
II - No texto, os usos do presente, nos murmúrios de Rodrigo Cambará, atualizados nos verbos Preciso (l. 39), tenho (l. 45) e quero (l. 46) revelam o “agora” em que o personagem falava consigo mesmo.
III - No texto, a relação entre a expressão Um dia (l. 37) e o verbo contemplou (l. 38) apresenta o sentido de ação pontual na narrativa, semelhante ao sentido expresso pela relação entre Às vezes (l. 55) e perguntava-se (l. 55).
Quais estão corretas?
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Considere as seguintes sugestões de alterações na pontuação do texto.
I - Inserção de vírgulas depois de línguas (l. 08) e depois de existem (l. 09).
II - Supressão da vírgula na linha 20.
III- Substituição da vírgula na linha 56 por dois-pontos.
Quais sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase, mantendo a correção gramatical?
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Considere as seguintes afirmações sobre palavras e expressões do texto.
I - A palavra hecatombe (l. 19) expressa a ideia de “catástrofe”.
II - A expressão uma janela (l. 41) funciona como uma metáfora para a ideia de “abertura”.
III - A expressão essa dificuldade (l. 56) estabelece uma relação coesiva referencial com a expressão não é nada fácil responder essa questão (l. 54-55).
Quais estão corretas?
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Considere a passagem entre as linhas 27 e 32 e as possibilidades de paráfrase.
I - Há perguntas mais diretamente ligadas – ao lado dessas questões políticas preocupantes – ao que a diversidade linguística pode mostrar, tanto sobre a nossa capacidade para adquirir e operar com línguas, quanto sobre as demais faculdades intelecutais humanas.
II - Tanto sobre a nossa capacidade para adquirir e operar com línguas, quanto sobre as demais faculdades intelecutais humanas, há preocupantes questões políticas ligadas mais diretamente ao que a diversidade linguística pode mostrar.
III- Ao lado dessas preocupantes questões políticas, seja sobre a nossa capacidade para adquirir e operar com línguas, seja sobre as demais faculdades há perguntas, mais diretamente ligadas ao que a diversidade linguística pode mostrar.
Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase, mantendo a correção gramatical?
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Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados, respectivamente, da canção “Mulheres de Atenas”, de Chico Buarque, e da peça Lisístrata, de Aristófanes, considerando, também, a leitura integral da peça de teatro.
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas
LISÍSTRATA – Aí está nossa dificuldade. Mas nosso dever é esse. Se resistirmos eles não resistirão. E teremos a paz.
LAMPITO – Dizem que isso aconteceu a Menelau. Quando viu os seios de Helena percebeu que tinha que escolher entre duas espadas. Largou a guerra e empunhou a da paz.
CLEONICE – Uma última hipótese. Se nos pegarem à força? LISÍSTRATA – Segurem-se nas portas, garrem-se nas camas, encolham o corpo em posição fetal.
CLEONICE – E se nos baterem?
LISÍSTRATA – Cedam então, mas não se mexam, não colaborem, sejam cadáveres frios diante da potência e da prepotência até a pospotência. Eles têm pouco prazer quando sentem que não correspondemos. Sobretudo se nossas mãos permanecerem inertes, eles logo se cansarão a brincadeira. No amor as mãos são preciosas.
A partir da leitura dos excertos, considere as seguintes afirmações.
I - No excerto da canção, a mulher é tida como propriedade, existindo, sobretudo, à satisfação dos desejos do homem, cuja realização sexual é percebida somente a partir do lado masculino, que pouco se empenha em satisfazer os desejos e os impulsos femininos.
II - No fragmento da peça teatral, a mulher problematiza o fato de não se submeter aos caprichos sexuais do marido e sofre com a violência física do homem sobre ela, prática socialmente comum à época em que ocorre a proposição da greve de sexo.
III- Nos dois trechos, embora escritos em épocas bastante distintas e com contextos históricos igualmente próprios, a submissão feminina é latente, principalmente no caso de Lisístrata, porque as decisões políticas e sociais estavam a cargo dos homens.
Quais estão corretas?
No bloco superior abaixo, estão listados nomes de poetas brasileiros; no inferior, alguns excertos de poemas representantes da poesia árcade, barroca, romântica e simbolista brasileiras.
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1 – Álvares de Azevedo
2 – Casimiro de Abreu
3 – Cruz e Souza
4 – Gregório de Matos
5 – Tomás Antônio Gonzaga
( ) Pintam, Marília, os Poetas A um menino vendado, Com uma aljava de setas, Arco empunhado na mão; Ligeiras asas nos ombros, O tenro corpo despido, E de Amor, ou de Cupido São os nomes, que lhe dão.
( ) Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas! Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas… Incensos dos turíbulos das aras Formas do Amor, constelarmente puras, De Virgens e de Santas vaporosas… Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas…
( ) Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado, Da vossa alta clemência me despido; Antes, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.
( ) Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minhã irmã!
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere os trechos abaixo, retirados da obra A falência, de Júlia Lopes de Almeida, e a leitura integral da obra.
I. — Minha senhora, eu sou da opinião de que a mulher nasceu para mãe de família. Crie os seus filhos, seja fiel ao seu marido, dirija bem a sua casa e terá cumprido a sua missão. Este foi sempre o meu juízo e não me dei mal com ele; não quis casar com mulher sabichona. É nas medíocres que se encontram as esposas.
II. (...) tinha ascendência sobre a criadagem, que a tratava por dona. Mesmo entre os brancos a palavra da sua experiência era ouvida com acatamento. Ela era a mulher desembaraçada, a doceira dos grandes dias de festa, a única das engomadeiras capaz de satisfazer as impertinências do dono da casa; ninguém sabia como a (...) preparar um remédio, um suadouro, nem dar um escalda-pés sinapisado, nem tão bem escolher o peixe, preparar um pudim ou vestir uma criança.
III. Aos doze anos conservava o seu ar estúpido e humilde; não conhecia uma letra, mas ensinava as criadas novas a varrerem a casa e a porem a mesa com perfeição. Como o Mário lhe bateu um dia com os arreios do seu cavalo de pau, Francisco Theodoro resolveu pô-la em um colégio, de pensionista, recomendando uma instrução prática, nada ornamental.
Assinale a alternativa correta acerca dos perfis femininos que compõem o enredo.
No bloco superior abaixo, estão listados os títulos dos livros de Jeferson Tenório, de José Falero e de Ruth Guimarães; no inferior, trechos de alguns desses livros. Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1 – O avesso da pele
2 – Mas em que mundo tu vive?
3 – Água funda
( ) Há cadernos e papéis, Há pastas com provas e redações dos seus alunos. Teu caos me comove. Olho para tudo isso e percebo que serão esses objetos que vão me ajudar a narrar o que você era antes de partir. Os mesmos utensílios que te derrotavam e que agora me contam sobre você. Os objetos serão o teu fantasma a me visitar.
( ) O que Sinhá devia fazer era chamar Sinhazinha e falar direto com ela. Isso, caso tivesse alguma razão para não consentir no casamento, melhor do que por ser o moço filho do capataz. Devia fazer. Mas fez? Que esperança! Sinhá tinha queixo duro que nem mula velha. De qualquer jeito, não adiantava, porque ninguém ia passar, em seu lugar, o que lhe estava destinado.
( ) Choro de gente enganada, gente de boafé, que caiu no logro, chama atraso. O que a água deu, a água leva. Não pode ser que não lhe tenha acontecido nada. O inferno é aqui mesmo, moço. Quem faz a Deus, paga ao Diabo. Quem rouba, é roubado. Quem fica devendo, sofre calote do outro. Ninguém faça que não pague. ( ) O Bruno foi meu colega por dois anos no Rio de Janeiro. Não o estado do Rio de Janeiro nem a cidade do Rio de Janeiro, claro: me refiro ao colégio que fica aqui em Porto Alegre mesmo, na Lima e Silva. É que morei um tempo na Cidade Baixa antes de o meu pai morrer. Não foi tanto tempo assim, mas foi o tempo suficiente para me matricular no Rio de Janeiro (...).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é