Questões de Vestibular UNCISAL 2019 para Vestibular - 2º Dia
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Oskar Kokoschka (1886 – 1980). Autorretrato de um artista degenerado, 1937, óleo sobre tela, 110 cm × 85 cm. Scottish National Gallery of Modern Art, Edinburg.
Em 19 de julho de 1937, foi aberta na cidade de Munique, na Alemanha, a exposição que marca o ápice da campanha pública do regime nazista contra a arte moderna: a mostra internacional Arte Degenerada. Organizada pelo presidente da Câmara de Artes Plásticas do Reich, Adolf Ziegler, a exposição reuniu cerca de 650 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e livros, provenientes de acervos de 32 museus alemães, consideradas artisticamente indesejáveis e moralmente prejudiciais ao povo pelo governo de Adolf Hitler. Os nazistas classificavam como “degenerada” (entartet) toda manifestação artística que insultasse o espírito alemão, mutilasse ou destruísse as formas naturais ou apresentasse, de modo evidente, “falhas” de habilidade artístico-artesanal. Em termos visuais, é degenerada toda obra de arte que foge aos padrões clássicos de beleza e representação naturalista, em que são valorizados a perfeição, a harmonia e o equilíbrio das figuras. Nesse sentido, a arte moderna, com sua liberdade formal de cunho fundamentalmente antinaturalista, é considerada em sua essência “degenerada”.
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br. Acesso em: 6 nov. 2018 (adaptado).
A referida mostra incluía oito obras do artista austríaco Oskar Kokoschka, que integrou a vanguarda do expressionismo germânico no início do século XX. Após essa mostra, esse artista pintou seu autorretrato, obra que intitulou de Autorretrato de um artista degenerado. Com isso, ele demonstrou que

Anônimo. Cidade Ideal, déc. 1480 – déc.1490, têmpera s/ painel, 67,5 cm × 239,5 cm. Galleria Nazionale delle Marche, Urbino.
A vista em perspectiva, que coloca em relação proporcional o próximo e o distante, torna-se tema unificador de interpretação da realidade e de projeção do espaço. Expressão emblemática disso é a Veduta di Città (Paisagem Urbana), hoje conhecida como Città Ideale (Cidade Ideal), silencioso teorema em perspectiva e também alusão, impregnada por profundos postulados filosóficos, à harmonia da vida civil: uma utopia política, religiosa e estética.
ACIDINI, C. Mestres do Renascimento: obras-primas italianas. ACIDINI, Cristina e DELPRIORI, Alessandro. Catálogo de exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB. São Paulo: Base7 Projetos Culturais, 2013, p. 105-6. Disponível em: www.bb.com.br. Acesso em: 14 abr. 2014.
Considerando-se que uma das funções da arte como saber cultural no universo renascentista é exaltar os valores concernentes à formação de sua própria identidade, em oposição à Idade Média, o painel Cidade Ideal é reconhecido como um dos símbolos culturais do Renascimento porque