Questões de Vestibular UFRGS 2023 para Vestibular 2024 - 1º Dia
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I - Inserção de uma vírgula antes de ressalta (l. 20). II - Substituição dos travessões das linhas 24 e 25 por parênteses. III- Eliminação das vírgulas depois de Homero (l. 39) e depois de cantados (l. 40).
Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase e mantendose sua correção gramatical?
( ) A autora usa os parênteses (l. 18-19) para fazer uma alteração no argumento utilizado na sequência anterior.
( ) A autora usa a expressão E vem agora o lado prático dessa conversa inicial (l. 34-35) para assinalar ao leitor o momento de inserção de um subtópico relacionado ao tema do texto.
( ) A autora traz dados da cultura grega para argumentar sobre a força da palavra falada.
( ) A autora usa a primeira pessoa do plural para incluir o leitor na sua reflexão sobre o tema do qual trata.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
I - O advérbio banalmente (l. 45) poderia ser deslocado para imediatamente depois de Homero (l. 46).
II - O advérbio hoje (l. 45) poderia ser deslocado para imediatamente depois de chegam (l. 46).
III- A expressão com certeza (l. 48) poderia ser deslocada para imediatamente depois de que (l. 51).
Quais alterações poderiam ser efetuadas sem acarretar mudança de sentido na frase original?
No dia 12 de Janeiro de 1616, o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco aportou na Baía do Guajará, onde fundou o forte do presépio – núcleo original do que mais tarde se tornaria Belém. Tendo assegurada essa região, restou confrontar os holandeses e, no ano de 1623, Pedro Texeira parte do forte para expulsar os inimigos batavos, cujo último ataque e derrota final ocorreu em 1639 na fortaleza portuguesa de Gurupá. Ainda no século XVII, com a chamada revolta de Cumã (1617), houve um repentino e eficaz levante dos grupos Tupinambás desde a capitania de Cumã, passando por São Luís e chegando até Belém. Nesta ocasião, os nativos se posicionaram contra a recém-instaurada administração colonial lusa no Estado do Maranhão e Grão-Pará, respondendo de forma armada e articulada às tentativas de colonização. Dado o caráter da presença francesa e holandesa baseada em uma economia de trocas e que ao máximo estabelecia feitorias, tanto francos quanto batavos construíram uma relação de escambo cuja demanda por produtos não afetava tão profundamente a dinâmica das populações autóctones. Dessa maneira, havia uma política de aliança e comércio que era na medida do possível harmoniosa entre Tupinambás, franceses, holandeses e ingleses. Estes Tupinambás ainda mantinham em sua memória coletiva a lembrança da exploradora e conflituosa relação com os portugueses. A revolta de Cumã, enquanto uma revolta colonial, se insere justamente nesse contexto: os Tupinambás, que já conheciam os portugueses, passaram a usar ferramentas adquiridas no contato com os colonizadores e se impuseram como o verdadeiro inimigo na empreitada de consolidação do território luso na Amazônia. O início do conflito foi o ataque feito por um grupo de indígenas Tupinambás da região de Cumã que levou a óbito 30 soldados portugueses. A suposta causa do ataque teria sido a descoberta, por parte daqueles indígenas, dos interesses portugueses em escravizar os povos da região que não se submetessem à vassalagem imposta pelos colonizadores ibéricos.
RAMALHO, J. P. G.; RENDEIRO NETO, M.; MALULY, V. S.; e GIL, T. L. Os grupos nativos e a morfologia da conquista na América Portuguesa. Nuevo Mundo Mundos Nuevos. Disponível em: <http://journals.openedition.org/nuevomundo/80168>. Acesso em: 29 jul. 2023.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.



