Questões de Vestibular UFRGS 2023 para Vestibular - 1º Dia
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A descoberta de artefatos, sarcófagos e a estruturação de sítios arqueológicos no Egito datam do século XIX. Muitas dessas descobertas encontram-se em museus fora do Egito, e isso está relacionado, entre outros fatores, ao imperialismo e ao colonialismo das potências europeias daquele período. Uma das descobertas mais conhecidas é a de 1922 do túmulo de Tutancâmon (1.333 a.C. e 1.323 a.C.) em uma pirâmide no Vale dos Reis. Em abril de 2022, na cidade do Cairo, no Egito, aconteceu um grande desfile público de 22 sarcófagos com múmias. Elas foram levadas do Museu Egípcio para o recéminaugurado Museu Nacional da Civilização Egípcia. Um forte esquema de segurança e de tecnologia para o armazenamento das múmias garantiu que o cortejo acontecesse sem danos nas peças transportadas. No mês seguinte, foi anunciada a descoberta de mais de 250 sarcófagos, estátuas e um papiro com cerca de nove metros de comprimento em um sítio arqueológico perto da cidade do Cairo. Nesse papiro, há trechos do Livro dos Mortos.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre as sociedades do Egito Antigo e o conhecimento que se tem delas.
( ) Os faraós homens eram os únicos a serem mumificados.
( ) As descobertas arqueológicas permitem ampliar o conhecimento sobre as antigas sociedades.
( ) A dominação imperialista de algumas potências do século XIX gerou grande parte dos acervos de grandes museus fora do Egito.
( ) O papiro é uma planta que existia em grande quantidade no Egito antigo e era usada, entre outras coisas, para o registro escrito de diferentes tipos de informações.
A sequência correta do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
[...] na época de Maomé, o judaísmo e o cristianismo já estavam presentes e bem estabelecidos. O Profeta referia-se a uma revelação comum, que ele vinha completar e retificar por meio do Alcorão, última mensagem de Deus. Para os muçulmanos, judeus e cristãos eram crentes parciais, incompletos, inacabados, que haviam recebido uma parte da revelação. Para os cristãos, os judeus desempenhavam um papel semelhante, e eram, por assim dizer, ‘protegidos’ pelas mesmas razões, embora de maneira geralmente menos tolerante. Em compensação, consideravam o islã [...] como um desvio, uma heresia, uma perversão da religião revelada ou mesmo paganismo. [...] Outra diferença: o jihad prega a conquista; a guerra santa, a reconquista.
FLORI, Jean. Guerra Santa: formação da ideia de cruzada no ocidente cristão. Trad. Ivone Benedetti. Campinas: Editora UNICAMP, 2013. p. 357-358.
Sobre as relações entre as três religiões monoteístas, citadas no trecho acima, considere as afirmações abaixo.
I - As cruzadas diferenciavam-se da ideia de reconquista.
II - As convocações papais contra os muçulmanos, na época em que viveu Maomé (século VII da era Cristã), tornaram-se comuns por causa da expansão islâmica.
III- As acusações de heresia, perversão ou paganismo dos muçulmanos, feitas pelos cristãos, foram argumentos usados para justificar as cruzadas.
Quais estão corretas?
O imperialismo não acabou, não virou de repente ‘passado’ ao se iniciar, com a descolonização, a desmontagem dos impérios clássicos. Toda uma herança de vínculos ainda liga países como Argélia e Índia à França e Inglaterra, respectivamente. Um novo e imenso contingente de muçulmanos, africanos e centro-americanos dos antigos territórios coloniais agora reside na Europa metropolitana; mesmo Itália, Alemanha e Escandinávia têm, hoje, de enfrentar esses movimentos populacionais, que em larga medida resultam do imperialismo e da descolonização, bem como da expansão da população europeia. Ademais, o fim da Guerra Fria e da União Soviética alterou definitivamente o mapa mundial. O triunfo dos Estados Unidos como a última superpotência sugere que um novo arranjo de linhas de força irá estruturar o mundo, e elas já começavam a se evidenciar desde as décadas de 1960 e 1970.
Adaptado de: SAID, Edward W. Cultura e Imperialismo. Trad. Denise Bottman. São Paulo: Cia das Letras, 1999. p. 349.
A partir do segmento, assinale a alternativa correta.
Nasci e cresci na escravidão, permaneci em estado de escravatura por 27 anos. Desde que cheguei ao Norte, precisei trabalhar com afinco para me sustentar e dar educação aos meus filhos. [...] sinceramente, desejo despertar nas mulheres do Norte a consciência da condição de 2 milhões de mulheres no Sul, ainda em cativeiro, sofrendo o que eu sofri – a maior parte delas sofre muito mais. Quero somar meu relato ao de escritores mais capazes para convencer as pessoas dos Estados Livres sobre o que a escravidão de fato é. Apenas por meio da experiência é possível perceber a profundeza, a escuridão e o fedor daquele poço de abominações.
JACOBS, Harriet Ann. Incidentes na vida de uma menina escrava. Tradução Ana Ban. São Paulo: Todavia, 2019. p. 09-10.
Harriet Ann Jacobs (1813-1897) é a autora dessa obra. Nascida sob o regime de escravidão, fugiu do Sul, onde vivia essa situação por volta de 1830, e foi para o Norte. A obra é datada de 1861. A autora assinou, à época, como Linda Brent.
Assinale a alternativa correta em relação à história da escravidão nos Estados Unidos da América.