“Madala pensou que devia dizer qualquer coisa ao Djimo,
mas não se lembrou de repetir a pergunta para si mesmo e
por isso não soube o que dizer.
O capataz fazia sinais à Maria, mas esta parecia não
entender.
A planta que Madala segurava na mão oferecia ao seu
esforço uma resistência exagerada. Por isso, o punho de
Madala tremia. (...)
O tom da voz de Djimo revelava certo nervosismo:
- Madala...
Mas o nervosismo desapareceu logo. Djimo deu uma
ordem:
- Madala, não olhes para lá!
Dentro de Madala, qualquer coisa se crispou. Mas não
eram os fios da sua doença.”
Luís Bernardo Honwana. “Dina”. In: Nós matamos o cão tinhoso!.
Considerando o papel da antologia Nós matamos o cão
tinhoso! na literatura moçambicana e como a sociedade de
Moçambique dos anos 1950 e 1960 se configura
literariamente no conto “Dina”, é correto afirmar: