Questões de Vestibular Comentadas sobre português

Foram encontradas 6.719 questões

Q342235 Português
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

Versos de Natal


Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
No poema, o poeta contesta o senso comum, isto é, a idéia de que

Alternativas
Q342234 Português
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

Versos de Natal


Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
O fato de o poeta reconhecer em si a existência do menino indica que

Alternativas
Q342233 Português
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

Versos de Natal


Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
No poema, a metáfora do espelho é um caminho para a reflexão sobre

Alternativas
Q342232 Português
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

Versos de Natal


Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
Para o poeta, o espelho é um amigo verdadeiro porque

Alternativas
Q342226 Português
INSTRUÇÃO: Leia os versos de Almeida Garrett para responder às questões

Este inferno de amar

Este inferno de amar - como eu amo!

Quem mo pôs aqui n’alma... quem foi?

Esta chama que alenta e consome,

Que é a vida - e que a vida destrói -

Como é que se veio a atear,

Quando - ai quando se há- de ela apagar?
Nos versos de Garrett, predomina a função

Alternativas
Q342225 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q342224 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Considere as afirmaões:

I. No poema de Garrett, o amor é apresentado como um sentimento que acontece na vida de alguém independentemente de sua vontade.

II. No poema de Filinto, vê- se que o amor não se realiza fisicamente; no de Garrett, explora- se o amor pelo seu aspecto físico e sensual.

III. Tanto no poema de Filinto quanto no de Garrett, há uma linha tênue entre o utópico e o real, resultando numa visão de amor sôfrega e intensa, prestes a tomar formas plenas na realidade vivida pelos amantes.

Está correto somente o que se afirma em

Alternativas
Q342223 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

No verso Metal de voz que enleva de doçura, a preposição de ocorre duas vezes, formando expressões que indicam, respectivamente, relação de

Alternativas
Q342222 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Os termos enleva, rouba e penas assumem no poema, respectivamente, os seguintes significados:
Alternativas
Q342221 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Pelas informações do poema, é correto afirmar que o poeta

Alternativas
Q342220 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Considere as informações:

I. O poeta mantém certo distanciamento amoroso, pois a mulher é vista como um ser superior e inalcançável.

II. O jogo amoroso descrito no soneto distancia-se do convencionalismo, sendo exposto o amor de forma intensa.

III. A forma do poema — um soneto — e a sua metrificação permitem considerá- lo uma produção literária do período clássico.

IV. Estão explícitos no soneto a sensualidade e o carpe diem.

Está correto o que se afirma apenas em

Alternativas
Q342216 Português
Ultimamente ando de novo intrigado com o enigma de Capitu. Teria ela traído mesmo o marido, ou tudo não passou de imaginação dele, como narrador? Reli mais uma vez o romance e não cheguei a nenhuma conclusão. Um mistério que o autor deixou para a posteridade.

(Fernando Sabino, O bom ladrão.)
No texto de Sabino, o narrador questiona a traição de Capitu. Lendo o texto de Machado, pode-se entender que esse questionamento decorre de
Alternativas
Q342215 Português
Ultimamente ando de novo intrigado com o enigma de Capitu. Teria ela traído mesmo o marido, ou tudo não passou de imaginação dele, como narrador? Reli mais uma vez o romance e não cheguei a nenhuma conclusão. Um mistério que o autor deixou para a posteridade.

(Fernando Sabino, O bom ladrão.)
Considere as afirmações sobre o que diz o narrador do texto de Sabino:

I. O mistério a que ele se refere decorre de uma narrativa ambígua, na qual há uma constante oscilação entre a possibilidade – ou não – de Capitu ter cometido o adultério.

II. No romance a que ele se refere, o triângulo amoroso é formado por Capitu, Escobar e Quincas Borba.

III. A sua frase final denuncia- o convicto de que Capitu não traiu o marido.

Está correto o que se afirma apenas em

Alternativas
Q342214 Português
INSTRUÇÃO: Leia os versos de Olavo Bilac e responda às questões

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.
Os versos denunciam

Alternativas
Ano: 2004 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2004 - UCPEL - Vestibular |
Q1358907 Português

Leia atentamente o texto a seguir. 


JEITOS DE AMAR


    No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Uma personagem põe-se _________ lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
    É comovente porque é algo que _________ gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços _________ vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas _________ diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
    Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar.
       Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
    Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar
    Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver um crepúsculo, dar banho em quem não consegue fazê-lo sozinho, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir. Quanto jeito que há de amar.

    Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, discos, brinquedos, brincar: quanto jeito que há.


MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.


Observe atentamente as afirmações abaixo:
I As vírgulas colocadas antes e depois da expressão de Adélia Prado poderiam ser substituídas por parênteses, sem alteração de sentido.
II Os dois-pontos, colocados antes da palavra cafunés, poderiam ser substituídos por um travessão, sem alteração do sentido.
III As vírgulas colocadas depois de flores compradas e margaridas são usadas pela mesma razão.
Alternativas
Ano: 2004 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2004 - UCPEL - Vestibular |
Q1358906 Português

Leia atentamente o texto a seguir. 


JEITOS DE AMAR


    No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Uma personagem põe-se _________ lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
    É comovente porque é algo que _________ gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços _________ vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas _________ diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
    Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar.
       Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
    Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar
    Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver um crepúsculo, dar banho em quem não consegue fazê-lo sozinho, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir. Quanto jeito que há de amar.

    Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, discos, brinquedos, brincar: quanto jeito que há.


MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.


Observe os pares de palavras acentuadas que foram retirados do texto. Em qual das alternativas elas NÃO são acentuadas pela mesma razão?
Alternativas
Ano: 2004 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2004 - UCPEL - Vestibular |
Q1358905 Português

Leia atentamente o texto a seguir. 


JEITOS DE AMAR


    No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Uma personagem põe-se _________ lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
    É comovente porque é algo que _________ gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços _________ vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas _________ diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
    Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar.
       Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
    Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar
    Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver um crepúsculo, dar banho em quem não consegue fazê-lo sozinho, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir. Quanto jeito que há de amar.

    Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, discos, brinquedos, brincar: quanto jeito que há.


MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.


No que diz respeito à sentença "Lembrei de você", é correto afirmar sobre a regência do verbo LEMBRAR:
I - A regência verbal está corretamente empregada, do ponto de vista da gramática tradicional.
II - Para ser considerada gramaticalmente correta, deveria ser modificada para Lembrei você.
III - Para ser considerada gramaticalmente correta, deveria ser modificada para "Lembrei-me de você".
Alternativas
Ano: 2004 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2004 - UCPEL - Vestibular |
Q1358904 Português

Leia atentamente o texto a seguir. 


JEITOS DE AMAR


    No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Uma personagem põe-se _________ lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
    É comovente porque é algo que _________ gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços _________ vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas _________ diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
    Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar.
       Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
    Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar
    Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver um crepúsculo, dar banho em quem não consegue fazê-lo sozinho, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir. Quanto jeito que há de amar.

    Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, discos, brinquedos, brincar: quanto jeito que há.


MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.


Caso passássemos a sentença "É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas" para o plural, teríamos alterações em:
Alternativas
Ano: 2004 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2004 - UCPEL - Vestibular |
Q1358903 Português

Leia atentamente o texto a seguir. 


JEITOS DE AMAR


    No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Uma personagem põe-se _________ lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
    É comovente porque é algo que _________ gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços _________ vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas _________ diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
    Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar.
       Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
    Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar
    Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver um crepúsculo, dar banho em quem não consegue fazê-lo sozinho, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir. Quanto jeito que há de amar.

    Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, discos, brinquedos, brincar: quanto jeito que há.


MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.


A seqüência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
Alternativas
Respostas
6366: C
6367: B
6368: E
6369: D
6370: D
6371: B
6372: A
6373: C
6374: A
6375: E
6376: B
6377: A
6378: A
6379: C
6380: D
6381: E
6382: B
6383: D
6384: A