Questões de Vestibular Comentadas sobre não definido

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143789 História
    [...] uma grande novidade, que marcou a história dessas cidades, foi a criação de espaços públicos, como a ágora e o fórum, centrais à cidade e independentes de qualquer instituição dominante, como um palácio ou um templo. A religião não deixou de ser fundamental, mas adquiriu outro caráter, cívico e público. Em termos arqueológicos, reconhecemos uma pólis grega por sua ágora e uma pólis romana, ou latina, por seu fórum.
(Norberto Luiz Guarinello. História Antiga, 2013.)
O excerto atesta que as pólis Antigas 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143787 Inglês
Leia o trecho de uma música escrita pelo cantor George Michael para responder à questão.

How can I help you?
Please let me try to I can heal the pain that you’re feeling inside
Whenever you want me, you know that I will be
Waiting for the day that you say you’ll be mine

Won’t you let me in? Let this love begin
Won’t you show me your heart now?
I’ll be good to you, I can make this thing true
Show me that heart right now

Who needs a lover that can’t be a friend
Something tells me I’m the one you’ve been looking for, oh
If you ever should see him again
Won’t you tell him you’ve found someone who gives you more?

Someone who will protect you, love and respect you
All those things that he never could bring to you
Like I do or rather I would
Won’t you show me your heart like you should?

(www.streetdirectory.com. Adaptado.)
O trecho da música que revela uma correção enunciativa no discurso do eu lírico é:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143786 Inglês
Leia o trecho de uma música escrita pelo cantor George Michael para responder à questão.

How can I help you?
Please let me try to I can heal the pain that you’re feeling inside
Whenever you want me, you know that I will be
Waiting for the day that you say you’ll be mine

Won’t you let me in? Let this love begin
Won’t you show me your heart now?
I’ll be good to you, I can make this thing true
Show me that heart right now

Who needs a lover that can’t be a friend
Something tells me I’m the one you’ve been looking for, oh
If you ever should see him again
Won’t you tell him you’ve found someone who gives you more?

Someone who will protect you, love and respect you
All those things that he never could bring to you
Like I do or rather I would
Won’t you show me your heart like you should?

(www.streetdirectory.com. Adaptado.)
No trecho “Who needs a lover that can’t be a friend” (3ª estrofe), o termo sublinhado é empregado com o mesmo sentido do termo sublinhado em:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143785 Inglês
Leia o trecho de uma música escrita pelo cantor George Michael para responder à questão.

How can I help you?
Please let me try to I can heal the pain that you’re feeling inside
Whenever you want me, you know that I will be
Waiting for the day that you say you’ll be mine

Won’t you let me in? Let this love begin
Won’t you show me your heart now?
I’ll be good to you, I can make this thing true
Show me that heart right now

Who needs a lover that can’t be a friend
Something tells me I’m the one you’ve been looking for, oh
If you ever should see him again
Won’t you tell him you’ve found someone who gives you more?

Someone who will protect you, love and respect you
All those things that he never could bring to you
Like I do or rather I would
Won’t you show me your heart like you should?

(www.streetdirectory.com. Adaptado.)
The lyrics suggest that the speaker is primarily expressing
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143778 Português
Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
    Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
    Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
    Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

(Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
“Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam ‘falar’ às pessoas depois que eu morrer.” (3º parágrafo)
Nesse trecho, a posição dos parênteses, após a preposição “em” e não imediatamente após o verbo “creio”, explica-se por uma questão
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143777 Português
Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
    Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
    Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
    Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

(Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
“Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva.” (5º parágrafo)
No contexto em que se insere, a oração sublinhada expressa ideia de
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143776 Português
Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
    Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
    Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
    Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

(Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
No último parágrafo, a seguinte expressão pode ser vista como exemplo de personificação:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143775 Português
Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
    Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
    Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
    Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

(Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
A resposta de Francis Crick, ao ser perguntado sobre seu diagnóstico, deixa transparecer o seguinte sentimento:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143774 Português
Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
    Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
    Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
    Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

(Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
Oliver Sacks recorre a um enunciado antitético no seguinte trecho do ensaio: 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143773 Português
Para responder à questão, leia o soneto “Tortura”, da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930).

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
— E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
— E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

(Florbela Espanca. Sonetos, 2025.)
Sujeito posposto é aquele que aparece após o verbo, alterando assim a ordem direta de uma oração. O verbo sublinhado tem um sujeito posposto no seguinte verso:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143772 Literatura
Para responder à questão, leia o soneto “Tortura”, da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930).

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
— E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
— E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

(Florbela Espanca. Sonetos, 2025.)
Contemporânea dos poetas portugueses Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca não se filiou a nenhuma escola literária e sua poesia é considerada de difícil classificação. Considerando os aspectos formais (gênero poético adotado, métrica empregada e esquema de rimas), o soneto de Florbela Espanca aproxima-se do
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143771 Português
Para responder à questão, leia o soneto “Tortura”, da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930).

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
— E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
— E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

(Florbela Espanca. Sonetos, 2025.)
Depreende-se do soneto que o ideal estético do eu lírico norteia-se pelo seguinte critério:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2025 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4143770 Literatura
Para responder à questão, leia o soneto “Tortura”, da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930).

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
— E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
— E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

(Florbela Espanca. Sonetos, 2025.)
O soneto de Florbela Espanca caracteriza-se, sobretudo, pelo seu teor
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Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2021 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4142778 Biologia
Leia com atenção o fragmento a seguir.
“Em um lugar da floresta, galhos de árvores estão cobertos por densos mantos de orquídeas. Perto dali a copa de uma árvore enorme avança sobre as demais da mesma espécie, cobrindo-as lentamente.”
O fragmento exemplifica dois tipos de relações entre seres vivos. São eles, respectivamente, 
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Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2021 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4142776 Biologia
Ao comparar vertebrados na década de 1830, o embriologista Martin Rathke descreveu os arcos faríngeos, estruturas que se desenvolvem em partes do aparato branquial em peixes, mas também nas mandíbulas e orelhas de mamíferos. Em termos evolutivos, brânquias e orelhas são homólogas.
CHAMARY. 50 ideias de biologia que você precisa conhecer. São Paulo: Planeta do Brasil, 2019.
Estruturas homólogas são caracterizadas como as 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2021 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4142772 Biologia
Além de fundamentais para a manutenção da vida das células, as enzimas são biomoléculas utilizadas em processos industriais de diferentes áreas, como a de alimentos, papel, têxteis e medicamentos.
Sobre a importância das enzimas, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2021 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4142770 Biologia
Uma estratégia para a recuperação de áreas degradadas é a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Os SAFs são sistemas produtivos que podem se basear na sucessão ecológica, análogos aos ecossistemas naturais, em que árvores exóticas ou nativas são plantadas em consórcio com espécies agrícolas. Com relação ao processo de sucessão ecológica, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) No início da sucessão, a produtividade líquida é pequena, mas vai aumentando até atingir seu ponto máximo, quando a comunidade chega ao estágio clímax.
( ) Ao longo da sucessão, observa-se, em geral, um aumento da biomassa e do número de nichos ecológicos.
( ) As espécies indicadas para iniciar a sucessão devem apresentar, como características, sementes resistentes à sombra, crescimento lento e elevada capacidade de fixar nitrogênio.
As afirmativas são, segundo a ordem apresentada, respectivamente, 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2021 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4142769 Medicina
Numerosos estudos clínicos (ainda não conclusivos) investigam o uso de componentes do sangue para o tratamento da COVID-19. O tratamento consiste em transfundir constituintes do sangue de pessoas recuperadas da doença (convalescentes) para pacientes ainda infectados pelo vírus SARS-CoV-2.
Em princípio, o tratamento permitiria a cura dos doentes porque 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2021 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4142768 Saúde Pública
As mudanças climáticas podem agravar ou intensificar por diferentes vias os efeitos sobre a saúde da população humana. A esse respeito, assinale a afirmativa incorreta.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2021 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4142767 Geografia
Do início dos anos 70 para cá, o mundo mudou. A busca da eficiência a todo custo e o excesso de competição entre as empresas estão moendo as pessoas. O capitalismo se manifesta na forma de competição selvagem, na busca da eficiência econômica como o bem final de uma sociedade.
MARTINS, Carlos Estevam. Da globalização da economia à falência da democracia. Economia e Sociedade. Campinas. 1996. (Adaptado).
Sobre as principais características da economia mundial contemporânea, assinale a afirmativa incorreta.
Alternativas
Respostas
581: A
582: B
583: A
584: D
585: E
586: C
587: D
588: B
589: C
590: A
591: E
592: B
593: D
594: D
595: E
596: C
597: A
598: B
599: C
600: C