Questões de Vestibular Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Ano: 2013 Banca: COPESE - UFT Órgão: UFT Prova: COPESE - UFT - 2013 - UFT - Vestibular - Prova 1 |
Q1262154 Português
Leia o texto para responder a questão.

Slogans de protesto

   Samantha Pearson, colunista do prestigioso Financial Times, escreveu um artigo sobre a adoção de slogans publicitários pelos manifestantes que tomaram as ruas de diversas cidades brasileiras nos últimos meses. Segundo ela, a utilização dos temas "O gigante acordou", extraída da campanha do uísque Johnnie Walker, e do "Vem pra rua", retirado dos anúncios da Fiat, revelam sinais de consumismo excessivo e alienação política.
     Entendo a surpresa da moça. Relacionamos protestos com palavras de ordem contra o establishment e não a favor dele. No entanto, como um dos mais antigos historiadores da humanidade e, porque não dizer, na qualidade de o “pai da história”, devo esclarecer que a utilização de slogans de anunciantes em protestos e revoluções não é algo novo.
[...]
    O lema “paz, pão e terra”, usado por Lenin para promover a primeira fase da revolução soviética, expressou com perfeição três demandas da época: a saída da Rússia da Primeira Guerra Mundial, comida para todos e a necessidade de uma reforma agrária radical. Esse simples e brilhante slogan não saiu da cabeça de nenhum propagandista marxista. Os bolcheviques o tomaram de uma campanha de um condomínio fechado que prometia paz, pão e terra aos compradores, pois, os imensos lotes oferecidos aos burgueses se encontravam longe do centro de Moscou e ao lado de um campo de trigo.
    O caso de Maio de 68 é o mais exemplar. Esse movimento talvez seja o mais profícuo em slogans. Centenas de frases de efeito foram gritadas e estampadas em muros e cartazes pelos manifestantes. Algumas delas seguem ainda hoje animando as mentes inquietas. O que pouca gente sabe é que muitos dos ditos da época foram sacados de campanhas publicitárias de produtos dos mais diversos setores da economia. "Decretado o estado de felicidade permanente." (Cerveja). “A Poesia está na rua.” (Perfume). “O sonho é realidade.” (Previdência privada). "Não mudem de empregadores, mudem o emprego da vida." (Trabalho autônomo). "A imaginação toma o poder." (Carro).
     Ao historiador, cabe analisar o passado e não fazer previsões, mas me arrisco a dizer que, num futuro próximo, manifestantes poderão se apropriar também das frases promocionais usadas pelo varejo. Já vejo cartazes estampando dizeres como “imperdível, redução de tarifa já”, “pelo fim da corrupção, nem que seja em 10x sem juros”, “queima total de estoque de parlamentares”. O ambiente é propício.

KNIJNIK, Vitor. Blog do Heródoto. Carta Capital. São Paulo: Confiança, Ano XVIII, Nº 757, jul. 2013, p.19. (adaptado)
Os excertos, no 5° parágrafo, “pelo fim da corrupção, nem que seja em 10x sem juros”, “queima total de estoque de parlamentares” estão empregados no sentido de
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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2013 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1260411 Português
Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



Curupira


       Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
      Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
     Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

(O Brasil no folclore, 1970.)



(*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
Segundo o texto, a lenda do Caapora foi responsável pela criação de uma palavra no português com o significado de dor, sofrimento, má sorte, fracasso. Tal palavra é:
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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2013 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1260406 Português
Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

       Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
     “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
       Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
        Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
       Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
        Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
(Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)
Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema.

O advérbio necessariamente, nas três ocorrências verificadas na passagem mencionada, equivale, pelo sentido, a:
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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2013 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1260403 Português

Instrução: A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).



É uma visão medonha uma caveira?

Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.

Foi a cabeça ardente de um poeta,

Outrora à sombra dos cabelos loiros.

Quando o reflexo do viver fogoso

Ali dentro animava o pensamento,

Esta fronte era bela. Aqui nas faces

Formosa palidez cobria o rosto;

Nessas órbitas — ocas, denegridas! —

Como era puro seu olhar sombrio!



Agora tudo é cinza. Resta apenas

A caveira que a alma em si guardava,

Como a concha no mar encerra a pérola,

Como a caçoula a mirra incandescente.



Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;

Por que repugnas levantá-la agora?

Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!

Quanta vida ali dentro fermentava,

Como a seiva nos ramos do arvoredo!

E a sede em fogo das ideias vivas

Onde está? onde foi? Essa alma errante

Que um dia no viver passou cantando,

Como canta na treva um vagabundo,

Perdeu-se acaso no sombrio vento,

Como noturna lâmpada apagou-se?

E a centelha da vida, o eletrismo

Que as fibras tremulantes agitava

Morreu para animar futuras vidas?



Sorris? eu sou um louco. As utopias,

Os sonhos da ciência nada valem.

A vida é um escárnio sem sentido,

Comédia infame que ensanguenta o lodo.

Há talvez um segredo que ela esconde;

Mas esse a morte o sabe e o não revela.

Os túmulos são mudos como o vácuo.

Desde a primeira dor sobre um cadáver,

Quando a primeira mãe entre soluços

Do filho morto os membros apertava

Ao ofegante seio, o peito humano

Caiu tremendo interrogando o túmulo...

E a terra sepulcral não respondia.



                    (Poesias completas, 1962.)

E a centelha da vida, o eletrismo

No contexto em que é empregado, o termo eletrismo, que não consta dos dicionários, significa:
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Ano: 2013 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2013 - CEDERJ - Vestibular |
Q582610 Português
                                                    Infância

     
Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

      Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

      Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

      Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

      Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

      À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

        Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

      Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                 RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

Leia o trecho:

Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim.

As formas verbais assinaladas indicam, respectivamente, os seguintes aspectos do passado:
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Ano: 2013 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2013 - CEDERJ - Vestibular |
Q582606 Português
                                                    Infância

     
Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

      Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

      Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

      Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

      Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

      À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

        Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

      Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                 RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

A sequência de palavras e expressões em que se concretiza com mais propriedade a transformação da relação do menino com a leitura é:
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Ano: 2013 Banca: SENAC-SP Órgão: SENAC-SP Prova: SENAC-SP - 2013 - SENAC-SP - Vestibular - Inglês |
Q524684 Português
Considere a tirinha e as afirmativas abaixo.

Imagem associada para resolução da questão


I. O humor da tirinha provém do fato de Calvin usar a palavra “rua" em sentido figurado em um quadro e em sentido literal em outro.

II. Na expressão sabedoria das ruas, percebe-se o uso de linguagem denotativa.

III. Na frase ele não é inteligente, mas tem a sabedoria das ruas, há uma crítica e uma ressalva que atenua essa mesma crítica.

IV. Infere-se da tirinha que um menino visto como “valentão" não pode ser inteligente.


Está correto o que se afirma APENAS em

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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: UFTM Prova: VUNESP - 2013 - UFTM - Vestibular - Prova 01 |
Q382501 Português

Imagem associada para resolução da questão
Em relação aos dois parágrafos transcritos, o título do texto contém informação.
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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: UFTM Prova: VUNESP - 2013 - UFTM - Vestibular - Prova 01 |
Q382498 Português
Em nossos dias, o neo­indianismo dos modernos de 1922 (precedido por meio século de etnografia sistemática) iria acen­ tuar aspectos autênticos da vida do índio, encarando­o, não como gentil­homem embrionário, mas como primitivo, cujo inte­ resse residia precisamente no que trouxesse de diferente, contra­ ditório em relação à nossa cultura europeia. O indianismo dos românticos, porém, preocupou­se sobremaneira em equipará­lo qualitativamente ao conquistador, realçando ou inventando aspectos do seu comportamento que pudessem fazê­lo ombrear com este - no cavalheirismo, na generosidade, na poesia.

A altivez, o culto da vindita, a destreza bélica, a genero­ sidade, encontravam alguma ressonância nos costumes abo­ rígines, como os descreveram cronistas nem sempre capazes de observar fora dos padrões europeus e, sobretudo, como os quiseram deliberadamente ver escritores animados do desejo patriótico de chancelar a independência política do país com o brilho de uma grandeza heroica especificamente brasileira.
Considere as passagens do texto:

[...] encarando­o , não como gentil­homem embrionário [...]

[...] cujo interesse residia precisamente [...].

[...] como os descreveram cronistas [...].

Os substantivos retomados pelos pronomes sublinhados são, respectivamente,
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Ano: 2013 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2013 - FATEC - Vestibular - Prova 01 |
Q382441 Português
Leia o poema do escritor Alberto de Oliveira (1857-1937).

Num trem de subúrbio

No trem de ferro vimo-nos, um dia, E amarmo-nos foi obra de um momento, Tudo rápido, como a ventania, Como a locomotiva ou o pensamento.

– “Amo-te!”
– “Adoro-te!”

A estação primeira
Surge. Saltamos nela ao som de um berro. Nosso amor, numa nuvem de poeira, Tinha passado, como o trem de ferro.


Interpretando o poema, é correto afrmar que nessa obra está presente a
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Ano: 2013 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2013 - FATEC - Vestibular - Prova 01 |
Q382438 Português
Feito em casa

Na era digital, as empresas de tecnologia costumam desbravar novos territórios. No entanto, há duas semanas, uma decisão do Yahoo! causou polêmica: a empresa de tecnologia decidiu banir o home ofice de todas as suas fiais. A justificativa enviada aos funcionários foi a de que “a velocidade e a qualidade são muitas vezes sacrificadas quando se trabalha em casa”
No Brasil, continua-se a defender a prática, mas com ressalvas: há vários cuidados necessários para torná-la realmente eficiente.

Diego Gomes, paulistano, funcionário de uma instituição bancária, trabalha dois dias por semana em casa. Ele optou pelo trabalho remoto no dia do rodízio de seu carro e na sexta-feira, quando o trânsito é pior.

Apesar de reconhecer os benefícios, ele afirma que precisou tomar precauções para sua produtividade não ser afetada, como criar um ambiente de escritório em casa e conversar com sua família. “[Com a família] precisa ser duro: das 9 h às 18 h, estou trabalhando: não vou ao mercado e não vou consertar chuveiro. Tem que deixar claro.”

No banco onde Diego atua, os funcionários que se interessam pelo teletrabalho têm de participar de um workshop e precisam fazer uma autoavaliação. Eles precisam verificar, por exemplo, se trabalham com independência e se sabem cumprir metas diárias ou se sua performance precisa de acompanhamento constante.

As empresas também procuram descartar certos funcionários na hora de escolher quem fará home office. A diretora de RH Edna Bedani afirma que estagiários não devem atuar em casa. “São pessoas em formação, que precisam de orientação”, afirma.

Especialistas também destacam a necessidade de disciplina do profissional que fica em casa. “É preciso manter a rotina como se você fosse para o escritório: acordar, tomar banho, tomar café, vestir-se etc., afirma Jorge Matos, presidente de uma agência especializada em gestão de pessoas e carreiras.

Releia o segundo parágrafo do texto.

No Brasil, continua-se a defender a prática, mas com ressalvas: há vários cuidados necessários para torná-la realmente efciente.

O trecho em destaque pode ser substituído, corretamente e sem alteração do sentido do texto, por:
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Ano: 2013 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2013 - FATEC - Vestibular - Prova 01 |
Q382437 Português
Feito em casa

Na era digital, as empresas de tecnologia costumam desbravar novos territórios. No entanto, há duas semanas, uma decisão do Yahoo! causou polêmica: a empresa de tecnologia decidiu banir o home ofice de todas as suas fiais. A justificativa enviada aos funcionários foi a de que “a velocidade e a qualidade são muitas vezes sacrificadas quando se trabalha em casa”
No Brasil, continua-se a defender a prática, mas com ressalvas: há vários cuidados necessários para torná-la realmente eficiente.

Diego Gomes, paulistano, funcionário de uma instituição bancária, trabalha dois dias por semana em casa. Ele optou pelo trabalho remoto no dia do rodízio de seu carro e na sexta-feira, quando o trânsito é pior.

Apesar de reconhecer os benefícios, ele afirma que precisou tomar precauções para sua produtividade não ser afetada, como criar um ambiente de escritório em casa e conversar com sua família. “[Com a família] precisa ser duro: das 9 h às 18 h, estou trabalhando: não vou ao mercado e não vou consertar chuveiro. Tem que deixar claro.”

No banco onde Diego atua, os funcionários que se interessam pelo teletrabalho têm de participar de um workshop e precisam fazer uma autoavaliação. Eles precisam verificar, por exemplo, se trabalham com independência e se sabem cumprir metas diárias ou se sua performance precisa de acompanhamento constante.

As empresas também procuram descartar certos funcionários na hora de escolher quem fará home office. A diretora de RH Edna Bedani afirma que estagiários não devem atuar em casa. “São pessoas em formação, que precisam de orientação”, afirma.

Especialistas também destacam a necessidade de disciplina do profissional que fica em casa. “É preciso manter a rotina como se você fosse para o escritório: acordar, tomar banho, tomar café, vestir-se etc., afirma Jorge Matos, presidente de uma agência especializada em gestão de pessoas e carreiras.

De acordo com as informações do texto, é correto afrmar que:
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Ano: 2013 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2013 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q360372 Português
Revelação do subúrbio

Quando vou para Minas, gosto de ficar de pé, contra a[vidraça do carro*,vendo o subúrbio passar.O subúrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de não repararmos suficientemente em suas luzes que mal têm tempo de brilhar.A noite come o subúrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esforça,até que vem o campo onde pela manhã repontam laranjais e à noite só existe a tristeza do Brasil.
Para a caracterização do subúrbio, o poeta lança mão, principalmente, da(o)
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Ano: 2013 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2013 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q360362 Português
Leia o seguinte texto, que faz parte de um anúncio de um produto alimentício:

EM RESPEITO A SUA NATUREZA, SÓ TRABALHAMOS COM O MELHOR DA
NATUREZA

Selecionamos só o que a natureza tem de melhor para levar até a sua casa. Porque faz parte da natureza dos nossos consumidores querer produtos saborosos, nutritivos e, acima de tudo, confiáveis.

Procurando dar maior expressividade ao texto, seu autor

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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: Faculdade Cultura Inglesa Prova: VUNESP - 2013 - Faculdade Cultura Inglesa - Vestibular - Prova 01 |
Q359208 Português
Estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) analisou quando e em que circunstâncias ocorreram os 1 034 gols marcados pelos 20 times que disputa- ram 380 jogos na primeira divisão do campeonato brasileiro de 2008.

O levantamento mostra que a maioria dos gols – 579 tentos, cerca de 56% do total – foi anotada no segundo tempo de jogo;

Um título coerente com as informações do texto, e em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, é:
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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: Faculdade Cultura Inglesa Prova: VUNESP - 2013 - Faculdade Cultura Inglesa - Vestibular - Prova 01 |
Q359207 Português
Olhe: tem uma preta, Maria Leôncia, longe daqui não mora, as rezas dela afamam muita virtude de poder. Pois a ela pago, todo mês – encomenda de rezar por mim um terço, todo santo dia, e, nos domingos, um rosário. Vale, se vale. Minha mulher não vê mal nisso. E estou, já mandei recado para uma outra, do Vau-Vau, uma Izina Calanga, para vir aqui, ouvi de que reza também com grandes meremerências, vou efetuar com ela trato igual. Quero punhado dessas, me defendendo em Deus, reunidas de mim em volta... Chagas de Cristo!
Assinale a alternativa em que se reescreve corretamente a informação textual, sem que haja alteração do sentido original.
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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: Faculdade Cultura Inglesa Prova: VUNESP - 2013 - Faculdade Cultura Inglesa - Vestibular - Prova 01 |
Q359206 Português
Olhe: tem uma preta, Maria Leôncia, longe daqui não mora, as rezas dela afamam muita virtude de poder. Pois a ela pago, todo mês – encomenda de rezar por mim um terço, todo santo dia, e, nos domingos, um rosário. Vale, se vale. Minha mulher não vê mal nisso. E estou, já mandei recado para uma outra, do Vau-Vau, uma Izina Calanga, para vir aqui, ouvi de que reza também com grandes meremerências, vou efetuar com ela trato igual. Quero punhado dessas, me defendendo em Deus, reunidas de mim em volta... Chagas de Cristo!
Analisando a narrativa de Guimarães Rosa, fica evidente;
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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: Faculdade Cultura Inglesa Prova: VUNESP - 2013 - Faculdade Cultura Inglesa - Vestibular - Prova 01 |
Q359197 Português

Metamorfose

Repara: – a imóvel crisálida
Já se agitou inquieta,
Cedo, rasgando a mortalha,
Ressurgirá borboleta.
Que misteriosa influência
A metamorfose opera!
Um raio de Sol, um sopro
Ao passar, a vida gera.
Assim minh’alma, inda ontem
Crisálida entorpecida,
Já hoje treme, e amanhã
Voará cheia de vida.
Tu olhaste – e do letargo
Mago influxo me desperta;
Surjo ao amor, surjo à vida,
À luz de uma aurora incerta.


(www.dominiopublico.gov.br)


Segundo o Dicionário Eletrônico Aulete, a metáfora é uma figura de linguagem que consiste em estabelecer uma analogia de significados entre duas palavras ou expressões, empregando uma pela outra. Considerando-se o contexto do poema, essa definição é exemplificada com o seguinte verso:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: Faculdade Cultura Inglesa Prova: VUNESP - 2013 - Faculdade Cultura Inglesa - Vestibular - Prova 01 |
Q359196 Português

Metamorfose

Repara: – a imóvel crisálida
Já se agitou inquieta,
Cedo, rasgando a mortalha,
Ressurgirá borboleta.
Que misteriosa influência
A metamorfose opera!
Um raio de Sol, um sopro
Ao passar, a vida gera.
Assim minh’alma, inda ontem
Crisálida entorpecida,
Já hoje treme, e amanhã
Voará cheia de vida.
Tu olhaste – e do letargo
Mago influxo me desperta;
Surjo ao amor, surjo à vida,
À luz de uma aurora incerta.


(www.dominiopublico.gov.br)


No verso Tu olhaste – e do letargo, o termo letargo está empregado com sentido de;
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2013 - IF-SP - Vestibular |
Q341031 Português
                              Imagem 070.jpg

Substituindo-se a informação destacada no trecho – ... as organizações buscam soluções inovadoras... – por um pronome correspondente, o resultado gramaticalmente correto é o seguinte:
Alternativas
Respostas
301: B
302: E
303: A
304: B
305: D
306: A
307: B
308: A
309: E
310: B
311: D
312: E
313: A
314: C
315: A
316: E
317: B
318: E
319: A
320: C