“Um conflito armado não termina com o último tiro:
violência, morte, destruição deixam traços persistentes
na psique. Há 50 anos, um estudo com veteranos do
Vietnã nos EUA abria a visão para a real dimensão do
horror. Os escritos sobre a guerra do Vietnã e suas
consequências enchem bibliotecas inteiras. Porém José
Brunner, professor emérito da Universidade de Tel Aviv,
ressalta um aspecto em particular: o reconhecimento e
compreensão do impacto psíquico e social das guerras.
O mais tardar após a Primeira Guerra Mundial, sabe-se
que os soldados continuam a sofrer devido às vivências
de violência, com frequência por muito tempo após o fim
dos conflitos. Alguns eram acometidos de tremores
intensos e ataques de pânico, outros se recusavam a
alimentar-se. A medicina não tinha respostas e, de
acordo com espírito da época, os pacientes ou eram
despachados como farsantes, ou entregues à autocura
da psique. Nesse ponto, o Vietnã foi um divisor de águas:
em 1972 o psiquiatra Chaim F. Shatan, que se ocupara de
veteranos da guerra, publicou no jornal The New York
Times um relatório sobre a "síndrome pós-Vietnã". Ele
descreveu como os pacientes eram atormentados por
sentimentos de culpa, como tinham sido brutalizados e
se sentiam profundamente alienados em relação aos
outros seres humanos.”
Fonte: EBBIGHAUSEN, Rodion “Vietnã e os efeitos de longo prazo da guerra”, DW, 30/04/2024. Disponível em <https://www.dw.com/ptbr/vietn%C3%A3-e-os-efeitos-de-longo-prazo-da-guerra/a-72390031>
A Guerra do Vietnã foi muito mais que um conflito
regional, foi uma guerra emblemática do contexto da
Guerra Fria, onde as superpotências (EUA e URSS)
travaram uma guerra por procuração com consequências devastadoras e duradouras para a população do Vietnã e
dos próprios EUA. Analise as alternativas sobre o
contexto geopolítico e sobre as consequências
humanitárias e sanitárias deste conflito e assinale a
alternativa incorreta: