Questões de Vestibular
Sobre sistemas de numeração e operações fundamentais em matemática
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Analise as seguintes afirmações:
I. Podemos afirmar que 80% de x é sempre maior que 70% de y, para todo x e y.
II. Quando somamos dois números inteiros a e b, temos: a + b > a e a + b > b para todo a e b ∈ |R.
III. Quando multiplicamos dois números reais a e b, temos a . b > a e a . b > b para todo a e b .
IV. Pense num número qualquer a, se dividirmos este número a por outro número qualquer b, o resultado
sempre será menor que o número a pensado inicialmente.
é satisfeita por apenas O número
pertence ao intervalo:
1) Inicialize o valor de X com 4 e o valor de Y com 0 (zero); 2) Some 7 ao valor de X; 3) Some X ao valor de Y; 4) Se o valor de Y for no mínimo 100, vá para a instrução 5; caso contrário, vá para a instrução 2 e prossiga a partir de lá; 5) Imprima o valor de X; 6) Pare.
O valor de X que será impresso na instrução 5 é:

Um aluno escolheu um único cartão e efetuou as seguintes operações em sequência: I - multiplicou um dos algarismos do cartão escolhido por 5; II - acrescentou 3 unidades ao produto obtido em I; III - multiplicou o total obtido em II por 2; IV - somou o consecutivo do outro algarismo do cartão ao resultado obtido em III. Ao final dessas operações, obteve-se no sistema decimal o número 73. O cartão que o aluno pegou contém os algarismos cuja soma x + y é:
Uma calculadora tem duas teclas especiais, A e B. Quando a tecla A é digitada, o número que está no visor é substituído pelo logaritmo decimal desse número. Quando a tecla B é digitada, o número do visor é multiplicado por 5.
Considere que uma pessoa digitou as teclas BAB, nesta ordem, e obteve no visor o número 10.
Nesse caso, o visor da calculadora mostrava inicialmente o seguinte número:
A quantidade do nutriente C, em g/kg, encontrada na mistura alimentícia é igual a:
TEXTO 7
A gota que fez transbordar a caixa da paciência de vovó foi um casalzinho folgado. Cansada da algazarra, do som da sanfona, que por três dias e três noites vinha balançando os alicerces da Casa, vovó foi procurar refúgio na paz de seu quarto. Que paz que nada, ali também a festa rolava solta. Abismada, ela viu um casalzinho iniciando sua lua de mel, imaginem onde? Na cama de vovó! Pena que o urinol estivesse vazio. Furiosa, Ana Vitória pensou em apelar para o chicote. Depois seu pensamento voltou para os primeiros dias de seu casamento, lembrou-se da urgência que a fazia deixar tudo por fazer e ir atrás do marido no roçado. Viu a si mesma, viu os dois, ela e o marido, um casal corado e feliz se deitando debaixo de qualquer árvore. Dez meses após o casamento nasceu o primeiro filho, seguido de outros, um por ano. A leveza daquele início parecia tão distante, tão irreal. Uma lagrimazinha de saudade marejou seus olhos abatidos, rolou pela face cansada e foi morrer no peito murcho. Desanimada, ela pensou que nunca mais ia parar de ter filhos, de lavar bundinhas melecadas de cocô. Acabou deixando os pombinhos em paz, eles que aproveitassem a vida enquanto era possível. Mas avisou aos interessados que preferia perder um bom quinhão de suas terras a continuar convivendo com tamanha barafunda. Assim, a ideia remota da criação de um arraial foi posta em prática. Doações foram feitas e o terreno demarcado.
As construções começaram a nascer com a rapidez dos cogumelos. Primeiro a igreja com a torre central, beiral duplo em madeira recortada em bicos. Paredes azuis, janelas brancas. Feinha a pobre igreja, mas nem por isso desprezada. Talvez sua maior virtude estivesse na singeleza, no aconchego. A igrejinha era o orgulho do povoado. Sobre o altar feito por um carpinteiro caprichoso, a imagem de um Cristo cansado, a cabeça pensa, o olhar vazio. Descascado, ensanguentado, provocava nos fieis uma piedade quase dolorosa. Foi nessa igreja que meus pais me apresentaram ao Nosso Criador.
(BARROS, Adelice da Silveira. Mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 74-75.)
