Questões de Vestibular
Sobre uso da vírgula em português
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Eliminando-se o aposto, a frase em destaque apresentará, de acordo com a norma-padrão, a seguinte forma:
[...] o espaço virtual, diferentemente de um texto de jornal ou revista em papel , está constantemente em movimento (l. 39-42).
No trecho “a partir do surgimento da ópera, na Itália do século XVI” (l.6-7), o emprego da vírgula é obrigatório para se informar que a ópera é oriunda da Itália.
Sem prejudicar o ritmo da narrativa e a precisão e clareza do fato descrito, José Lins do Rêgo poderia ter optado pela colocação da expressão adverbial “na mata” (l.3) após o substantivo “encontro” (l.2), desde que não a isolasse por vírgulas.
Dada a ausência de vírgula após o vocábulo “cidadãos” (l.7), depreende-se que qualquer cidadão poderia ser convocado aleatoriamente para jantar com um imperador romano, estratégia que aliviava a solidão dos monarcas.
Com as devidas alterações de letra inicial minúscula e maiúscula, a expressão “no século XVIII” (l.2), poderia iniciar, desde que seguida de vírgula, o primeiro período do texto, sem que se alterasse o sentido do texto.
A questão refere-se ao fragmento da reportagem Aids: tendência de aumento entre jovens, de Flavia Bemfica, disponível no site: http://www.sinprors.org.br/extraclasse/set12/ imprimir.asp?id_conteudo=436.

Leia o fragmento a seguir, as afirmações abaixo e marque a resposta correta.
“O título do manifesto, a propósito, é uma alusão à participação do Brasil na XIX Conferência Internacional de Aids, realizada em Washington, nos Estados Unidos, no final de julho”. (l. 16-17)
I – “Uma alusão” consiste no complemento nominal de manifesto.
II – “À participação do Brasil...” constitui-se em complemento nominal ao termo alusão.
III – Em “À participação” o acento indicativo de crase justifica-se simplesmente pela presença da palavra feminina “alusão”.
IV – Em “Realizada em Washington, nos Estados Unidos, no final de julho.” todos os elementos sublinhados são adjuntos adnominais, por isso separados por vírgulas.
Está (ão) correta (s):
A questão refere-se ao fragmento da reportagem Aids: tendência de aumento entre jovens, de Flavia Bemfica, disponível no site: http://www.sinprors.org.br/extraclasse/set12/ imprimir.asp?id_conteudo=436.

“No final de agosto, um manifesto de instituições e pesquisadores passou quase despercebido do grande público e teve pouca repercussão na imprensa”. (l. 1-2)

* pied-à-terre (do francês = pé no chão): pequena habitação localizada em uma grande cidade, utilizada como uma segunda residência temporária.
** gigante voraz da obra do mesmo nome de Rabelais (1494 – 1553)
Machado de Assis. Bons dias! Campinas: Unicamp, 2008, p. 223-4.
Considerando os aspectos sintáticos e semânticos do texto, julgue os itens a seguir, assinalando (V) para os verdadeiros e (F) para os falsos.
Em “As de mercúrio, então sob forte demanda,
durariam apenas treze anos.” (linhas 22 e 23), a
separação do termo “então” por duas vírgulas é
opcional e não traria prejuízo sintático ou semântico
para o período.
Texto
Homo conectus
Roberto Pompeu de Toledo


(Texto adaptado da Revista Veja. São Paulo: Abril, ano
45, n. 6, 08 fev. 2012, p. 126)
Assinale a alternativa correta em relação aos sinais de pontuação empregados no texto.
Em “Abrir mão do aparelhinho, depois de todas
as facilidades que trouxe, está fora de questão.”
(linhas 75-77), o emprego da vírgula se justifica
porque a oração subordinada adverbial
temporal está intercalada na oração principal.
As questões de números 01 a 05 tomam por base uma passagem do livro A vírgula, do filólogo Celso Pedro Luft (1921-1995).
A vírgula no vestibular de português
“Mas, esta, não é suficiente.”
“Porque, as respostas, não satisfazem.”
“E por isso, surgem as guerras.”
“E muitas vezes, ele não se adapta ao meio em que vive.”
“Pois, o homem é um ser social.”
“Muitos porém, se esquecem que...”
“A sociedade deve pois, lutar pela justiça social.”
Que é que você acha de quem virgula assim? Você vai dizer que não aprendeu nada de pontuação quem semeia assim as vírgulas. Nem poderá dizer outra coisa.
Ou não lhe ensinaram, ou ensinaram e ele não aprendeu. O certo é que ele se formou no curso secundário. Lepidamente, sem maiores dificuldades. Mas a vírgula é um “objeto não identificado”, para ele.
Para ele? Para eles. Para muitos eles, uma legião. Amanhã serão doutores, e a vírgula continuará sendo um objeto não identificado. Sim, porque os três ou quatro mil menos fracos ultrapassam o vestíbulo... Com vírgula ou sem vírgula. Que a vírgula, convenhamos, até que é um obstáculo meio frágil, um risquinho. Objeto não identificado? Não, objeto invisível a olho nu. Pode passar despercebido até a muito olho de lince de examinador.
— A vírgula, ora, direis, a vírgula...
Mas é justamente essa miúda coisa, esse risquinho, que maior informação nos dá sobre as qualidades do ensino da língua escrita. Sobre o ensino do cerne mesmo da língua: a frase, sua estrutura, composição e decomposição.
Da virgulação é que se pode depreender a consciência, o grau de consciência que tem, quem escreve, do pensamento e de sua expressão, do ir-e-vir do raciocínio, das hesitações, das interpenetrações de ideias, das sequências e interdependências, e, linguisticamente, da frase e sua constituição.
As vírgulas erradas, ao contrário, retratam a confusão mental, a indisciplina do espírito, o mau domínio das ideias e do fraseado.
Na minha carreira de professor, fiz muitos testes de pontuação. E sempre ficou clara a relação entre a maneira de pontuar e o grau de cociente intelectual.
Conclusão que tirei: os exercícios de pontuação constituem um excelente treino para desenvolver a capacidade de raciocinar e construir frases lógicas e equilibradas.
Quem ensina ou estuda a sintaxe — que é a teoria da frase (ou o “tratado da construção”, como diziam os gramáticos antigos) — forçosamente acaba na importância das pausas, cortes, incidências, nexos, etc., elementos que vão se espelhar na pontuação, quando a mensagem é escrita.
Pontuar bem é ter visão clara da estrutura do pensamento
e da frase. Pontuar bem é governar as rédeas da frase. Pontuar
bem é ter ordem, no pensar e na expressão.
As frases abaixo correspondem a tentativas de corrigir o erro de virgulação apontado por Celso Pedro Luft na série de exemplos que apresenta.
I. “Porque as respostas não satisfazem.”
II. “E, muitas vezes, ele não se adapta ao meio em que vive.”
III. “Pois o homem é, um ser social.”
IV. “A sociedade deve, pois, lutar pela justiça social.”
As frases em que o problema de virgulação foi resolvido adequadamente estão contidas apenas em:
Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.
Em “As de mercúrio, então sob forte demanda, durariam apenas treze anos.” (linhas 22 e 23), a separação do termo “então” por duas vírgulas é opcional e não traria prejuízo sintático ou semântico para o período.
1. Não há diferenças significativas entre o uso dos sinais de pontuação no texto de 1928 e o que fazemos hoje.
2. Os dois pontos da linha 04 introduzem alternativas que completam a ideia iniciada por “O que” (linha 03).
3. Para os padrões atuais, ficaria correto colocar uma vírgula entre “e” e “sendo”, na linha 07.
4. A colocação de uma vírgula após “assim” (linha 20) tornaria a frase mais clara e correta.
As afirmativas corretas são
1. “Portanto” (linha 02) para depois de “falo” (linha 03), entre vírgulas.
2. “Nessa perspectiva” (linha 04) para depois de “desencadeou” (linha 06), sem vírgulas.
3. “novamente” (linha 31) para depois de “refexivo” (linha 30), sem vírgulas.
4. “assim” (linha 35) para antes de “O aluno” (linha 33), seguido de vírgula.
5. “talvez” (linha 36) para depois de “preconceito” (linha 37), precedido de vírgula.
O sentido e a correção das frases fcaria mantido apenas nos casos:

Com base no texto acima e nos aspectos por ele suscitados, julgue os seguintes itens.




