Em 1839, Sir William Grove inventou a primeira célula a
combustível. Ele sabia que, ao passar uma corrente elétrica
através da água, ela poderia ser dividida em hidrogênio e
oxigênio (um processo chamado eletrólise). Ele levantou a
hipótese de que, invertendo-se o procedimento, seria possível
produzir eletricidade e água. Ele criou uma célula a combustível
primitiva e a chamou de bateria voltaica a gás. Depois de
experimentar sua nova invenção, Grove comprovou sua hipótese.
Cinquenta anos depois, os cientistas Ludwig Mond e Charles
Langer cunharam o termo “célula a combustível” enquanto
tentavam construir um modelo prático para produzir eletricidade.

Células a combustível são excelentes para a utilização do
hidrogênio como alternativa aos combustíveis fósseis,
considerados “vilões” do aquecimento global. Elas funcionam da
seguinte forma: o anodo, o polo negativo da célula, conduz os
elétrons liberados das moléculas de hidrogênio para um circuito
elétrico. O catodo, o polo positivo da célula, possui canais nele
gravados que distribuem o oxigênio para a superfície do
catalisador. O catodo também conduz os elétrons do circuito
elétrico para o catalisador, onde eles se unem aos íons hidrogênio
e ao oxigênio para formar água.