Questões de Vestibular IFN-MG 2023 para Bacharelado em Administração

Foram encontradas 4 questões

Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: IFN-MG Prova: COTEC - 2023 - IFN-MG - Bacharelado em Administração |
Q3683657 História

Leia, atentamente, a transcrição de trechos do documento enviado à Comissão de Anistia: 


“Várzea da Palma, 21 de agosto de 2002.


Excelentíssimo Senhor:

Presidente da Comissão de Anistia

Vimos, respeitosamente, à presença desta Comissão requerer os direitos de anistiado político, em favor de Flávio Ferreira da Silva.

Flávio Ferreira da Silva era natural da cidade de Pirapora (MG), de nacionalidade brasileira, nascido aos 07-12- 1934. [...]

Esclareço, portanto, que Flávio Ferreira da Silva foi preso e torturado, durante o período militar, que vigorou no país a partir de março de 1964. Foi punido com a cassação de seu mandato eletivo, na cidade de Três Marias (MG), onde acabara de ocupar o cargo de Prefeito Municipal; vale ressaltar que foi o primeiro prefeito eleito daquela cidade. [...]

Fomos condenados a viver sem um pai amoroso, responsável, que nos ensinou a ler e nos fazia valorizar acima de tudo os estudos. Para piorar ainda mais a situação, perdemos no mesmo dia a nossa mãe, nosso amparo e toda nossa fonte de segurança e formação Estamos requerendo os seguintes direitos do Artigo 1° da Medida Provisória n.° 2.151-3, de 24 de agosto de 2001:

Inciso I – Declaração da condição de anistiado político;

Inciso II – Reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada.

Desde já, agradecemos a atenção.”


Fonte: ARQUIVO NACIONAL. DOSSIÊ. Fundo: Comissão especial sobre mortos e desaparecidos políticos. Adaptado.



O documento faz referência ao processo de prisão e tortura do prefeito da cidade de Três Marias pela ditadura civilmilitar (1964-1985) e foi enviado pelos seus filhos, radicados em Várzea da Palma, município da região do Alto São Francisco. 

A repressão, na ditadura civil-militar no Brasil, 

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Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: IFN-MG Prova: COTEC - 2023 - IFN-MG - Bacharelado em Administração |
Q3683658 História
Leia, atentamente, o fragmento de texto a seguir.

“Na história indígena do Jequitinhonha, após o fim da política indigenista imperial, parece ter existido um longo silêncio acerca da presença nativa. Somente em 1984, com a chegada de cinco famílias Pankararu e Pataxó, que após uma vasta trajetória de Pernambuco e Bahia – ocasionada pela dispersão dos Pataxós – e com o deslocamento de um indígena Pankararu para o presídio dos Kreanak, decidiram adotar o Vale do Jequitinhonha como nova moradia e assim reacenderam a história indígena local. A aldeia Cinta Vermelha/Jundiba, como é atualmente conhecida, localiza-se entre as cidades de Coronel Murta (antigo aldeamento de Lorena) e Araçuaí. Formada pela junção dos grupos étnicos Pankararu e Pataxó, a aldeia destaca-se pela sua luta em prol de um bem viver num território amplamente disputado por mineradoras.”
Fonte: OLIVEIRA, R. F. O vasto teatro civilizatório: os indígenas e o trabalho no Brasil imperial entre 1845 e 1890 na região do Jequitinhonha. 2023. p. 316.

A pesquisadora, Renata Ferreira de Oliveira, descreve no trecho a trajetória dos povos Pankararu e Pataxó no Vale do Jequitinhonha. Sobre os silêncios, o “presídio dos Krenak” mencionados pela autora e acerca da história dos povos indígenas no Brasil, é CORRETO afirmar: 
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Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: IFN-MG Prova: COTEC - 2023 - IFN-MG - Bacharelado em Administração |
Q3683660 História
O Grupo BaianaSystem, na música “Corneteiro Luís”, faz referência às lutas travadas no processo de Independência do Brasil:

Corneteiro Luís O corneteiro Luís tocou O corneteiro Luís trocou Na batalha de Pirajá Quando o corneteiro tocou O comandante mandou recuar Mas o corneteiro trocou Pode avançar, pode avançar O corneteiro trocou  BaianaSystem 

Em 2 de julho de 1823, as tropas lusitanas que ainda permaneciam em terras brasileiras foram expulsas. O 2 de julho e o processo de Independência do Brasil foram marcados por/pela
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Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: IFN-MG Prova: COTEC - 2023 - IFN-MG - Bacharelado em Administração |
Q3683661 História
No trecho do livro “Quarto de despejo” a seguir, a escritora Carolina Maria de Jesus rememora uma data importante para a história do Brasil, o dia da Abolição:

“13 de maio de 1958. Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpático para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos. Continua chovendo. Eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair. Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles veem as coisas de comer eles bradam: Viva a mamãe. A manifestação me agrada. Mas eu já perdi o hábito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura pra Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim: Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina. Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A minha filha Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetáculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a dona Alice. Ela me deu a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.  E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual, a fome!”

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Francisco Alves, 2004. p. 29. 


A partir do texto e sobre a abolição da escravidão no Brasil, é possível afirmar:
Alternativas
Respostas
1: D
2: A
3: A
4: B