Questões de Vestibular UNICEPLAC 2026 para Vestibular - Medicina

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Ano: 2026 Banca: Ibest Órgão: UNICEPLAC Prova: Ibest - 2026 - UNICEPLAC - Vestibular - Medicina |
Q4165475 Literatura
É a vaidade, Fábio, nesta vida,
Rosa, que da manhã lisonjeada,
Púrpuras mil, com ambição dourada,
Airosa rompe, arrasta presumida.

É planta, que de abril favorecida,
Por mares de soberba desatada,
Florida galeota empavesada,
Sulca ufana, navega destemida.

É nau enfim, que em breve ligeireza
Com presunção de Fênix generosa,
Galhardias apresta, alentos preza:

Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
De que importa, se aguarda sem defesa
Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?


Gregório de Matos. Desenganos da vida humana
metaforicamente. In: Poemas escolhidos. Seleção, prefácio, notas:
José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010
(composto no século XVII).
Uma das características típicas da estética barroca presente no poema Desenganos da vida humana metaforicamente, atribuído antologicamente a Gregório de Matos, é o 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Ibest Órgão: UNICEPLAC Prova: Ibest - 2026 - UNICEPLAC - Vestibular - Medicina |
Q4165477 Literatura
Eu tenho uns amores — quem é que os não tinha
Nos tempos antigos? — Amar não faz mal;
As almas que sentem paixão como a minha
Que digam, que falem em regra geral.
— A flor dos meus sonhos é moça e bonita
Qual flor entreaberta do dia ao raiar,
Mas onde ela mora, que casa ela habita,
Não quero, não posso, não devo contar!

Seu rosto é formoso, seu talhe elegante,
Seus lábios de rosa, a fala é de mel,
As tranças compridas, qual livre bacante,
O pé de criança, cintura de anel;
— Os olhos rasgados são cor das safiras,
Serenos e puros, azuis como o mar;
Se falam sinceros, se pregam mentiras,
Não quero, não posso, não devo contar!

Oh! ontem no baile com ela valsando
Senti as delícias dos anjos do céu!
Na dança ligeira qual silfo voando
Caiu-lhe do rosto seu cândido véu!
— Que noite e que baile! — Seu hálito virgem
Queimava-me as faces no louco valsar,
As falas sentidas que os olhos falavam
Não posso, não quero, não devo contar!

Depois indolente firmou-se em meu braço,
Fugimos das salas, do mundo talvez!
Inda era mais bela rendida ao cansaço,
Morrendo de amores em tal languidez!
— Que noite e que festa! e que lânguido rosto
Banhado ao reflexo do branco luar!
A neve do colo e as ondas dos seios
Não quero, não posso, não devo contar!


Casimiro de Abreu. Segredos (fragmento). In: As Primaveras.
São Paulo: Livraria Editora Martins S/A; Instituto Nacional do Livro, 1972
(texto original datado do século XIX). 
O texto em questão é um excerto do poema Segredos, de autoria de Casimiro de Abreu, um dos maiores expoentes do Romantismo brasileiro. Uma das características da estética romântica presente nesse texto é 
Alternativas
Respostas
1: C
2: E