Questões de Vestibular
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Sem contrariar o sentido do texto original e a prescrição gramatical, o período inicial do texto (l.1-4) poderia ser redigido da seguinte forma: É certo que, na passagem para a vida adulta, os jovens dinâmicos, os quais não manifestavam unicamente em brincadeiras e atitudes delirantes, habituaram-se a sobrepor seriedade e entretenimento.
No trecho apresentado, destacam-se dois expedientes que devem ser evitados nesse tipo de texto, que deve primar pela objetividade: uso de linguagem figurada — “estava plantando sementes intelectuais” (l.2) — e marca do enunciador do texto, como evidencia o emprego da palavra “claro” (l.7).
Mantendo-se a correção gramatical e a precisão das informações, o último período do texto poderia ser reescrito da seguinte forma: Na revolução científica de 1960, Alfred Wegener definitivamente comprovou a hipótese da deriva continental e a consolidou na teoria tectônica de placas.
No período entre as linhas 5 e 7, é estabelecida uma relação de causa e efeito entre os seguintes fatos: a) as cangas cobrem jazidas de ferro; b) as regiões em que as cangas se encontram são ambientes naturais ameaçados.
Como foi empregada na acepção de verbo impessoal, a forma verbal “Havia” (l.4) poderia, corretamente, ser substituída pela forma verbal sinônima Existia.
Dada a regência do verbo principal do segmento “a quem elas pudessem interessar” (l.6), estaria igualmente correta a seguinte estrutura: a quem pudesse interessar-se por elas.
O segmento “a quem quer entrar” (l.2-3) poderia ser corretamente substituído por àqueles que desejam lançar-se.
No período “Pintavam o lobisomem com uma realidade tão da terra que era o mesmo que eu ter visto” (l.39-41), a primeira oração expressa, em linguagem figurada, a causa do fato expresso na oração seguinte.
No contexto em que foi empregado, o segmento “Os bois que morriam” (l.23) corresponde a um subconjunto de bois do conjunto de bois do ambiente descrito e, portanto, nele, não se incluem os bois mortos no abate.
Sem prejudicar o ritmo da narrativa e a precisão e clareza do fato descrito, José Lins do Rêgo poderia ter optado pela colocação da expressão adverbial “na mata” (l.3) após o substantivo “encontro” (l.2), desde que não a isolasse por vírgulas.
Na acepção em que foi empregado, o adjetivo “simples” (l.7) não poderia estar posposto ao substantivo que ele modifica, tal como se verifica na colocação do adjetivo grande na expressão grande homem.
“O maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar” (Machado de Assis).
Machado de Assis foi romancista, contista, poeta, crítico literário e, por vários anos, escreveu crônicas para os jornais, comentando a vida cotidiana do Rio de Janeiro. Considerando esse fragmento de uma das crônicas de Machado de Assis, julgue os itens a seguir, assinalando (V) para os verdadeiros e (F) para os falsos.
palavra “abalizados”, tal como foi empregada na
linha 7, pode ser substituída por infectados, sem
prejuízo para o sentido.
As questões de números 16 a 20 tomam por base uma reportagem de Antônio Gois publicada em 03.02.2012 pelo jornal Folha de S.Paulo.
Laptop de aluno de escola pública tem problemas
Estudo feito pela UFRJ para o governo federal mostra que o programa UCA (Um Computador por Aluno), implementado em 2010 em seis municípios, esbarrou em problemas de coordenação, capacitação de professores e adequação de infraestrutura.
O programa piloto do MEC forneceu 150 mil laptops de baixo custo a professores e alunos de cerca de 300 escolas públicas. Às cidades foram prometidas infraestrutura para acesso à internet e capacitação de gestores e professores.
Uma das conclusões do estudo foi que a infraestrutura de rede foi inadequada. Em cinco cidades, os avaliadores identificaram que os sinais de internet eram fracos e instáveis tanto nas escolas quanto nas casas e locais públicos.
A pesquisa mostra que os professores se mostravam entusiasmados no início, mas, um ano depois, 70% relataram não ter contado com apoio para resolver problemas técnicos e 42% disseram usar raramente ou nunca os laptops em tarefas pedagógicas.
Em algumas cidades, os equipamentos que davam defeito ficaram guardados por falta de técnicos que soubessem consertá-los.
Além disso, um quinto dos docentes ainda não havia recebido capacitação, e as escolas não tinham incorporado o programa em seus projetos pedagógicos.
Um dos pontos positivos foi que os alunos passaram a ter mais domínio de informática. O programa foi mais eficiente quando as escolas que permitiram levar o laptop para casa.
Foram avaliadas Barra dos Coqueiros (SE), Santa Cecília
do Pavão (PR), São João da Ponta (PA), Terenos (MS) e Tiradentes
(MG). Os autores do estudo não deram entrevista.
[...] o programa UCA (Um Computador por Aluno), implementado em 2010 em seis municípios, esbarrou em problemas de coordenação, capacitação de professores e adequação de infraestrutura.
Observe as seguintes tentativas de substituir esbarrou em nesta passagem.
I. foi de encontro a.
II. defrontou-se com.
III. resolveu.
IV. eliminou.
As substituições que não alteram substancialmente o sentido da frase estão contidas em:
