Questões de Vestibular UEPB 2009 para Vestibular, Português - Literatura Brasileira e Inglês
Foram encontradas 40 questões


Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.
( ) a expressão “não só [...] mas também” apresenta um acréscimo na direção argumentativa do texto, funcionando como pista para o que o autor quer dizer.
( ) o sujeito de “está discutindo [...] em identidades” está indeterminado na oração e interfere no sentido do texto.
( ) as expressões “[...] que se mexem, que se juntam [...]”, além de exercerem uma função sintática oracional, desempenham também uma função discursiva na sequência do texto.
Analise as proposições acima, e coloque V para as verdadeiras e F para as falsas, e marque a alternativa CORRETA.


Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.
I - “Diversidade e identidade” fazem parte do mesmo campo semântico, sendo a palavra “identidade” considerada um hiperônimo, em relação à “diversidade”.
II - há uma relação de intercomplementariedade entre “diversidade e identidade”, em função do efeito de sentido que se instaura no paradigma argumentativo do enunciado.
III - a expressão “tem a ver” pode ser considerada de uso coloquial e indica nesse contexto um vínculo temático entre “diversidade e identidade”.
Marque a alternativa abaixo que apresenta a(s) proposição(ões) verdadeira(s).


Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.


Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.
( ) a função de adjunto adverbial de tempo, tendo em vista que semanticamente fazem referência a um tempo cronológico.
( ) funções sintáticas distintas, pois seus circunstantes diferem no contexto em relação ao aspecto do tempo.
( ) funções sintáticas idênticas, embora seus circunstantes apresentem matizes temporais diferenciados.
( ) funções sintáticas diferentes, pois o sintagma preposicional na primeira expressão matiza o tempo propriamente dito, enquanto na segunda, apresenta a quantificação temporal.
Analise as proposições acima, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.
Marque a alternativa CORRETA


Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.
I - termo explicativo, com valor sintático, pois explicita algo a mais em razão do enunciado fundamental.
II - construção que apresenta relação causal, tendo em vista ser introduzida pela preposição “como”.
III - um sintagma, com sentido opinativo, que apresenta relação de comparação com a expressão anterior.
IV - expressão intercalada de valor enumerativo que estabelece uma referência comparativa genérica.
Marque a alternativa abaixo que apresenta a(s) proposição(ões) verdadeira(s).


Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.
I - podem ser considerados redundantes, pois remetem para o foco discursivo da temática, que produz sentido de redução no grau de informatividade.
II - exercem a função de oração subordinada cuja repetição enfatiza os pontos de relação que o processamento dos sentidos requer.
III - apresentam aspecto reiterativo, embora a ação verbal se instaure em dois planos temporais distintos, favorecendo a constituição dos efeitos discursivos.
Marque a alternativa abaixo que indica a(s) proposição(ões) verdadeira(s).


Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.
( ) um encadeamento de palavras que constrói a materialidade significativa do texto.
( ) uma intencionalidade interlocutiva que desencadeia uma gradação textual, colaborando com a coerência do texto.
( ) uma repetição de unidades lexicais, com função reducionista no foco da informação.
( ) um conjunto de palavras co-textualizadas que funcionam na organização do texto.
Analise as proposições acima, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.
Marque a alternativa CORRETA.

( ) A diversidade linguística se caracteriza pelas especificidades dialetais que contemplam as múltiplas possibilidades de uso da língua.
( ) O texto pode ser analisado pelo viés do preconceito linguístico dominante na ideologia normativa da língua.
( ) O texto apresenta um efeito de humor suscitado pela interpretação ambígua de Chico Bento.
( ) A temática do texto corresponde ao ensino dos padrões linguísticos necessários para o uso “correto” do “bom português”.
( ) A intervenção da professora toma como parâmetro uma equivocada visão da fala em relação à violação das regras de gramática.
Analise as proposições e coloque V para as verdadeiras e F para as falsas
Marque a alternativa CORRETA.
( ) recurso argumentativo de significado restritivo, que opera no processo de negação.
( ) recurso formador de sentido que anula totalmente a informação anterior.
( ) instrumento de interação dotado de intencionalidade para atenuar o sentido do enunciado anterior.
( ) construção atuante no nível sintaticossemântico com valor aditivo negativo.
Analise as proposições acima, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas, e marque a alternativa CORRETA
I - a ação verbal concentra-se na eliminação da diversidade racial do Brasil como informação principal.
II - o foco da ação vincula-se ao planejamento da diversidade do Brasil de forma gradativa.
III - a intenção do autor é hipotetizar a eliminação da diversidade racial do Brasil.
Marque a alternativa abaixo, que indica a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
( ) situa o tema da obra resenhada de forma clara e objetiva e resume os conteúdos abordados pelos autores que compõem a coletânea.
( ) desenvolve o tema da diversidade social e articula as ideias de forma resumida, fazendo apreciações e imprimindo juízo de valor sobre a obra.
( ) apresenta breve comentário que incentiva a leitura do livro resenhado com a finalidade de transmitir uma ideia geral sobre o sentido nele contido.
( ) sintetiza uma obra e expõe críticas em relação à temática, justificando o posicionamento dos autores.
Analise as proposições acima, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.
Marque a alternativa CORRETA.
I - a compatibilidade entre os enunciados, estabelecem relação de progressividade e funcionam como operadores de sequenciação no texto.
II - o encadeamento linear de elos coesivos, reiteram a coerência textual e especificam a sucessão de ideias no texto.
III - a retomada de termos e funcionam como pistas linguísticas que propiciam sentidos ao texto.
Marque a alternativa abaixo, que indica a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
1 “A diversidade social baseia-se [...]” (linha 1).
2 “[...] dependendo de se elas [...]” (linha 6).
3 “[...] Mark Gorman concentra-se na velhice [...]” (linha 10).
O(s) termo(s) destacado(s) no(s) enunciado(s):
( ) “1, 2 e 3” exercem função morfossintática semelhante, pois fazem referência a aspectos humanos e sociais.
( ) “1” funciona indicando a reciprocidade da ação com ênfase na diversidade social.
( ) “2” apresenta noção de condicionalidade em relação à dependência de grupos diversificados.
( ) “3” é uma forma oblíqua reflexiva, fazendo parte integrante do verbo com relação à velhice.
Analise as proposições acima e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.
Marque a alternativa CORRETA.

Considerando a leitura do texto, pode-se inferir
I - o princípio de igualdade de raças e nele a superação da intolerância e do preconceito.
II - o respeito à diversidade que deve constituir a organização da sociedade brasileira.
III - a construção de uma sociedade em função da pluralidade social e cultural pressuposta no paralelismo linguístico.
IV - a responsabilidade de conquista dos negros por uma posição social hierárquica proeminente.
Marque a alternativa abaixo, que indica a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
Veio a sua mente a figura de Gongora e Argote, o poeta
espanhol que tanto admirava, vestido como nos retratos em seu hábito eclesiástico
de capelão do rei: o rosto longo e duro, o queixo partido ao meio, as têmporas
rapadas até detrás das orelhas. Gongora tinha-se ordenado sacerdote aos cinqüenta
e seis anos. Usava um anel de Rubi no dedo anular da mão esquerda, que todos
beijavam. Gregório Matos queria, como o poeta espanhol, escrever coisas que não
fossem vulgares, alcançar o culteranismo. Saberia escrever assim? Seria dentro
de si um abismo. Se ali caísse, aonde o levaria? Não estivera Gongora tentando
unir a alma elevada do homem à terra e seus sofrimentos carnais? Gregório de
Matos estava no lado escuro do mundo, comendo
a parte podre do banquete. Sobre
o que poderia falar? Goza, goza el color,
da luz, el oro. Teria sido bom para Gregório se tivesse nascido na Espanha?
Teria sido diferente? “Ah, Gregório”, pensou o poeta, “Porque em cullis mundi te meteste?”
(Miranda,
2006, p. 9).
I - O narrador, que intencionalmente oscila entre a referência histórica imparcial e um olhar contemporâneo de certo estrato do período colonial, a Bahia do século XVII, expõe o paradoxo que há entre a suposta nobreza, “el oro”, da metrópole colonizadora e a vulgaridade de uma realidade em nada poética, “por que em culis mundi te meteste?”.
II - As angustiantes questões que o personagem Gregório se propõe, não só poéticas, também políticas, étnicas, sociais, refletem o declínio de uma certa aristocracia intelectual, e sua correlata visão de mundo, com o advento do capitalismo e de novas relações sociais. Do conflito entre uma consciência ainda presa a valores morais e religiosos do Classicismo e uma realidade que passa a funcionar à revelia de tais valores, estará repleta a obra e o projeto de vida do Gregório de Matos poeta.
III - As expressões vulgares com as quais o poeta se refere ao Brasil ao longo de toda a narrativa, de certo modo, refletem a visão sobre o país dos personagens principais do romance, ainda presos a uma hierarquização colonialista entre metrópole e colônia, como observado nestas palavras de Antonio Vieira, “o mundo está cheio de ladrões e a coisa aqui parece pior” (p. 58), e de personagens secundários como o vereador Luiz Bonicho, “qualquer lugar é melhor do que esta triste tafularia” (p. 34) ou da imigrante Anica de Melo, “escolhi o Brasil porque aqui todos se sentem labregos” (p. 143).

A partir do fragmento pode-se afirmar que em Boca do inferno:
I - Antonio Vieira rememora, aos setenta anos, sua trajetória no Brasil, seu envolvimento em questões que lhe trouxeram muitos inimigos. Sua luta em defesa de índios e de judeus o havia indisposto com muitos poderosos. Na cidade, muitos o insultavam às escondidas. Depois de tantos esforços, pouca coisa mudara, e nada indicava que mudaria, mas era preciso continuar lutando.
II - O fragmento é bom exemplo dos momentos em que o narrador parece incluir no texto um ponto de vista de cuja impessoalidade depende a denúncia de injustiças cometidas no Brasil ao longo de sua história e que tem sua origem no funcionamento desigual da sociedade baiana do século XVII.
III - No fragmento “e dessas mortes e destruição, nunca se veria castigo”, ao evocar o tempo futuro, para além do período em que se passa a narrativa, o narrador demonstra o viés contemporâneo de seu ponto de vista, como acontecerá em várias outras passagens do romance.
I - Em Poética, o comportamento extravagante e irônico das vanguardas faculta a crítica ao conservadorismo político e social veiculado pela poesia dos finais do século XIX e das duas primeiras décadas do século XX, propondo um “lirismo que é libertação”.
II - Irene no céu toca na questão étnica, um dos temas fundamentais para os modernistas da primeira geração, a partir do ponto de vista, neste sentido tipicamente modernista, da democracia racial, mais próximo de Gilberto Freyre que dos olhares sobre a questão como colocados por textos contemporâneos como Cidade de Deus, de Paulo Lins, por exemplo.
III - Com Poema tirado de uma notícia de jornal, começa um processo de rebaixamento da produção literária ao fato comum e vulgar, que terá contribuído em muito para a baixa qualidade da produção poética ao longo da segunda metade do século.

