A educação no Brasil é marcada por desigualdades sociais. Essas desigualdades envolvem os investimentos diferentes no
ensino público e no ensino privado, a estrutura física das escolas, as condições variadas de tempo disponível para estudo e
as diferenças dentro daquilo que o sociólogo Pierre Bourdieu conceituou como capital cultural. O conceito de capital cultural
remete ao acúmulo de conhecimentos de uma pessoa, fruto de sua formação cultural, de seus pais e parentes próximos, bem
como do local onde reside e da classe social à qual pertence; trata-se de um conjunto de recursos simbólicos e competências
relativas à cultura legítima.
Pensando a educação brasileira, no contexto das desigualdades sociais, a partir da teoria de Pierre Bourdieu e de seu
conceito de capital cultural, a educação é