O uso de camundongos como modelos experimentais em
pesquisas científicas tem fornecido informações importantes,
como as que puderam explicar por que as fêmeas de mamíferos
têm dois cromossomos X, ao passo que os machos apresentam
apenas um, e todos os indivíduos que possuem ao menos um
cromossomo Y sem alterações são do sexo biológico masculino.
Em 1961, Mary Lyon propôs uma teoria, atualmente comprovada
cientificamente, segundo a qual, em fêmeas com número
cromossômico normal, um dos cromossomos é inativado e, nos
machos com número normal de cromossomos, isso não ocorre.
Portanto, machos e fêmeas apresentam uma compensação de
dose, ou seja, a mesma quantidade de produtos gênicos. O
cromossomo X inativado é observável por microscopia como um
corpúsculo dentro do núcleo, denominado corpúsculo de Barr.
Disponível em: www.genetics.org/content/163/1/1.
Acesso em: out. 2019 (adaptado).
Considere que o material biológico de dois indivíduos tenha sido
submetido à análise com o objetivo de detectar a presença do
corpúsculo de Barr e avaliar a presença de síndromes genéticas
relacionadas aos cromossomos sexuais. O resultado mostrou
ausência desse corpúsculo em um indivíduo e presença de
dois corpúsculos no outro indivíduo. Com relação à quantidade
de cromossomos sexuais de cada indivíduo, infere-se que