Questões de Vestibular UNICAMP 2025 para Vestibular - Conhecimentos Gerais
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Texto 1
Muitos povos, de diferentes matrizes culturais, têm a compreensão de que nós e a Terra somos uma mesma entidade. Até o começo do século XX, o mundo do trabalho e da produção se dava com ferramentas e meios que não tinham a potência de exaurir os recursos da Terra como hoje. Desse tempo para cá, sobraram poucas humanidades espalhadas pelo planeta.
(Adaptado de KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo, Companhia das Letras, p. 38, 2020.)
Texto 2
A Terra é um denso conjunto de relações que articula seres vivos, oceanos, atmosfera, clima e solos. Ela é dotada de uma história e de um regime de atividades próprio, resultado da articulação de múltiplos processos. Hoje, já não estamos lidando com uma natureza selvagem e ameaçadora, nem com uma natureza frágil, que deve ser protegida, nem com uma natureza que pode ser explorada à vontade. A hipótese é nova. A Terra não está ameaçada, diferentemente das inúmeras espécies vivas que serão varridas pelas mudanças de seu meio, com uma rapidez sem precedente.
(Adaptado de STENGERS, I. No tempo das catástrofes. São Paulo: Cosac & Naify, p. 23, 2015.)
A partir da leitura dos textos é correto afirmar que natureza e sociedade
"O Homem; as Viagens
O homem, bicho da Terra tão pequeno chateia-se na Terra lugar de muita miséria e pouca diversão, faz um foguete, uma cápsula, um módulo toca para a Lua desce cauteloso na Lua pisa na Lua planta bandeirola na Lua experimenta a Lua coloniza a Lua civiliza a Lua humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra. O homem chateia-se na Lua. Vamos para Marte – ordena a suas máquinas. Elas obedecem, o homem desce em Marte pisa em Marte experimenta coloniza civiliza humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
(...)"
(ANDRADE, C. D. O Homem; As viagens, As impurezas do Branco. In: Poesia Completa. Rio de Janeiro, Editora Nova Aguilar, p. 718, 2002.)
(KRENAK, A. A vida não é útil. Pesquisa e organização de Rita Carelli. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.)
Em relação às reflexões de Ailton Krenak, é correto afirmar que esse trecho do poema