Questões de Vestibular UEM 2010 para Vestibular - EAD - Prova 2 - Inglês

Foram encontradas 11 questões

Q1336857 Literatura
Assinale o que for correto sobre estilos de época na literatura. 
A temática da morte associada ao amor consiste em um dos principais pilares do Romantismo. Trata-se de tomar a morte como promessa de descanso, refúgio para as dores nascidas como consequência do amor não correspondido. Os versos ultrarromânticos de Álvares de Azevedo, como os que seguem, são, nesse sentido, exemplares: “Não te rias de mim, meu anjo lindo!/ Por ti – as noites eu velei chorando,/ Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!”
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Q1336862 Literatura
Assinale o que for correto sobre o romance Senhora, de José de Alencar. 
Há situações que não se explicam segundo as leis lógicas e causais do mundo exterior ao texto. Essas situações tornam o romance uma expressão do “realismo mágico”, ou seja, a realidade lógica tal qual se apresenta no mundo físico é quebrada com o surgimento de seres sobrenaturais. Um dos exemplos desse realismo mágico no romance de Alencar é quando aparece o fantasma do avô para indicar o lugar onde escondeu, quando vivo, o seu tesouro.
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Q1336863 Literatura
Assinale o que for correto sobre o romance Senhora, de José de Alencar. 
O título do romance indica o tratamento cerimonioso concedido a Aurélia depois que recebe a herança do avô e se torna uma poderosa aristocrata e dona de engenhos. No entanto, o puritanismo aristocrata do século XIX não aceitava uma mulher solteira nos círculos sociais, o que faz Aurélia propor casamento a Fernando Seixas. Senhora é uma crítica ao conservadorismo moral da época.
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Q1336864 Literatura
Assinale o que for correto sobre o romance Senhora, de José de Alencar. 
Senhora é narrado em terceira pessoa por um narrador intruso que, a todo momento, manifesta-se solidário ao comportamento de Fernando Seixas, quando este decide se casar com uma moça rica e, assim, garantir o futuro de sua família, empobrecida com a morte do pai. Em alguns momentos, o narrador chega a se colocar em primeira pessoa para explicar e justificar as atitudes de Fernando. Os constantes comentários e as defesas do narrador com relação a Fernando mostram uma postura machista que vê como legítimo o fato de o homem se envolver com várias moças até escolher a melhor pretendente.
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Q1336865 Literatura
Assinale o que for correto sobre o romance Senhora, de José de Alencar. 
Após a cerimônia de casamento, Aurélia explica a Fernando Seixas: “Sou rica, muito rica, sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o”. Essas palavras de Aurélia mostram raiva, arrogância, baixam Fernando à categoria de “coisa”. A verdade, porém, é que a agressividade de Aurélia não é senão a vingança pela humilhação de ter sido trocada pelo dote de outra mulher. A raiva de Aurélia é uma máscara momentânea para esconder o amor que sente por Fernando, amor que será revelado no final do texto.
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Q1336866 Literatura
Assinale o que for correto sobre o romance Senhora, de José de Alencar. 
O texto pertence à estética romântica e põe em evidência os encontros e desencontros entre Aurélia Camargo e Fernando Seixas. Embora casados, o casal vive muitos conflitos, pois Aurélia acusa Fernando de ser um interesseiro, uma vez que ele aceitou casar-se pelo dote, sem saber que ela era a noiva. Meses depois, Fernando consegue restituir a Aurélia o valor do dote e, assim, alcança sua redenção moral. No final do romance, o casal assume seus sentimentos, e o casamento é consumado na plenitude.
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Q1336867 Literatura
Leia o poema de Gonçalves Dias e responda o que for correto.

Sobre o túmulo de um menino

O invólucro de um anjo aqui descansa,
Alma do céu nascida entre amargores,
Como flor entre espinhos! – tu, que passas,
Não perguntes quem foi. – Nuvem risonha
Que um instante correu no mar da vida;
Romper da aurora que não teve ocaso,
Realidade no céu, na terra um sonho!
Fresca rosa nas ondas da existência,
Levada à plaga eterna do infinito,
Como of´renda de amor ao Deus que o rege;
Não perguntes quem foi, não chores: passa. 
O verso “O invólucro de um anjo aqui descansa” carrega duas metáforas (“invólucro” e “anjo”) e um eufemismo (“descansa”). As metáforas propõem uma comparação implícita, e o eufemismo supõe uma suavização de sentido. Assim sendo, a palavra “invólucro” remete tanto a caixão como a corpo do menino, a palavra “anjo” remete à criança, e a palavra “descansa” remete a está enterrado
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Q1336868 Literatura
Leia o poema de Gonçalves Dias e responda o que for correto.

Sobre o túmulo de um menino

O invólucro de um anjo aqui descansa,
Alma do céu nascida entre amargores,
Como flor entre espinhos! – tu, que passas,
Não perguntes quem foi. – Nuvem risonha
Que um instante correu no mar da vida;
Romper da aurora que não teve ocaso,
Realidade no céu, na terra um sonho!
Fresca rosa nas ondas da existência,
Levada à plaga eterna do infinito,
Como of´renda de amor ao Deus que o rege;
Não perguntes quem foi, não chores: passa. 
As palavras que descrevem o menino se referem à brevidade da existência: “nuvem”, “aurora”, “fresca rosa”, “ondas”. O uso de tais palavras é uma forma de mostrar como foi curta a vida daquele que está enterrado ali.
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Q1336869 Literatura
Leia o poema de Gonçalves Dias e responda o que for correto.

Sobre o túmulo de um menino

O invólucro de um anjo aqui descansa,
Alma do céu nascida entre amargores,
Como flor entre espinhos! – tu, que passas,
Não perguntes quem foi. – Nuvem risonha
Que um instante correu no mar da vida;
Romper da aurora que não teve ocaso,
Realidade no céu, na terra um sonho!
Fresca rosa nas ondas da existência,
Levada à plaga eterna do infinito,
Como of´renda de amor ao Deus que o rege;
Não perguntes quem foi, não chores: passa. 
A estética romântica foi baseada na função utilitária e prática da Literatura, princípio herdado do Classicismo. Embora tivessem fascinação pela morte, os românticos também valorizavam a vida. Por isso, o eu lírico, diante do túmulo, lamenta a morte, mas pede ao interlocutor que não se demore em sua tristeza, como indica o verso “Não perguntes quem foi, não chores: passa.” O conselho ao interlocutor revela a necessidade de dominar a emoção e a subjetividade para aproveitar a vida, pois esta passa rápido. O Racionalismo clássico e a ideia de viver os prazeres da vida (carpe diem) são partes do ideário romântico.
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Q1336870 Literatura
Leia o poema de Gonçalves Dias e responda o que for correto.

Sobre o túmulo de um menino

O invólucro de um anjo aqui descansa,
Alma do céu nascida entre amargores,
Como flor entre espinhos! – tu, que passas,
Não perguntes quem foi. – Nuvem risonha
Que um instante correu no mar da vida;
Romper da aurora que não teve ocaso,
Realidade no céu, na terra um sonho!
Fresca rosa nas ondas da existência,
Levada à plaga eterna do infinito,
Como of´renda de amor ao Deus que o rege;
Não perguntes quem foi, não chores: passa. 
Na expressão “plaga eterna do infinito”, as palavras “eterna” e “infinito” evocam a ideia da morte. De fato, quando se pensa a morte como evento biológico, inevitável e irreversível, a única certeza inabalável é a de que a condição de estar morto é eterna e infinita.
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Q1336871 Literatura
Leia o poema de Gonçalves Dias e responda o que for correto.

Sobre o túmulo de um menino

O invólucro de um anjo aqui descansa,
Alma do céu nascida entre amargores,
Como flor entre espinhos! – tu, que passas,
Não perguntes quem foi. – Nuvem risonha
Que um instante correu no mar da vida;
Romper da aurora que não teve ocaso,
Realidade no céu, na terra um sonho!
Fresca rosa nas ondas da existência,
Levada à plaga eterna do infinito,
Como of´renda de amor ao Deus que o rege;
Não perguntes quem foi, não chores: passa. 
O verso “Romper da aurora que não teve ocaso” contextualiza, no tempo, o horário em que o eu lírico se encontra no cemitério atento ao túmulo do menino. Afetado internamente pela dor da morte do menino, o eu lírico transfere para a natureza (“aurora”, “ocaso”) o próprio sentimento de pesar.
Alternativas
Respostas
1: C
2: E
3: E
4: E
5: C
6: C
7: C
8: C
9: E
10: C
11: E