Questões de Vestibular UEM 2013 para Vestibular - Etapa 1 - Espanhol

Foram encontradas 39 questões

Q1362638 Português
TEXTO 1
Sair ou não sair, eis a questão!

Entrevista com Dr.ª Olga Inês Tessari


(Texto adaptado. Disponível em <http://olgatessari.com/id225.htm >. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 2
Sair de casa requer planejamento e maturidade
Eduardo Gois
Dependência dos filhos revela pais despreparados para nova realidade 

(Texto adaptado. Disponível em <http://jornalsantuario.wordpress.com/2012/07/26/sair-de-casarequer-planejamento-e-maturidade/>. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 3
No dia em que eu saí de casa
Intérpretes: Zezé Di Camargo e Luciano
      No dia em que eu saí de casa,
      Minha mãe me disse:
      – Filho, vem cá!

5    Passou a mão em meus cabelos,
      Olhou em meus olhos,
      Começou falar:

      – Por onde você for, eu sigo
10  Com meu pensamento,
      Sempre onde estiver.

      – Em minhas orações,
      Eu vou pedir a Deus
15  Que ilumine os passos seus.

      Eu sei que ela nunca compreendeu
      Os meus motivos de sair de lá.

20  Mas ela sabe que, depois que cresce,
      O filho vira passarinho e quer voar.

      Eu bem queria continuar ali,
      Mas o destino quis me contrariar.
25
      E o olhar de minha mãe na porta
      Eu deixei, chorando a me abençoar.

      A minha mãe, naquele dia,
30  Me falou do mundo como ele é.

      Parece que ela conhecia
      Cada pedra em que eu iria pôr o pé.

35  E sempre ao lado do meu pai,
      Da pequena cidade ela jamais saiu.

      Ela me disse assim:
      – Meu filho, vá com Deus,
40  Que este mundo inteiro é seu.
                                        (...)

(Texto adaptado. Disponível em <http://zeze-di-camargo-eluciano.musicas.mus.br/letras/85384>. Acesso em 28/05/2013.)

Sobre os textos 1, 2 e 3, assinale a alternativa correta.
O autor do texto 2 aborda a “síndrome do ninho vazio” (linhas 28-29), que, para ele, ocorre quando os pais não se conscientizam de que os filhos “devem seguir o seu próprio caminho” (linhas 38-39), contrapondo-se à compreensão da mãe do texto 3, para quem, “depois que cresce,/ O filho vira passarinho e quer voar” (linhas 20-21).
Alternativas
Q1362639 Português
TEXTO 1
Sair ou não sair, eis a questão!

Entrevista com Dr.ª Olga Inês Tessari


(Texto adaptado. Disponível em <http://olgatessari.com/id225.htm >. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 2
Sair de casa requer planejamento e maturidade
Eduardo Gois
Dependência dos filhos revela pais despreparados para nova realidade 

(Texto adaptado. Disponível em <http://jornalsantuario.wordpress.com/2012/07/26/sair-de-casarequer-planejamento-e-maturidade/>. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 3
No dia em que eu saí de casa
Intérpretes: Zezé Di Camargo e Luciano
      No dia em que eu saí de casa,
      Minha mãe me disse:
      – Filho, vem cá!

5    Passou a mão em meus cabelos,
      Olhou em meus olhos,
      Começou falar:

      – Por onde você for, eu sigo
10  Com meu pensamento,
      Sempre onde estiver.

      – Em minhas orações,
      Eu vou pedir a Deus
15  Que ilumine os passos seus.

      Eu sei que ela nunca compreendeu
      Os meus motivos de sair de lá.

20  Mas ela sabe que, depois que cresce,
      O filho vira passarinho e quer voar.

      Eu bem queria continuar ali,
      Mas o destino quis me contrariar.
25
      E o olhar de minha mãe na porta
      Eu deixei, chorando a me abençoar.

      A minha mãe, naquele dia,
30  Me falou do mundo como ele é.

      Parece que ela conhecia
      Cada pedra em que eu iria pôr o pé.

35  E sempre ao lado do meu pai,
      Da pequena cidade ela jamais saiu.

      Ela me disse assim:
      – Meu filho, vá com Deus,
40  Que este mundo inteiro é seu.
                                        (...)

(Texto adaptado. Disponível em <http://zeze-di-camargo-eluciano.musicas.mus.br/letras/85384>. Acesso em 28/05/2013.)

Sobre os textos 1, 2 e 3, assinale a alternativa correta.
O “amadurecimento emocional” (linhas 17-18) de que trata o texto 2 implica atitudes como a descrita no texto 3, em “Eu bem queria continuar ali,/ Mas o destino quis me contrariar./ E o olhar de minha mãe na porta/ Eu deixei, chorando a me abençoar” (linhas 23-27).
Alternativas
Q1362640 Português
TEXTO 1
Sair ou não sair, eis a questão!

Entrevista com Dr.ª Olga Inês Tessari


(Texto adaptado. Disponível em <http://olgatessari.com/id225.htm >. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 2
Sair de casa requer planejamento e maturidade
Eduardo Gois
Dependência dos filhos revela pais despreparados para nova realidade 

(Texto adaptado. Disponível em <http://jornalsantuario.wordpress.com/2012/07/26/sair-de-casarequer-planejamento-e-maturidade/>. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 3
No dia em que eu saí de casa
Intérpretes: Zezé Di Camargo e Luciano
      No dia em que eu saí de casa,
      Minha mãe me disse:
      – Filho, vem cá!

5    Passou a mão em meus cabelos,
      Olhou em meus olhos,
      Começou falar:

      – Por onde você for, eu sigo
10  Com meu pensamento,
      Sempre onde estiver.

      – Em minhas orações,
      Eu vou pedir a Deus
15  Que ilumine os passos seus.

      Eu sei que ela nunca compreendeu
      Os meus motivos de sair de lá.

20  Mas ela sabe que, depois que cresce,
      O filho vira passarinho e quer voar.

      Eu bem queria continuar ali,
      Mas o destino quis me contrariar.
25
      E o olhar de minha mãe na porta
      Eu deixei, chorando a me abençoar.

      A minha mãe, naquele dia,
30  Me falou do mundo como ele é.

      Parece que ela conhecia
      Cada pedra em que eu iria pôr o pé.

35  E sempre ao lado do meu pai,
      Da pequena cidade ela jamais saiu.

      Ela me disse assim:
      – Meu filho, vá com Deus,
40  Que este mundo inteiro é seu.
                                        (...)

(Texto adaptado. Disponível em <http://zeze-di-camargo-eluciano.musicas.mus.br/letras/85384>. Acesso em 28/05/2013.)

Sobre os textos 1, 2 e 3, assinale a alternativa correta.
No texto 2, a expressão “suar a própria camisa” (linha 7) aproxima-se do sentido contido em “se sustentar sozinho” (linhas 19-20), no texto 1.
Alternativas
Q1362642 Português
TEXTO 1
Sair ou não sair, eis a questão!

Entrevista com Dr.ª Olga Inês Tessari



(Texto adaptado. Disponível em <http://olgatessari.com/id225.htm >. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 2
Sair de casa requer planejamento e maturidade
Eduardo Gois
Dependência dos filhos revela pais despreparados para nova realidade 



(Texto adaptado. Disponível em <http://jornalsantuario.wordpress.com/2012/07/26/sair-de-casarequer-planejamento-e-maturidade/>. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 3
No dia em que eu saí de casa
Intérpretes: Zezé Di Camargo e Luciano
      No dia em que eu saí de casa,
      Minha mãe me disse:
      – Filho, vem cá!

5    Passou a mão em meus cabelos,
      Olhou em meus olhos,
      Começou falar:

      – Por onde você for, eu sigo
10  Com meu pensamento,
      Sempre onde estiver.

      – Em minhas orações,
      Eu vou pedir a Deus
15  Que ilumine os passos seus.

      Eu sei que ela nunca compreendeu
      Os meus motivos de sair de lá.

20  Mas ela sabe que, depois que cresce,
      O filho vira passarinho e quer voar.

      Eu bem queria continuar ali,
      Mas o destino quis me contrariar.
25
      E o olhar de minha mãe na porta
      Eu deixei, chorando a me abençoar.

      A minha mãe, naquele dia,
30  Me falou do mundo como ele é.

      Parece que ela conhecia
      Cada pedra em que eu iria pôr o pé.

35  E sempre ao lado do meu pai,
      Da pequena cidade ela jamais saiu.

      Ela me disse assim:
      – Meu filho, vá com Deus,
40  Que este mundo inteiro é seu.
                                        (...)

(Texto adaptado. Disponível em <http://zeze-di-camargo-eluciano.musicas.mus.br/letras/85384>. Acesso em 28/05/2013.)

Assinale o que for correto, considerando a leitura dos textos 1, 2 e 3.
A linguagem usada nos textos 1 e 2 aponta para o registro culto da língua portuguesa escrita, enquanto o texto 3, devido aos seus objetivos e às suas finalidades, apresenta marcas de oralidade, adequando-se ao seu contexto de uso.
Alternativas
Q1362644 Português
TEXTO 1
Sair ou não sair, eis a questão!

Entrevista com Dr.ª Olga Inês Tessari



(Texto adaptado. Disponível em <http://olgatessari.com/id225.htm >. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 2
Sair de casa requer planejamento e maturidade
Eduardo Gois
Dependência dos filhos revela pais despreparados para nova realidade 



(Texto adaptado. Disponível em <http://jornalsantuario.wordpress.com/2012/07/26/sair-de-casarequer-planejamento-e-maturidade/>. Acesso em 28/05/2013.)

TEXTO 3
No dia em que eu saí de casa
Intérpretes: Zezé Di Camargo e Luciano
      No dia em que eu saí de casa,
      Minha mãe me disse:
      – Filho, vem cá!

5    Passou a mão em meus cabelos,
      Olhou em meus olhos,
      Começou falar:

      – Por onde você for, eu sigo
10  Com meu pensamento,
      Sempre onde estiver.

      – Em minhas orações,
      Eu vou pedir a Deus
15  Que ilumine os passos seus.

      Eu sei que ela nunca compreendeu
      Os meus motivos de sair de lá.

20  Mas ela sabe que, depois que cresce,
      O filho vira passarinho e quer voar.

      Eu bem queria continuar ali,
      Mas o destino quis me contrariar.
25
      E o olhar de minha mãe na porta
      Eu deixei, chorando a me abençoar.

      A minha mãe, naquele dia,
30  Me falou do mundo como ele é.

      Parece que ela conhecia
      Cada pedra em que eu iria pôr o pé.

35  E sempre ao lado do meu pai,
      Da pequena cidade ela jamais saiu.

      Ela me disse assim:
      – Meu filho, vá com Deus,
40  Que este mundo inteiro é seu.
                                        (...)

(Texto adaptado. Disponível em <http://zeze-di-camargo-eluciano.musicas.mus.br/letras/85384>. Acesso em 28/05/2013.)

Assinale o que for correto, considerando a leitura dos textos 1, 2 e 3.
No texto 3, evidencia-se o uso coloquial da linguagem na sequência textual “Filho, vem cá!” (linha 3), se a confrontarmos com a sequência “Por onde você for, eu sigo” (linha 9), pois, segundo as normas da língua culta escrita, a primeira sequência deveria ser assim construída: “Filho, venha cá”, para se adequar ao tratamento “você”.
Alternativas
Q1362646 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Gregório de Matos e ao poema abaixo.

A OUTRA FREIRA QUE SATIRIZANDO A DELGADA FISIONOMIA DO POETA LHE CHAMOU DE PICA-FLOR.

DÉCIMA
Se Pica-flor me chamais,
Pica-flor aceito ser,
mas resta agora saber,
se no nome, que me dais,
meteis a flor, que guardais
no passarinho melhor!
se me dais este favor,
sendo só de mim o Pica,
e o mais vosso, claro fica,
que fico então Pica-flor.
(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 137-138.)
Gregório de Matos é poeta barroco e o poema representa a face satírica da produção do poeta. Ele também escreveu poemas líricos e religiosos.
Alternativas
Q1362647 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Gregório de Matos e ao poema abaixo.

A OUTRA FREIRA QUE SATIRIZANDO A DELGADA FISIONOMIA DO POETA LHE CHAMOU DE PICA-FLOR.

DÉCIMA
Se Pica-flor me chamais,
Pica-flor aceito ser,
mas resta agora saber,
se no nome, que me dais,
meteis a flor, que guardais
no passarinho melhor!
se me dais este favor,
sendo só de mim o Pica,
e o mais vosso, claro fica,
que fico então Pica-flor.
(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 137-138.)
A obra poética de Gregório de Matos ataca dogmas religiosos e agride representantes da Igreja. Os poemas negam a existência de Deus e ridicularizam a figura dos religiosos como forma de enfraquecer a fé cristã.
Alternativas
Q1362648 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Gregório de Matos e ao poema abaixo.

A OUTRA FREIRA QUE SATIRIZANDO A DELGADA FISIONOMIA DO POETA LHE CHAMOU DE PICA-FLOR.

DÉCIMA
Se Pica-flor me chamais,
Pica-flor aceito ser,
mas resta agora saber,
se no nome, que me dais,
meteis a flor, que guardais
no passarinho melhor!
se me dais este favor,
sendo só de mim o Pica,
e o mais vosso, claro fica,
que fico então Pica-flor.
(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 137-138.)
“Pica-flor” é sinônimo de “beija-flor”, pássaro que existe em abundância nas terras brasileiras, o que o identifica com o cenário nacional. De fato, a exaltação e a idealização da flora e da fauna brasileiras é o traço mais forte da produção literária de Gregório de Matos, pois está presente nos poemas satíricos, líricos e religiosos.
Alternativas
Q1362649 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Gregório de Matos e ao poema abaixo.

A OUTRA FREIRA QUE SATIRIZANDO A DELGADA FISIONOMIA DO POETA LHE CHAMOU DE PICA-FLOR.

DÉCIMA
Se Pica-flor me chamais,
Pica-flor aceito ser,
mas resta agora saber,
se no nome, que me dais,
meteis a flor, que guardais
no passarinho melhor!
se me dais este favor,
sendo só de mim o Pica,
e o mais vosso, claro fica,
que fico então Pica-flor.
(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 137-138.)
Apesar da grosseria com que ataca a freira, o poema antecipa os motivos árcades quando faz a exaltação do passarinho e da flor. A alegria e os elementos bucólicos revelam, na composição do poema, a integração entre o ser humano e a natureza, própria do Arcadismo.
Alternativas
Q1362650 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Gregório de Matos e ao poema abaixo.

A OUTRA FREIRA QUE SATIRIZANDO A DELGADA FISIONOMIA DO POETA LHE CHAMOU DE PICA-FLOR.

DÉCIMA
Se Pica-flor me chamais,
Pica-flor aceito ser,
mas resta agora saber,
se no nome, que me dais,
meteis a flor, que guardais
no passarinho melhor!
se me dais este favor,
sendo só de mim o Pica,
e o mais vosso, claro fica,
que fico então Pica-flor.
(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 137-138.)
A “décima” é um tipo de composição com dez versos e que apresenta rimas livres. Até Gregório de Matos, a décima era exclusivamente destinada à poesia religiosa. Ao se apropriar da décima para ridicularizar a freira, o poeta mostra uma de suas principais características: renovar a arte literária e exaltar a sensualidade feminina.
Alternativas
Q1362651 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
O fragmento de Marília de Dirceu expressa um momento artístico no qual os poetas buscavam a simplicidade na poesia, abolindo as inutilidades, ideia preconizada pelo esquema de pensamento do Arcadismo, denominado inutilia truncat.
Alternativas
Q1362652 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
Embora a simplicidade seja uma característica importante do Arcadismo, no fragmento acima transcrito, isso não ocorre, pois o eu poético discute com a amada a brevidade da vida, utilizando-se de recursos que resultam em linguagem mais elaborada, especialmente com emprego de figuras como a antítese, observada nos versos “Rugam-se as faces, o cabelo alveja,/ Mal chega a longa idade”. O processo de composição traduz o tom erótico e sensual do poema.
Alternativas
Q1362653 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
Com versos distribuídos com regularidade métrica, em oitavas, rimas abbacded, nas duas estrofes, o fragmento aborda o esquema de pensamento carpe diem, a partir do qual o pastor, ciente da passagem do tempo e da consequente brevidade da vida, convida a amada a aproveitar o momento presente.
Alternativas
Q1362654 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
As convenções árcades manifestam-se no fragmento pela evocação do mundo pastoril e pela delegação poética, recurso que consiste em transferir a manifestação do eu a um pastor, homem rústico que encobre o poeta, indivíduo civilizado e distante da vida no campo.
Alternativas
Q1362655 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
A leitura do fragmento revela dois momentos na exposição dos sentimentos do eu poético. No primeiro, assume um tom mais racional, equilibrado e expõe, de modo geral, a passagem do tempo; no segundo, há uma exposição maior das emoções do eu poético, observada, principalmente, pelo emprego de interrogações, pela forma verbal em 1.ª pessoa do plural (“havemos”) e pelo uso de pronomes pessoais como “nossa”, em “nossa estrela”, e “minha”, em “minha Marília”, elementos formais que apontam para a representação de sentimentos pessoais.
Alternativas
Q1362656 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Cláudio Manuel da Costa e ao poema abaixo.

XXVIII
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco, neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da ideia me converto
Na bela causa do meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000, p. 57.) 
A primeira estrofe mostra que o eu poético sente como se ele e a amada fossem um só ser. A união entre o eu e a amada expressa a ruptura árcade com o mundo racional e mostra a entrada no universo onírico e surreal, onde a lógica deixa de fazer sentido.
Alternativas
Q1362657 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Cláudio Manuel da Costa e ao poema abaixo.

XXVIII
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco, neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da ideia me converto
Na bela causa do meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000, p. 57.) 
O poema é um soneto, composição textual que tem quatro estrofes e quatorze versos. As rimas apresentam o seguinte esquema: abba/abba/cdc/dcd. A medida rígida do soneto requer o trabalho racional com a linguagem e com a exposição dos sentimentos.
Alternativas
Q1362659 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Cláudio Manuel da Costa e ao poema abaixo.

XXVIII
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco, neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da ideia me converto
Na bela causa do meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000, p. 57.) 
O soneto pertence à fase barroca de Cláudio Manuel da Costa e expressa o conflito interno vivido pelo eu poético, ao mesmo tempo dividido entre o mundo real e o mundo ideal. O verso final expressa os delírios e os exageros sentimentais do Barroco.
Alternativas
Q1362660 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Cláudio Manuel da Costa e ao poema abaixo.

XXVIII
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco, neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da ideia me converto
Na bela causa do meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000, p. 57.) 
O sofrimento por amor é marca dos poemas de Cláudio Manuel da Costa. Há sempre um eu poético descrente na possibilidade de ser feliz no mundo físico e que busca se livrar do conflito por meio da evasão para dentro de si mesmo (como é o caso do poema) e por meio da volta à infância, época em que não há conflitos internos.
Alternativas
Respostas
20: C
21: C
22: C
23: C
24: C
25: C
26: E
27: E
28: E
29: E
30: C
31: E
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37: E
38: E