Questões de Vestibular UFRGS 2023 para Vestibular 2024 - 1º Dia
Foram encontradas 15 questões
I - O texto aborda a relação entre as palavras falada e escrita na sociedade, a partir da noção de vulgaridade democrática.
II - O texto afirma que a escola deve se centrar somente na escrita para, via sortilégio da leitura, dar acesso ao mundo da palavra mágica.
III- O texto apresenta as relações entre as palavras falada e escrita, a partir do lugar de cada uma na cultura.
Quais estão corretas?
I - Inserção de uma vírgula antes de ressalta (l. 20). II - Substituição dos travessões das linhas 24 e 25 por parênteses. III- Eliminação das vírgulas depois de Homero (l. 39) e depois de cantados (l. 40).
Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase e mantendose sua correção gramatical?
( ) A autora usa os parênteses (l. 18-19) para fazer uma alteração no argumento utilizado na sequência anterior.
( ) A autora usa a expressão E vem agora o lado prático dessa conversa inicial (l. 34-35) para assinalar ao leitor o momento de inserção de um subtópico relacionado ao tema do texto.
( ) A autora traz dados da cultura grega para argumentar sobre a força da palavra falada.
( ) A autora usa a primeira pessoa do plural para incluir o leitor na sua reflexão sobre o tema do qual trata.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
I - O advérbio banalmente (l. 45) poderia ser deslocado para imediatamente depois de Homero (l. 46).
II - O advérbio hoje (l. 45) poderia ser deslocado para imediatamente depois de chegam (l. 46).
III- A expressão com certeza (l. 48) poderia ser deslocada para imediatamente depois de que (l. 51).
Quais alterações poderiam ser efetuadas sem acarretar mudança de sentido na frase original?
I - A sequência expressa, nos contextos, o modo como a narradora-personagem tematiza diferentes relações entre ela e a sua mãe, com os consequentes sentimentos que emergem dessas relações.
II - A sequência expressa diferentes sentidos por ser uma pergunta antecedida, em alguns contextos de ocorrência, por diferentes nexos e por se relacionar a momentos distintos da narrativa.
III- A sequência expressa, em todos os contextos de ocorrência, o desconhecimento da narradorapersonagem sobre características de sua mãe e o consequente sentimento de culpa sobre esse desconhecimento.
Quais estão corretas?
I - As formas ali (l. 06), Ali (l. 49) e ali (l. 57) fazem referência ao espaço onde morava e circulava a narradora-personagem com a sua mãe.
II - A repetição da palavra martelando (l. 07), seguida de reticências, expressa a ideia de que determinado pensamento comparecia repetidamente na mente da narradora-personagem.
III- As formas verbais no pretérito perfeito e no pretérito imperfeito marcam ações pontuais e ações contínuas, respectivamente.
Quais estão corretas?
Considere o fragmento no contexto do enredo do romance.
Francisco Teodoro sorria-se do seu espanto, e para que ele não perdesse de novo o endereço, chamou um rapaz do armazém, o Ribas, e mandou-o acompanhar o médico até a casa do enfermo. – Será melhor assim – disse ele –, não haverá perigo de errar o caminho, porque, conquanto você seja carioca, nesta parte da cidade, olhe que é mais estrangeiro do que eu! O Ribas sacudiu a poeira do chapéu, enterrou-o até as orelhas enormes, e, balançando os longos braços sem punhos, dentro dum casaco enfiado à pressa, caminhou adiante, todo vergado, como um velho… E por toda a rua de São Bento, ele guardou aquela compostura, sem relentar os passos nem voltar a cabeça. Entrado na da Prainha, modificou a atitude de caixeiro em serviço, foise deixando ficar atrás, até marchar ao lado do médico, morto por lhe pedir um cigarrinho. [...] Continuaram calados o seu caminho. E era um caminho todo novo para o médico, que o achava interessante na sua fealdade, extravagante no seu conjunto de velharias e sobejidões. A novidade do meio dava-lhe um prazer de viagem: becos sórdidos, marinhando pelo morro; casas acavaladas, de paredes sujas; janelas onde não acenava a graça de uma cortina nem aparecia um busto de mulher; caras preocupadas, grossos troncos arfantes de homens de grande musculatura, e ruído brutal de veículos pesadões faziam daquele canto da sua cidade, uma cidade alheia, infernal, preocupada bestialmente pelo pão.
Assinale a alternativa correta sobre o fragmento.
Tinham o temor de que aqueles saudáveis expoentes de duas raças secularmente entrecruzadas passassem pela vergonha de engendrar iguanas. Já existia um precedente tremendo. Uma tia de Úrsula, casada com um tio de José Arcadio Buendía, teve um filho que passou a vida toda com calças-balão, e frouxas, e que morreu sangrando depois de haver vivido quarenta e dois anos no mais puro estado de virgindade, porque nasceu e cresceu com uma cauda cartilaginosa em forma de saca-rolha e com uma escovinha de pelos na ponta. Uma cauda de porco que não se deixou ver jamais por mulher alguma, (...). José Arcadio Buendía, com a ligeireza de seus dezenove anos, resolveu o problema com uma frase só: “Não me importa ter leitõezinhos, desde que consigam falar”.
Assinale a alternativa correta sobre o trecho, considerando, também, a leitura integral dessa obra.
I - A “herança” do Vô Vicêncio permitiu que Luandi comprasse uma casa para acolher sua mãe e sua irmã, Ponciá.
II - Nêngua Kainda representa uma voz ancestral que orienta as personagens na realização de seus destinos.
III- A trajetória de Ponciá se completa quando reencontra sua mãe e seu irmão.
Quais estão corretas?
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1 - Blau Nunes 2 - Naziazeno Barbosa 3 - Rodrigo Terra Cambará 4 - Camilo Mortágua 5 - Mayer Guinzburg
( ) – O sr. pensa que eu tenho alguma fábrica de dinheiro? (O diretor diz essas coisas a ele, mas olha para todos, como que a dar uma explicação a todos. Todas as caras sorriem.) Quando o seu filho esteve doente, eu o ajudei como pude. Não me peça mais nada.
( ) Era o retrato de alguém que amava intensamente a vida, que tinha ânsias de abraçá-la, de gozá-la totalmente e com pressa. Sim, ele se reconhecia naquela imagem: a tela mostrava não apenas sua aparência física, as suas roupas, o seu "ar", mas também seus pensamentos, seus desejos, sua alma.
( ) O guasca sadio, a um tempo leal e ingênuo, impulsivo na alegria e na temeridade, precavido, perspicaz, sóbrio e infatigável; e dotado de uma memória de rara nitidez brilhando através de imaginosa e encantadora loquacidade servida e floreada pelo vivo e pitoresco dialeto gauchesco.
( ) Birobidjan. Um dia os judeus do Bom Fim reconheceriam a importância deste nome. Birobidjan: a redenção do povo judeu, o fim das peregrinações.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
No dia 12 de Janeiro de 1616, o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco aportou na Baía do Guajará, onde fundou o forte do presépio – núcleo original do que mais tarde se tornaria Belém. Tendo assegurada essa região, restou confrontar os holandeses e, no ano de 1623, Pedro Texeira parte do forte para expulsar os inimigos batavos, cujo último ataque e derrota final ocorreu em 1639 na fortaleza portuguesa de Gurupá. Ainda no século XVII, com a chamada revolta de Cumã (1617), houve um repentino e eficaz levante dos grupos Tupinambás desde a capitania de Cumã, passando por São Luís e chegando até Belém. Nesta ocasião, os nativos se posicionaram contra a recém-instaurada administração colonial lusa no Estado do Maranhão e Grão-Pará, respondendo de forma armada e articulada às tentativas de colonização. Dado o caráter da presença francesa e holandesa baseada em uma economia de trocas e que ao máximo estabelecia feitorias, tanto francos quanto batavos construíram uma relação de escambo cuja demanda por produtos não afetava tão profundamente a dinâmica das populações autóctones. Dessa maneira, havia uma política de aliança e comércio que era na medida do possível harmoniosa entre Tupinambás, franceses, holandeses e ingleses. Estes Tupinambás ainda mantinham em sua memória coletiva a lembrança da exploradora e conflituosa relação com os portugueses. A revolta de Cumã, enquanto uma revolta colonial, se insere justamente nesse contexto: os Tupinambás, que já conheciam os portugueses, passaram a usar ferramentas adquiridas no contato com os colonizadores e se impuseram como o verdadeiro inimigo na empreitada de consolidação do território luso na Amazônia. O início do conflito foi o ataque feito por um grupo de indígenas Tupinambás da região de Cumã que levou a óbito 30 soldados portugueses. A suposta causa do ataque teria sido a descoberta, por parte daqueles indígenas, dos interesses portugueses em escravizar os povos da região que não se submetessem à vassalagem imposta pelos colonizadores ibéricos.
RAMALHO, J. P. G.; RENDEIRO NETO, M.; MALULY, V. S.; e GIL, T. L. Os grupos nativos e a morfologia da conquista na América Portuguesa. Nuevo Mundo Mundos Nuevos. Disponível em: <http://journals.openedition.org/nuevomundo/80168>. Acesso em: 29 jul. 2023.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
[…] o título 2º da Constituição marcando os cidadaos brasileiros não distinguio o roxo do amarello o vermelho do preto, mas o dictador Zeferino, na Patria dos Agostinhos e Caneeas, ouzou em menos cabo da grande Lei cravar agudo punhal em os peitos Brasileiros.
Disponível em: <https://bdlb.bn.gov.br/acervo/handle/20.500.12156.3/41594>. Acesso em: 29 jul. 2023.
O texto em questão faz uma crítica à tentativa do Presidente da Província de Pernambuco de proibir a participação de negros em determinados postos da Guarda Nacional. Trata-se de um documento histórico que pode ser utilizado para compreender as práticas de resistência e organização
A partir do início de 1942, em Auschwitz e nos Lager subordinados (em 1944, cerca de quarenta), o número de controle dos prisioneiros não era mais somente costurado nas roupas, mas tatuado no antebraço esquerdo. […] A operação era pouco dolorosa e não durava mais que um minuto, mas era traumática. Seu significado simbólico estava claro para todos: este é um sinal indelével, daqui não sairão mais; [...] Vocês não têm mais nome: este é seu nome. A violência da tatuagem era gratuita, um fim em si mesmo, pura ofensa: não bastavam os três números de pano costurados nas calças, no casaco e no agasalho de inverno? Não, não bastavam: era preciso algo mais, uma mensagem não verbal, a fim de que o inocente sentisse escrita na carne sua condenação. […] Quarenta anos depois, minha tatuagem se tornou parte do meu corpo. Não me vanglorio dela nem me envergonho, não a exibo nem a escondo. Mostro-a de má vontade a quem me pede por pura curiosidade; prontamente e com ira, a quem se declara incrédulo. Muitas vezes os jovens me perguntam por que não a retiro, e isto me espanta: por que deveria? Não somos muitos no mundo a trazer esse testemunho.
LEVI, P. Os afogados e os sobreviventes. São Paulo/Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016. p. 96-97.
No trecho acima, Primo Levi, italiano que sobreviveu aos campos de concentração nazistas, narra aspectos da sua experiência em Auschwitz que sintetizam um dos objetivos fundamentais dos campos de concentração. Esse objetivo diz respeito







