Questões de Vestibular ENCCEJA 2018 para Exame - Linguagens e Ciências Humanas, Ensino Médio
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O ciclo da vida – sinopse
Direção: Yang Zhang
A rotina melancólica de uma casa de repouso na China é quebrada quando um grupo de velhinhos intrépidos decide fugir em um ônibus e atravessar o país para participar de um show de variedades na TV. Apesar da saúde frágil, a alegria da viagem e dos ensaios os enche novamente de vida e alegria. Ao longo do caminho, eles começam a ver que seus sonhos podem se tornar realidade e encontram a paz e a felicidade que há muito haviam sido deixadas para trás.
Disponível em: www.guiadasemana.com.br. Acesso em: 28 jul. 2015 (adaptado).
O que caracteriza esse texto como uma sinopse é o fato de apresentar ao leitor

Disponível em: www.dentalpress.com.br. Acesso em: 19 jul. 2014 (adaptado).
O cartaz da campanha publicitária destaca o tráfico internacional de mulheres ao combinar a

Jornal do Commercio, 17 fev. 2008 (adaptado).
A linguagem pode adquirir diferentes formas, a depender das intenções das pessoas que a
utilizam. Nesse anúncio publicitário, o objetivo da empresa construtora é

DOEDERLEN, J. O livro dos ressignificados. São Paulo: Parábola, 2017 (adaptado).
Tradicionalmente, os textos possuem estrutura e função características, mas, eventualmente,
assumem uma função social inesperada, como no exemplo acima, que se trata de um(a)
O tempo voa e as atividades são muitas. A vida moderna impõe um cotidiano apressado e desregrado que interfere no modo de viver das pessoas. A falta de tempo não deixa espaço para uma alimentação saudável. As brincadeiras de rua e as atividades físicas cederam lugar para a televisão, para o videogame ou para o computador. Nas últimas décadas, esses hábitos sedentários geraram muitos problemas de saúde associados à má alimentação e ao estresse, como a depressão, o diabetes, a hipertensão, entre outras doenças. Por sua vez, a indústria farmacêutica segue desenvolvendo novos medicamentos para tratar doenças que poderiam ter sido evitadas simplesmente adotando modos de vida mais saudáveis.
ANVISA. A informação é o melhor remédio. Brasília: Anvisa, 2008 (adaptado).
O texto ressalta a necessidade de combate ao sedentarismo através do(a)

Instituto Inhotim. Disponível em: www.ebc.com.br. Acesso em: 20 ago. 2015.
O Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), é um museu a céu aberto, que convida o espectador
à experiência de fruição por meio do(a)
Educação e esporte: poderosas ferramentas de inclusão social
As práticas esportivas como metas dos projetos sociais têm se constituído como método para o desenvolvimento da cidadania e vêm dando certo em todo o país. Afinal, não é de hoje que se escuta falar de crianças e adolescentes que mudam suas vidas e tornam-se verdadeiramente cidadãos de “bem” após participar de projetos sociais. Os efeitos são sentidos no dia a dia, com crianças e adolescentes mais concentrados nas aulas, disciplinados e, principalmente, fora das ruas. O esporte aliado à educação é uma poderosa arma na área da proteção social e no resgate de crianças e jovens em situação de risco.
Disponível em: http://elo.com.br. Acesso em: 9 set. 2013 (adaptado).
No texto, observa-se o valor da dimensão social do esporte, cuja importância maior é
TEXTO I

Disponível em: www2.recife.pe.gov.br. Acesso em: 16 ago. 2015.
TEXTO II
“O melhor instrumento é o corpo, o resto é consequência disso”. Foi assim que o músico Naná Vasconcelos, um dos maiores percussionistas do mundo, começou sua oficina de iniciação em percussão na comunidade quilombola de Marinhos, distrito de Brumadinho. Durante a tarde, crianças e jovens do projeto desenvolvido pelo Inhotim puderam conversar com o artista e descobrir novas formas de fazer música.
VASCONCELOS, N. Naná Vasconcelos em Brumadinho. Disponível em: www.inhotim.org.br. Acesso em: 5 jul. 2015 (adaptado).
O artista pernambucano Naná Vasconcelos utilizou a arte para fortalecer a musicalidade
afro-brasileira na comunidade de Brumadinho (MG). Essa ação preserva um patrimônio
artístico, por privilegiar o contato entre o participante da oficina e
XIII
Certas palavras têm ardimentos; outras, não.
A palavra jacaré fere a voz.
É como descer arranhando pelas escarpas de um
serrote.
É nome com verdasco de lodo no couro.
Além disso é agríope (que tem olho medonho).
Já a palavra garça tem para nós um
sombreamento de silêncios...
E o azul seleciona ela!
BARROS, M. Concerto a céu aberto para solo de pássaros. Rio de Janeiro: Record, 1998.
O texto exemplifica a linguagem particular da poesia de Manoel de Barros, aqui centrada na
Código Nacional de Trânsito
não ultrapasse
quando a faixa for contínua
não ultraje a pátria
quando a farsa for contínua
não vire a página
quando a farsa for contínua
não pule a pauta
quando a farsa for contínua
não mude a prática
quando a farsa for contínua
ÁVILA, A. Discurso da difamação do poeta. São Paulo: Summus, 1978.
No poema, publicado na década de 1970, as expressões do código de trânsito metaforizam o(a)

Disponível em: www.cejam.org.br. Acesso em: 30 ago. 2015.
A Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras é um recurso multissensorial desenvolvido pelo
Programa Educativo para Públicos Especiais (PEPE) da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Nela, a pessoa com deficiência encontra uma possibilidade autônoma de
Ou isto ou aquilo
O dono da usina, entrevistado, explicou ao repórter que a situação é grave. Há excedente de leite no país, e o consumo não dá pra absorver a produção intensiva:
— Uma calamidade. Imagine o senhor que o jornal aqui do município reclama contra a poluição do rio, que está coberto por uma camada alvacenta. Não é nenhum corpo estranho não, é leite. Estão jogando leite no rio porque não têm mais onde jogar. Os bueiros estão entupidos. A população, como o senhor deve saber, é insuficiente para beber toda essa leitalhada ou comê-la em forma de queijo, requeijão, manteiga e coisinhas.
— Insuficiente? Parece que a produção de crianças ainda é maior que a produção de leite.
— Numericamente sim, mas não têm capacidade econômica para beber leite. Têm apenas boca, entende? Então nada feito. Se falta dinheiro aos pais dos garotos para adquirir o produto, ainda bem que se joga leite fora, em vez de jogar os garotos.
ANDRADE, C. D. O sorvete e outras histórias. São Paulo: Ática, 1994.
Explorando o recurso do diálogo no discurso ficcional, a narrativa remete a um significado que

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br. Acesso em: 5 ago. 2015.
A expressão “isso”, que aparece no segundo e no quarto quadrinhos, refere-se, respectivamente,
às seguintes ideias:
Que importa que uns falem mole descansado
Que os cariocas arranhem os erres na garganta
Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais
Que tem se os quinhentos réis meridional
Vira cinco tostões do Rio pro Norte?
Juntos formamos este assombro de misérias e grandezas,
Brasil, nome de vegetal!
ANDRADE, M. Poesias completas. São Paulo: Martins Fontes, 1980.
O poema de Mário de Andrade apresenta características do falar de algumas regiões, posicionando-se criticamente ao enfatizar que

ARIONAURO. Disponível em: http://humortadela.bol.uol.com.br. Acesso em: 31 jul. 2014.
A charge tem o objetivo de criticar algum acontecimento atual. Ao empregar recursos verbais e
não verbais, o texto alerta o leitor para o(a)
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
ALVES, R. Gaiolas ou asas. A arte do voo ou a busca da alegria de aprender. Porto: Edições Asa, 2004.
No texto, há uma voz que relaciona referências concretas a outras de sentido figurado para difundir seu pensamento, recorrendo à
TEXTO I
Se queremos combater a violência, temos que lidar também com suas causas, e uma delas pode ser esse tipo de jogo eletrônico. Por propiciar uma participação ativa do jogador na criação da violência, a influência que ele exerce sobre as pessoas é muito maior que a de filmes ou programas de televisão, por exemplo (...), como crianças que assistem ao desenho do Homem-Aranha e depois agem como se realmente fossem o super-herói. Existem pessoas que são mais suscetíveis a essa influência. Aquelas com personalidade limítrofe ou compreensão limitada podem confundir jogo e realidade.
Içami Tiba - Psiquiatra e educador.
TEXTO II
A forma lúdica de lidar com a violência, brincadeiras que envolvem uma dicotomia entre bem e mal são anteriores à era eletrônica. Há muito tempo que as crianças brincam de polícia e ladrão e o fato de uma pessoa interpretar um bandido não quer dizer que ela seja má ou vá se tornar má. (...). É verdade que o jogo eletrônico desperta uma série de sensações no usuário (...) é quase como vivenciar aquilo na vida real. Além disso, a proibição contribui para despertar a curiosidade e tornar o proibido ainda mais atrativo.
Erick Itakura, Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP. O Estado de São Paulo, 27 jan. 2008.
Os posicionamentos revelados nos Textos I e II têm em comum a defesa do(a)
Entre quatro paredes
Saí para dar uma volta, outro dia, e notei uma coisa. Fazia um tempo glorioso – melhor impossível, e com toda probabilidade o último do gênero a se ver por estas bandas durante muitos meses gelados, no entanto, quase todos os carros que passavam estavam com os vidros fechados.
Todos aqueles motoristas tinham ajustado o controle de temperatura de seus veículos hermeticamente fechados para criar um clima interno idêntico ao que já existia no mundo exterior, e me ocorreu então que, no que se refere a ar fresco, os americanos perderam de vez a cabeça, ou o senso de proporção, ou alguma outra coisa.
Ah, sim, de vez em quando eles saem para experimentar a novidade de estar ao ar livre – fazem um piquenique, digamos, ou passam o dia na praia, ou num parque de diversões, mas esses são acontecimentos excepcionais. De maneira geral, boa parte dos americanos acostumou-se de tal forma à ideia de passar o grosso da vida numa série de ambientes com clima controlado que a possibilidade de uma alternativa não lhes passa mais pela cabeça.
BRYSON, B. Crônicas de um país bem grande. São Paulo: Cia. das Letras, 2001.
Analisando os procedimentos argumentativos utilizados nesse texto, em especial o relato pessoal baseado em observação, infere-se que o enunciador
A ginástica laboral consiste em um programa implementado por empresas que prevê pausas na rotina de trabalho, com a realização de exercícios físicos previamente programados, que levam em consideração demandas físicas existentes nos mais diversos setores.
As razões que mobilizam empresas e indústrias a adotarem a ginástica laboral em suas rotinas estão amparadas nos benefícios do(a)
Amar o transitório
Carpe diem é uma expressão latina presente numa ode do poeta Horácio, da Roma Antiga, e que ficou popular no fim dos anos 1980 por causa do filme Sociedade dos poetas mortos. Quem viu não esquece aquele professor de literatura carismático que exaltava a liberdade e a poesia e ensinava seus alunos a pensar por si mesmos. Carpe diem significa “aproveite o dia de hoje”, ou seja, desconfie do amanhã, não se preocupe com o futuro, não deixe passar as oportunidades de prazer e gozo que lhe são oferecidas aqui e agora.
O termo me foi lembrado por um amigo numa conversa em que lamentávamos algumas ameaças à saúde que atingiram pessoas queridas. Falávamos de quanto tempo se perde com bobagens que nos aborrecem além da conta, deixando passar momentos preciosos. Desprezamos por piegas as emoções singelas e vivemos à espera das ocasiões especiais, de um estado permanente de felicidade, sonhando com apoteoses e sentindo saudades do passado e até do futuro, sem curtir o presente. Só quando surge a perspectiva da perda é que damos valor a deleites simples ao nosso alcance, como ler um bom livro, ouvir uma boa música. Foi depois desse papo que meu amigo concluiu que, como o destino nem sempre avisa quando vai aprontar, urge curtir enquanto é tempo – carpe diem.
VENTURA, Z. O Globo, abr. 2011 (adaptado).
Argumentar é apresentar elementos que comprovem um determinado ponto de vista. Para defender a ideia de que devemos viver o presente sem preocupação com o futuro, o texto apresenta como recurso para convencer o leitor o(a)