Questões de Vestibular UEL 2023 para Vestibular
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Analise as imagens e leia o texto a seguir.

Detalhes da instalação “Maria dos Anjos”, 2017-2018.
A 11ª. Bienal de Artes Visuais do Mercosul, realizada em Porto Alegre em 2018, propôs um olhar sobre o Triângulo Atlântico que interliga os destinos da América, da África e da Europa, contando com trabalhos de artistas dos três continentes. Sônia Gomes (1948- ), natural de Caetanópolis, MG, foi convidada com a obra Maria dos Anjos (2017-2018). A artista cresceu no universo dos tecidos, tendo sido criada pela avó, que a iniciou nas amarrações, nos trançados, na costura; depois, vivendo com o pai, aprendeu sobre a tecelagem. Dessa mistura, aliada ao seu fascínio pelos nós, torceduras e trabalhos dos africanos, que treinava no próprio corpo, nasceu sua produção que esbarra em questões de identidade racial em um elo com a vida da artista. Ela constrói seus trabalhos com o que é rejeitado, como diz, “com o que tem”, criando uma nova vida a partir de memórias afetivas. Em Maria dos Anjos, a artista junta a peça de um vestido de noiva doado, com costuras, amarrações e tecidos diversos.
Adaptado de: As mãos de ouro de Sonia Gomes.
ufrgs.br/arteversa
Com base nas imagens, no texto e nos conhecimentos sobre arte, multiculturalismo e a relação entre obra e contexto, é correto afirmar que, para a produção de seu trabalho, a artista

- Jaider Esbell em performance na exposição “Apresentação: Ruku” na Galeria Millan, em São Paulo. 2021. Foto: Renata Chebel / Galeria Millan.
Disponível em: artebrasileiros.com.br; 2- A descida da pajé Jenipapo do reino das medicinas– Jaider Esbell (2021), acrílica e posca sobre tela, 111 x 160 cm.
Disponível em: premiopipa.com; 3- Esquema do fruto de jenipapo.
Falecido recentemente, Jaider Esbell (1979-2021), artista e curador indígena da etnia Makuxi, assumiu um papel central para a consolidação da Arte Indígena Contemporânea no Brasil. Meses antes de sua morte, expôs cerca de 60 obras, em uma produção que combinou pintura, escrita, desenho, instalação e performance para entrelaçar discussões entre cosmologias, narrativas míticas originárias, espiritualidade, críticas à cultura hegemônica e preocupações socioambientais. A exposição buscou ser mais do que uma introdução aos saberes dos povos originários, configurando-se como um convite para o diálogo e para uma nova forma de enxergar o mundo. Esbell debruçou-se sobre as visões em torno da árvore-pajé, Jenipapo ou Ruku, da qual se produz a tinta natural aplicada por povos indígenas em pinturas corporais e utilizada em cerimônias rituais. De coloração azul escuro, a tinta é extraída do mesocarpo e endocarpo de frutos verdes. O jenipapo é um angiosperma funcionalmente dioico que pertence à família Rubiaceae, caracterizado por apresentar fruto tipo indeiscente, cor amarelo-alaranjado, com epicarpo pardo e aroma intenso. O conhecimento dos organismos quanto à morfossistemática biológica moderna enfatiza as relações filogenéticas das espécies, diferente da classificação dos povos tradicionais, que agrupam as espécies com base em seus usos e propriedades.
Adaptado de: galeriamillan.com.br
Analise a imagem e leia o texto seguir.

A Reencarnação do bandeirante no ventre vermelho, 2016.
Óleo sobre tela e dois monitores de TV 22” e 32”, animação em stop motion,
260 x 360 cm (políptico)
A prática de Thiago Martins de Melo recorre à memória cultural, por um meio dotado de historicidade como a pintura e reinventa, na contemporaneidade, personagens históricas, populações culturalmente diversas e entidades espirituais brasileiras, camponesas, míticas, indígenas e negras. Em A Reencarnação do bandeirante no ventre vermelho, lança mão de recursos diversos como monitores de tv, exibindo animações em stop motion e óleo sobre tela e em quatro quadrantes, o que configura um políptico. Segundo o artista: “Não vejo sentido em colocar uma imagem no mundo se não for para abrir uma ferida no tecido artificial da cultura”.
Adaptado de: premiopipa.com
FARKAS, Solange. Thiago Martins de Melo (2019).
thiagomartinsdemelo.com.br
Com base na imagem, no texto e nos conhecimentos sobre pintura, novas mídias e a relação entre obra e contexto, é correto afirmar que
A partir das imagens e dos conhecimentos sobre os períodos da História da Arte, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) O tempo suscita o derreter do relógio na obra de Salvador Dalí, na união de várias correntes artísticas, estando a arte atrelada às vontades da Igreja, da sociedade e do governo. O artista exercia seu papel sem autonomia e simbologia nas relações do tempo e espaço.
( ) A consciência do tempo era uma das regras na Idade Média, e o artista representou figuras mais próximas da realidade, que reafirmaram a primazia do conhecimento sobre a natureza e sua relação com o homem, distanciando-o das influências do poder da igreja.
( ) O relógio, na obra de Daniel Arsham, usa a parede para “congelar o tempo”; essa obra apresenta diferentes materiais e sua composição traz subjetividade, abstração e reflexão, desvinculada dos padrões preestabelecidos, com uma liberdade artística.
( ) A ideia de tempo na Idade Média tinha como base as regras da Igreja; as relações entre espaço e tempo estavam presentes também nas manifestações artísticas nos templos, com o objetivo de ligar a humanidade ao sagrado e sua proximidade com Deus.
( ) A obra “Persistência da Memória” apresenta uma diferente forma de ver o tempo na relação entre a temporalidade e a memória carregada de simbologia, rom pendo com a formalidade, para além do real, buscando a expressão do pensamento ligada ao inconsciente.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.