Questões de Vestibular Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Foram encontradas 536 questões

Ano: 2017 Banca: UFVJM-MG Órgão: UFVJM-MG Prova: UFVJM-MG - 2017 - UFVJM-MG - Vestibular - 2º Etapa |
Q1274671 Português
Leia o trecho a seguir:

A partir da sua condição social de mulher, negra, favelada, catadora de lixo e mãe solteira, Carolina Maria de Jesus, em Quarto de despejo, compôs um angustiante retrato do Brasil em meados do século XX. Para isso, utilizou de figuras de linguagem como metáforas, metonímias, comparações, analogias e ironias, que, somadas à sua coloquialidade, consolidaram uma das manifestações mais representativas do lirismo presente na fala do povo brasileiro.

Entre as citações abaixo, retiradas de Quarto de despejo, ASSINALE aquela que NÃO apresenta linguagem figurada.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: INEP Órgão: IF-RR Prova: INEP - 2017 - IF-RR - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1273566 Português

Leia o texto ‘Cresce violência nas escolas’ e responda à questão.



        Os atos de violência contra os professores têm aumentado, de maneira inquietadora, apesar das medidas tomadas pelas autoridades para coibilos, como mostram dados levantados pela reportagem do Estado nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental e médio do Estado de São Paulo. No primeiro semestre deste ano, foram registrados nada menos do que 548 boletins de ocorrência de agressão física de alunos contra professores, o que dá uma média de três por dia.

       No caso da rede pública estadual, que conta com 5,2 mil unidades, dados da Secretaria da Educação indicam que aqueles casos de agressão subiram de 188 em 2015 para 249 em 2016. O problema não é de hoje. Resultados de um levantamento publicado em 2013 mostram que 44% dos professores da rede de ensino básico já haviam sofrido algum tipo de violência, sendo as mais comuns as verbais (39%) e as de assédio moral (10%). As de violência física não passavam de 5%, o que indica que a situação vem piorando.

     Esse problema é um grande desafio para as autoridades porque tem vários aspectos importantes a serem atacados ao mesmo tempo, tais como a quebra de disciplina e autoridade – que começa em casa –, sem as quais a escola não funciona, a desestruturação da família, as carências sociais, a falta de perspectiva profissional para os jovens, em contraste com a sedução das drogas e do tráfico, e a difusão da cultura da violência. Sem se esquecer de que esse tipo de violência não é exclusivo das regiões e populações mais carentes. 

       Em contraposição a esta situação estarrecedora, em 2009, as autoridades educacionais de São Paulo lançaram a ideia inovadora da criação da figura de um professor mediador de conflitos para promover o diálogo e melhorar as relações entre os professores e os alunos. A ideia teve o apoio do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e da Prefeitura da capital e a participação, em sua implantação, do Tribunal de Justiça. A intenção dessa iniciativa é resolver os conflitos dentro da escola, evitando que eles descambem para a violência.

      “Buscamos evitar a judicialização de conflitos. Desde criança se aprende que violência se responde com violência. E assim a justiça se tornou uma espécie de vingança”, afirma o juiz Egberto de Almeida Penido, que participa de um dos projetos desse programa, indicando o esforço que os mediadores devem fazer para matar no nascedouro o ciclo de ódio que leva à agressão.

       Um exemplo dos resultados que podem ser obtidos com a ação dos mediadores de conflitos, citado pela reportagem, é o da Escola Estadual Sérgio Murilo Raduan, no Jardim Varginha, extremo sul da capital. Ali, só no primeiro bimestre de 2016, foram registrados 46 casos de desrespeito ao professor ou funcionário por aluno e neste ano, no mesmo período, o número baixou para 12 por causa do diálogo promovido entre as partes pelos mediadores, precedido de uma calma conversa com o aluno exaltado.

      Apesar desses resultados animadores, os números que mostram o aumento das agressões deixam claro que a ação dos mediadores de conflito não é uma panaceia. Tem limites. Quando o diálogo falha e a agressão ocorre, quebrando o princípio da autoridade – além, é claro, do dano físico ou moral causado ao agredido –, o caso tem de ter desdobramentos administrativos e criminais. O agressor tem de ser responsabilizado por seus atos.

     Todos os esforços devem ser feitos, em todos os planos possíveis, para atacar o complexo problema da violência entre os jovens. Mas, ultrapassado o limite da integridade física e moral, assim como o da disciplina em sala de aula, não pode haver tolerância com a violência. O recente episódio da brutal agressão sofrida pela professora Márcia Friggi, da cidade de Indaial, em Santa Catarina – que está longe de ser um caso isolado –, vítima de um aluno de 15 anos, que já havia agredido antes a própria mãe, mostra o alto preço que sempre se paga por tolerar a impunidade, dentro ou fora das escolas.



O Estado de S. Paulo, 25 agosto 2017.

Disponível em http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,cresceviolencia-nas-escolas,70001949611. Acesso em 30.11.2017

No trecho “a ação dos mediadores de conflito não é uma panaceia”, a palavra em destaque pode ser substituída sem alterar o significado, por:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: INEP Órgão: IF-RR Prova: INEP - 2017 - IF-RR - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1273561 Português
Leia o poema “Velho Lucas”, de Eli Macuxi, e responda à questão :
Assim que por gente me entendi
por sua causa acreditei que namorava um bem-te-vi e pelo amor me apaixonei
Você tirou meus dentes de leite e dizia à ‘sua menina’ que deveria jogá-los no telhado declamando uma rima ... ... Quantas vezes cortou minha franja? Quantas vezes fingiu brincar de manja? Quantas vezes me fez ler um mapa? Quantas vezes me educou no tapa?
Num doze de março você veio ao mundo sem saber como seria profundo o sulco na alma da filha mais velha que tanto temeu ser analfabeta
Acho que deu certo, meu velho pai você atingiu a sua meta ... e a ninguém, mais do que a você responsabilizo hoje por eu pretender ser poeta.
Amor para quem odeia, 2ª ed. 2016, p. 23-24.

Aponte a alternativa que contém erro de análise:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNTEF - PR Órgão: IF-PR Prova: FUNTEF-PR - 2017 - IF-PR - Vestibular |
Q1271506 Português

O texto a seguir servirá de base para a questão.

    Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança ([Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] SBPE) totalizaram R$ 20,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, montante 9,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2016, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

    Foram financiadas, com recursos das cadernetas de poupança, 82,5 mil unidades entre aquisições e construções no período, recuo de 17,9% em relação à primeira metade de 2016, quando 100,5 mil imóveis foram financiados.

    Apenas em junho, conforme a Abecip, o montante de financiamento imobiliário alcançou R$ 3,8 bilhões, alta de 6,5% em relação a maio, mas retração de 11,1% no período de um ano. A quantidade de imóveis financiados no mês passado subiu 5,7% e recuou 22%, nas mesmas bases de comparações, para 15,4 mil unidades.

    “O primeiro semestre foi ruim. Esperamos decrescimento menor ou ao menos empate com o ano passado e isso não aconteceu, mas o patamar de empréstimos continuou interessante”, disse o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, em coletiva de imprensa, lembrando que as empresas estão em um ritmo menor de construção de novos empreendimentos após um ciclo de elevados estoques (Estadão, 26/07/2017).

Analise o último parágrafo do texto, transcrito a seguir, e depois escolha a alternativa correta. “O primeiro semestre foi ruim. Esperamos (1) decrescimento (2) menor ou ao menos empate (3) com o ano passado e (4) isso não aconteceu, mas o patamar de empréstimos continuou interessante”, disse o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, em coletiva de imprensa, lembrando que as empresas estão em um ritmo menor de construção de novos empreendimentos após um ciclo de elevados estoques. Há uma inadequação:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IF SUL - MG Órgão: IF Sul - MG Prova: IF SUL - MG - 2017 - IF Sul - MG - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1271215 Português
Nós, os brasileiros

Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da Floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta – eu fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos. – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

Depois de ler, num congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um dos meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos: – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo: – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”. 

Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 

Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, senti-me tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, fazem-me menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

(Luft, Lya. Pensar e transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, pág. 49 – 51) 
(...) porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas (...)
Os articuladores destacados podem ser substituídos, sem prejuízo do significado original no texto, por:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IF SUL - MG Órgão: IF Sul - MG Prova: IF SUL - MG - 2017 - IF Sul - MG - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1271214 Português
Nós, os brasileiros

Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da Floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta – eu fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos. – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

Depois de ler, num congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um dos meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos: – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo: – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”. 

Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 

Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, senti-me tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, fazem-me menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

(Luft, Lya. Pensar e transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, pág. 49 – 51) 
Assinale a alternativa em que o significado da palavra em destaque está INCORRETAMENTE interpretado.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2017 - IF-TO - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1270268 Português
Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa.

É o ponto culminante de uma campanha atípica, cheia de escândalos e guinadas inesperadas, uma eleição genuinamente francesa e ao mesmo tempo global, uma espécie de reedição do choque do Brexit e Donald Trump. A publicação de e-mails roubados do Em Marcha!, o partido do candidato Emmanuel Macron, contamina a votação deste domingo na França, onde o centrista disputa a presidência com Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional. Macron é o favorito. A operação é similar à que golpeou a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições norte-americanas de novembro e pode ter contribuído para a vitória do republicano Donald Trump. Como nos EUA, os franceses escolhem entre dois programas antagônicos, que conduzem a França e seus parceiros europeus por caminhos opostos. Se for necessário lembrar que as eleições francesas são globais, e que a que se disputa neste 7 de maio, na França, terá ecos além de suas fronteiras, aí está a “ação de pirataria maciça e coordenada” que o Em Marcha! denunciou na sexta-feira à noite. Pouco antes, tinham começado a ser divulgadas em fóruns da internet e nas redes sociais, informações internas do partido em forma de e-mails, contratos e documentos contábeis.
Durante todos os meses de longa campanha, a França temeu uma operação desse tipo. Como Clinton, Macron defende manter a política externa vigorosa diante da Rússia de Vladimir Putin. Como Trump – ou, pelo menos, o Trump da campanha –, Le Pen se declara próxima de Putin e defende uma guinada na política externa francesa para acomodar os interesses russos.
(…)
A eleição é feita como um referendo múltiplo. É um referendo sobre a Europa e o euro, e um segundo turno do referendo sobre a Constituição européia de 2005, que ganhou o não. Le Pen propõe em seu programa a saída da UE e do euro para voltar ao franco, posição que suavizou na reta final da campanha. Macron promove uma maior integração europeia, a partir de um relançamento da aliança franco-alemã, que foi o motor da construção da comunidade desde sua fundação depois da Segunda Guerra Mundial. Os franceses terão hoje duas opções muito contrastantes: UE e euro, sim ou não.
(...)
BASSETS, Marc. Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa. Disponível em:<http://www.caldeiraopolitico.com.br/materias/40076/17/Eleicao-naFrancca-neste-domingo determina-o-caminho-da-Europa>. Acesso em 09.05.2017.
A frase: “É o ponto culminante de uma campanha atípica, cheia de escândalos e guinadas inesperadas, uma eleição genuinamente francesa e ao mesmo tempo global” pode ser reescrita, sem perda do seu sentido original, conforme se apresenta em apenas uma das alternativas:
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Ano: 2017 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2017 - FATEC - Vestibular |
Q1266143 Português
O título do artigo – Mais escolarizadas, mulheres ainda ganham menos e têm dificuldades de subir na carreira – poderia ser substituído, sem causar prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: COMVEST UFAM - 2017 - UFAM - Vestibular |
Q1265324 Português
Leia o texto a seguir, antes de responder a questão:

Foi no dia 13 de maio de 1881 que nasceu Afonso Henriques de Lima Barreto. Nos mesmos dia e mês da abolição da escravidão no Brasil, mas exatos sete anos antes. Aí estava uma coincidência de datas que para o futuro escritor faria toda a diferença: a ideia de liberdade significava um divisor de águas não só para a história do país como para o projeto libertário que Lima pretendeu realizar. Segundo ele, o fim do cativeiro e a conquista da liberdade eram troféus difíceis de guardar, sobretudo numa nação que admitiu escravos em todo o seu território durante quatro longos séculos. A data de nascimento no caso dele era, portanto, mero acaso; mas, quem sabe, premonição.
Maio era também conhecido como o mês das flores; o mês sagrado para a poesia, conforme o futuro escritor gostava de lembrar. O dia 13 caiu numa sexta-feira; dia de sorte para alguns (e Lima sempre pensou dessa maneira), de azar para outros. O menino viria ao mundo numa casa modesta de Laranjeiras, arrabalde do Rio de Janeiro. O nome da rua, diz a lenda, vinha do rio Ipiranga: aquele em que d. Pedro I decretou a independência e fundou o Império. (Do livro “Lima Barreto: triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz, p. 21. Texto adaptado.)
A palavra “arrabalde” (constante do segundo parágrafo), tem o significado de:
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Ano: 2017 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2017 - UDESC - Vestibular - Segundo Semestre (Manhã) |
Q1265316 Português

TEXTO 4


A PARTE BOA ERA LU.

TENTOU ESCOLA.

DOIS DIAS.

NO TERCEIRO,

SE JOGOU NO CHÃO.

NEM ARRASTADO.

JÁ NÃO FALAVA,

DESCONFIARAM:

ELE ESTAVA COM

ALGUM PROBLEMA.

SÓ PODIA SER A MÃE.

FUGIU DALI.

ISSO DÁ PROBLEMA,

MÃE FUGIR.

TODO MUNDO ACHA.

PROBLEMA CERTO.

CLARO QUE É.

MAS TINHA MAIS.

LU PODIA NÃO FALAR,

MAS COMPUTAVA.

E A MÃE LEVOU O NOTE.

ESTÁ CERTO.

RUIM, MÃE IR.

MAS LU POUCO A VIA.

ERA CHEGADA

A UMA BALADA.

ALI, NO MEIO DO NADA.

QUEM CUIDAVA DELE

ERA O PAI.

SEMPRE FOI.

SEM A MÃE, FOI RUIM.

SEM O NOTE, FOI PIOR.

DAÍ QUEREREM

UMA BABÁ.

PRESENÇA FEMININA.

PODIA AJUDAR.

E CHAMARAM CARLA.


VIGNA, Elvira. Vitória Valentina.1ª. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2016.

Analise as proposições em relação à obra Vitória Valentina, Elvira Vigna, e ao Texto 4.
I. Pela leitura do excerto infere-se que é unânime pensar que a presença da mãe é fundamental para o desenvolvimento e o equilíbrio da criança, assim Carla foi chamada para minimizar a ausência da figura materna. II. Da leitura do texto, infere-se que Lu não era apenas mimado, mas também tímido e reservado, pois usava o note para fazer seus registros. III. Em: “MAS LU POUCO A VIA” se o pronome destacado for substituído por LHE, ocorre transgressão quanto à regência do verbo VER. IV. Infere-se da leitura da obra que a personagem Carla simboliza a liberdade porque, ao invés de casar com Stan (um homem rico), prefere ficar sozinha, livre e cuidar da própria vida. V. Em: “TODO MUNDO ACHA” ao se acrescentar o vocábulo O antes da palavra MUNDO, ocorre mudança de significado na expressão.
Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2017 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2017 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1265145 Português
Leia o poema a seguir.

choveu
na carta que você mandou
quem mandou?

(LEMINSKI, P. Toda Poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 237.)


Sobre os verbos usados no poema de Paulo Leminski, considere as afirmativas a seguir.

I. As formas verbais utilizadas nos dois últimos versos possuem o mesmo sentido figurado. II. A forma verbal utilizada no segundo verso possui ali o único sentido literal do verbo. III. A forma verbal empregada no segundo verso tem o sentido de “enviar”. IV. A forma verbal empregada no último verso compõe uma expressão com uso e sentido informais.

Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2017 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2017 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1265134 Português
Cópia rara de textos de Shakespeare é encontrada na Escócia

Uma cópia rara, de quase 400 anos, de um volume da primeira edição das peças de teatro reunidas de William Shakespeare foi encontrada em uma mansão na Ilha de Bute, na Escócia. Especialistas consideram o Primeiro Fólio, como o volume é conhecido, a versão mais confiável das 36 peças escritas pelo homem que muitos apontam como o maior dramaturgo do mundo. Entre os textos presentes na edição estão Macbeth e Do Jeito que Você Gosta.
A edição encontrada na Mount Stuart House foi autenticada por Emma Smith, professora de Estudos de Shakespeare, da Universidade de Oxford. "Os administradores das coleções entraram em contato para dizer que tinham um Primeiro Fólio de Shakespeare, e minha reação irônica foi ‘sim, claro, com certeza’. Mas acontece que, após uma inspeção bem mais atenta, vi que estavam certos", disse Emma, em entrevista à rede BBC.
As obras do Primeiro Fólio foram ordenadas e publicadas pela primeira vez em 1623, sete anos após a morte do escritor, de acordo com a Biblioteca Britânica. Os detalhes das mãos pelas quais a cópia passou foram documentados em uma carta do responsável pela edição do século XVIII da obra, Isaac Reed, que acompanhava o livro, o que ajudou o processo de autenticação. 
(Adaptado de: <veja.abril.com.br/entretenimento/copia-rara-de-textos-de-shakespeare-e-encontrada-na-escocia/>. Acesso em: 12 jul. 2017.)
Em relação às expressões “sim, claro, com certeza”, presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Observa-se entre as expressões uma convergência de sentidos. II. Apenas a primeira e a terceira expressões fazem parte do mesmo campo semântico. III. As expressões são classificadas, respectivamente, como advérbio, substantivo e locução . IV. As expressões, embora afirmativas, trazem uma conotação negativa, no texto.

Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2017 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2017 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1265132 Português
Não deu certo: escola sofre linchamento virtual
Com a repercussão negativa da atividade “se nada der certo” dos alunos do terceiro ano do ensino médio, as páginas da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH) nas redes sociais têm recebido diversos comentários ofensivos. Segundo a mãe de uma aluna da instituição que preferiu não se identificar, usuários chegaram a criticar a escola até mesmo em posts com fotografias de crianças do ensino básico acusando-a de “indução subliminar para formar crianças preconceituosas”. A responsável disse ainda estar com “medo até de sair com a filha de uniforme na rua”. O “linchamento” virtual começou na segunda-feira. O alvo da ira: uma atividade em que estudantes se fantasiaram de faxineiros, ambulantes, vendedores e moradores de rua, suas supostas alternativas “se nada der certo”, ou seja, se não passarem no vestibular. Para milhares de usuários, a ação, que aconteceu em 17 de maio e foi divulgada na página do Facebook da instituição, é um desrespeito aos diversos profissionais
(Disponível em: <veja.abril.com.br/educação/não-deu-certo-escola-sofre-linchamento-virtual/>. Acesso em: 8 jul. 2017.)
Sobre os recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Em “Segundo a mãe de uma aluna da instituição que preferiu não se identificar”, a preposição grifada pode ser substituída por “consoante”, sem prejuízo do sentido original.
II. Em “O alvo da ira: uma atividade em que estudantes se fantasiaram”, a palavra destacada pode ser substituída por “indignação”.
III. Em “‘se nada der certo’, ou seja, se não passarem no vestibular”, a expressão “ou seja” enfatiza o enunciado que a sucede.
IV. Em “a ação, que aconteceu em 17 de maio e foi divulgada na página do Facebook da Instituição, é um desrespeito aos diversos profissionais”, o prefixo des-, na palavra destacada, indica distância, afastamento.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2017 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1265129 Português
O combate ao spam nas mãos dos usuários
Pode não parecer, mas cerca de 90% dos e-mails que chegam aos provedores é spam e deixam de ser enviados aos usuários finais. Apenas os 10% restantes vão para a caixa de entrada dos usuários, sendo que metade é enviada sob suspeição e acaba caindo na pasta de “lixo eletrônico”. Essa é a afirmação da Abrahosting (Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet). No final, sobram apenas 5% de mensagens genuínas e, ainda assim, parece que o problema do spam (mensagens não solicitadas) não tem fim, nem para os usuários, nem para os provedores. “Nós, que somos provedores, nunca sentimos os números de spam cair”, diz Vicente Neto, presidente da entidade.
A associação deu início na semana passada a uma campanha educativa para aumentar o engajamento dos usuários finais no combate ao spam. Os serviços de e-mail já contam com recursos que permitem ao usuário sinalizá-los como spam e bloqueá-los. A atitude pode beneficiar a todos os usuários ao ajudar os provedores a identificar e bloquear remetentes de mensagens indesejadas. Em sua campanha, a Abrahosting sugere que seus associados orientem os usuários a fazerem uso das ferramentas de bloqueio e denúncia. “O usuário pode ajudar com isso, pois existem sistemas para bloquear. Se o usuário só apagar o e-mail, ele não consegue ajudar. O sistema funciona com a ajuda do usuário”.
Para Vicente Neto, o agravante do problema são as empresas de “marketing de performance”, que enviam e-mails de marketing em massa. “Esses são os maiores spammers”. De acordo com ele, além de transtornos aos usuários, o spam traz custos às empresas de hospedagem, que invariavelmente têm uma equipe dedicada só a monitorar esse problema e pagam caro por licenças de softwares para bloquear os e-mails não solicitados. “É um prejuízo muito grande”.
(Adaptado de: CHIBA, M. F. O combate ao spam nas mãos dos usuários. Folha de Londrina. 15 jun. 2017. Economia e Negócios. p. 4.) 
Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. A palavra “hospedagem”, utilizada no texto, mantém o valor semântico de “abrigar”, “alojar”.
II. O termo “agravante” e a expressão “em massa” são usados com o mesmo sentido.
III. O advérbio “já” apresenta o sentido de “logo” em: “Os serviços de e-mail já contam com recursos”.
IV. Em “Nós, que somos provedores, nunca sentimos os números de spam cair”, as vírgulas separam uma oração subordinada adjetiva explicativa.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2017 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1265128 Português
O combate ao spam nas mãos dos usuários
Pode não parecer, mas cerca de 90% dos e-mails que chegam aos provedores é spam e deixam de ser enviados aos usuários finais. Apenas os 10% restantes vão para a caixa de entrada dos usuários, sendo que metade é enviada sob suspeição e acaba caindo na pasta de “lixo eletrônico”. Essa é a afirmação da Abrahosting (Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet). No final, sobram apenas 5% de mensagens genuínas e, ainda assim, parece que o problema do spam (mensagens não solicitadas) não tem fim, nem para os usuários, nem para os provedores. “Nós, que somos provedores, nunca sentimos os números de spam cair”, diz Vicente Neto, presidente da entidade.
A associação deu início na semana passada a uma campanha educativa para aumentar o engajamento dos usuários finais no combate ao spam. Os serviços de e-mail já contam com recursos que permitem ao usuário sinalizá-los como spam e bloqueá-los. A atitude pode beneficiar a todos os usuários ao ajudar os provedores a identificar e bloquear remetentes de mensagens indesejadas. Em sua campanha, a Abrahosting sugere que seus associados orientem os usuários a fazerem uso das ferramentas de bloqueio e denúncia. “O usuário pode ajudar com isso, pois existem sistemas para bloquear. Se o usuário só apagar o e-mail, ele não consegue ajudar. O sistema funciona com a ajuda do usuário”.
Para Vicente Neto, o agravante do problema são as empresas de “marketing de performance”, que enviam e-mails de marketing em massa. “Esses são os maiores spammers”. De acordo com ele, além de transtornos aos usuários, o spam traz custos às empresas de hospedagem, que invariavelmente têm uma equipe dedicada só a monitorar esse problema e pagam caro por licenças de softwares para bloquear os e-mails não solicitados. “É um prejuízo muito grande”.
(Adaptado de: CHIBA, M. F. O combate ao spam nas mãos dos usuários. Folha de Londrina. 15 jun. 2017. Economia e Negócios. p. 4.) 
Com base no texto, assinale a alternativa que pode substituir, corretamente, a forma verbal sublinhada: “Se o usuário só apagar o e-mail, ele não consegue ajudar”.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2017 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1265123 Português
O combate ao spam nas mãos dos usuários
Pode não parecer, mas cerca de 90% dos e-mails que chegam aos provedores é spam e deixam de ser enviados aos usuários finais. Apenas os 10% restantes vão para a caixa de entrada dos usuários, sendo que metade é enviada sob suspeição e acaba caindo na pasta de “lixo eletrônico”. Essa é a afirmação da Abrahosting (Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet). No final, sobram apenas 5% de mensagens genuínas e, ainda assim, parece que o problema do spam (mensagens não solicitadas) não tem fim, nem para os usuários, nem para os provedores. “Nós, que somos provedores, nunca sentimos os números de spam cair”, diz Vicente Neto, presidente da entidade.
A associação deu início na semana passada a uma campanha educativa para aumentar o engajamento dos usuários finais no combate ao spam. Os serviços de e-mail já contam com recursos que permitem ao usuário sinalizá-los como spam e bloqueá-los. A atitude pode beneficiar a todos os usuários ao ajudar os provedores a identificar e bloquear remetentes de mensagens indesejadas. Em sua campanha, a Abrahosting sugere que seus associados orientem os usuários a fazerem uso das ferramentas de bloqueio e denúncia. “O usuário pode ajudar com isso, pois existem sistemas para bloquear. Se o usuário só apagar o e-mail, ele não consegue ajudar. O sistema funciona com a ajuda do usuário”.
Para Vicente Neto, o agravante do problema são as empresas de “marketing de performance”, que enviam e-mails de marketing em massa. “Esses são os maiores spammers”. De acordo com ele, além de transtornos aos usuários, o spam traz custos às empresas de hospedagem, que invariavelmente têm uma equipe dedicada só a monitorar esse problema e pagam caro por licenças de softwares para bloquear os e-mails não solicitados. “É um prejuízo muito grande”.
(Adaptado de: CHIBA, M. F. O combate ao spam nas mãos dos usuários. Folha de Londrina. 15 jun. 2017. Economia e Negócios. p. 4.) 
Sobre os recursos linguístico-semânticos sublinhados no primeiro parágrafo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2017 - UEL - Vestibular - Inglês |
Q1264889 Português

Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


Sentimental

Ponho-me a escrever teu nome

com letras de macarrão.

No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

e debruçados na mesa todos contemplam

esse romântico trabalho.

Desgraçadamente falta uma letra,

uma letra somente

para acabar teu nome!

– Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

Eu estava sonhando...

E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

“Neste país é proibido sonhar”.


Poema do jornal

O fato ainda não acabou de acontecer

e já a mão nervosa do repórter

o transforma em notícia.

O marido está matando a mulher.

A mulher ensanguentada grita.

Ladrões arrombam o cofre.

A polícia dissolve o meeting.

A pena escreve.

Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


Poesia

Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

O termo “pena”, utilizado no segundo verso de “Poesia”, tem o significado de peça que se adapta à caneta, ou é a própria caneta, ou ainda corresponde ao instrumento com que se escreve. A palavra, porém, tem outros sentidos dicionarizados.

Assinale a alternativa em que se estabelece a correta correlação entre a palavra empregada no poema e os demais sentidos.

Alternativas
Ano: 2017 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2017 - UEL - Vestibular - Inglês |
Q1264886 Português

Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


Sentimental

Ponho-me a escrever teu nome

com letras de macarrão.

No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

e debruçados na mesa todos contemplam

esse romântico trabalho.

Desgraçadamente falta uma letra,

uma letra somente

para acabar teu nome!

– Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

Eu estava sonhando...

E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

“Neste país é proibido sonhar”.


Poema do jornal

O fato ainda não acabou de acontecer

e já a mão nervosa do repórter

o transforma em notícia.

O marido está matando a mulher.

A mulher ensanguentada grita.

Ladrões arrombam o cofre.

A polícia dissolve o meeting.

A pena escreve.

Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


Poesia

Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

Sobre os termos “já” e “nervosa”, presentes no segundo verso de “Poema do jornal”, considere as afirmativas a seguir.


I. O termo “já” é ligeiramente antecipado, pois se refere à transformação em notícia, mas essa antecipação garante maior ênfase à questão do tempo como marca expressiva do poema.

II. O termo “nervosa” contém, a princípio, um significado divergente do adjetivo “doce”, mas ambos os termos são associados com a agitação e a aceleração do cotidiano moderno.

III. O termo “já” é empregado como contraponto ao termo “ainda”, utilizado no verso anterior, embora ambos estejam subordinados ao fato citado no verso inicial.

IV. O termo “nervosa” indica que o repórter, assim como o poeta e como o sujeito lírico, exibe o desconforto para administrar emoções no acompanhamento da vida moderna.

Alternativas
Ano: 2017 Banca: UNEB Órgão: UNEB Prova: UNEB - 2017 - UNEB - Vestibular - Português/Inglês/Ciências |
Q1264462 Português

TEXTO:


Senhora Dona Bahia,   

   nobre e opulenta cidade,

 madrasta dos naturais,

       e dos estrangeiros madre:

5 dizei-me por vida vossa

     em que fundais o ditame

         de exaltar os que aqui vêm

              e abater os que aqui nascem?

MATOS, Gregório de. Descreve como os estrangeiros arruínam a Bahia. In: MENDES, Cleise Furtado. Senhora Dona Bahia. Salvador, EDUFBA, 1996. p. 88.

A análise de fragmento retirado do texto de Gregório de Matos está correta em


I. Há um vocativo e um aposto nos versos: “Senhora Dona Bahia / nobre e opulenta cidade / madrasta dos naturais, / e dos estrangeiros madre” (v. 1-4).

II. No verso ”e dos estrangeiros madre” (v. 4), há uma inversão no sintagma nominal.

III. Em “dizei-me por vida vossa” (v. 5), verifica-se um tratamento em 2ª pessoa do singular.

IV. “vêm” (v. 7) é uma forma do verbo ver, na 3ª pessoa do plural.

V. O termo “ditame” (v. 6) significa comportamento diferenciado, consagrado pelo costume.


A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

Alternativas
Ano: 2017 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2017 - UNEMAT - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1262625 Português
A CASA CAIU

     O empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, contou ao juiz Sérgio Moro, em depoimento em Curitiba, que o apartamento tríplex, no Guarujá, era do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que este lhe deu ordens para destruir toda a documentação que juntou contendo dados sobre depósitos de propinas. O ex-ministro de Lula e de Dilma Rousseff, Antônio Palocci, se dispôs a fornecer fatos, nomes, endereços e documentos que darão trabalho por pelo menos mais de um ano à força-tarefa da Operação Lava Jato. Ou seja, a casa de Lula caiu e a batata dos ex-presidentes petistas pode queimar mais cedo do que se pensava.
José Nêumanne

Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3, na sexta-feira, 21 de abril de 2007. Disponível em: www.estadao.com.br Acesso em maio 2017. (Adaptado)
Ao comentar a acusação de corrupção que envolve o ex-presidente Lula e o apartamento tríplex do Guarujá, o jornalista José Nêumanne finaliza fazendo remissão a duas expressões comuns na linguagem do brasileiro: a casa caiu e sua batata está assando. De acordo com o contexto em que estão sendo usadas, elas significam, respectivamente, que
Alternativas
Respostas
141: C
142: E
143: E
144: C
145: A
146: C
147: E
148: B
149: C
150: E
151: C
152: B
153: A
154: B
155: D
156: E
157: D
158: A
159: A
160: B