Questões de Vestibular IFN-MG 2023 para Licenciatura em Pedagogia
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A presença de quilombolas na região não é recente, em 1754, documentos já apontavam a presença desses povos. Em carta enviada pelo governador interino das capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro, José Antônio Vieira de Andrade relata que foram encontrados vários negros combinando de fazer malefícios à população de Brejo do Salgado, sendo necessário instituir, para aquela região, um “capitão de entradas do mato”. Assim relatou o governador: “porque naquela passagem havia bastantes negros calhambolas os quais fizerão muitos roubos aos moradores della; e como na mesma passagem havia grande necessidade de capitão do matto.”
Fonte: SEÇÃO COLONIAL DO ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO. Cód. 114. p. 2.
A presença dos chamados quilombos históricos e das comunidades remanescentes de quilombo é comum no Norte de Minas Gerais e em quase todo o território brasileiro, esse fato se deve a(à/ao/s)
Fonte: SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 576. Adaptado.
Acerca das políticas do Governo Vargas em relação às produções culturais, é CORRETO afirmar:
Corneteiro Luís O corneteiro Luís tocou O corneteiro Luís trocou Na batalha de Pirajá Quando o corneteiro tocou O comandante mandou recuar Mas o corneteiro trocou Pode avançar, pode avançar O corneteiro trocou BaianaSystem
Em 2 de julho de 1823, as tropas lusitanas que ainda permaneciam em terras brasileiras foram expulsas. O 2 de julho e o processo de Independência do Brasil foram marcados por/pela
“13 de maio de 1958. Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpático para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos. Continua chovendo. Eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair. Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles veem as coisas de comer eles bradam: Viva a mamãe. A manifestação me agrada. Mas eu já perdi o hábito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura pra Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim: Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina. Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A minha filha Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetáculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a dona Alice. Ela me deu a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos. E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual, a fome!”
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Francisco Alves, 2004. p. 29.
A partir do texto e sobre a abolição da escravidão no Brasil, é possível afirmar:
“CONCEIÇÃO passava agora quase o dia inteiro no Campo de Concentração, ajudando a tratar, vendo morrer às centenas as criancinhas lazarentas e trôpegas que as retirantes atiravam no chão, entre montes de trapos, como um lixo humano que aos poucos se integrava de todo no imundo ambiente onde jazia.”
Fonte: QUEIROZ, Raquel de. O quinze. 82. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. p. 51.
No início do século XX, algumas capitais brasileiras como o Rio de Janeiro foram objeto de projetos de modernização que tinham como consequência a tentativa de limpeza, de higienização das cidades. Considerando a criação dos campos de concentração no Ceará e a tentativa de higienização, assinale a alternativa CORRETA.