“Nossas análises indicam que a socialização e a carreira dos professores não são somente o desenrolar de uma série de acontecimentos objetivos. Ao contrário, sua trajetória social e profissional ocasiona para eles custos existenciais (formação profissional, inserção na profissão, choque com a realidade, aprendizagem na prática, descoberta de seus limites, negociação com os outros etc.) e é graças aos seus recursos pessoais que eles podem encarar esses custos e suportá-los. Ora, é claro que esse processo modela a sua identidade pessoal e profissional, e é vivendo-o por dentro, por assim dizer, que eles podem tornar-se professores e considerar-se como tais aos seus próprios olhos.” (TARDIF; RAYMOND, 2000, pp. 209-244).
A afirmativa de Tardif e Raymond reproduzida acima propõe uma interpretação sobre a constituição da identidade profissional do trabalhador em educação e suas implicações no exercício da docência. Nessa perspectiva, é correto afirmar: