Questões de Vestibular Comentadas sobre português

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Ano: 2009 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2009 - UFCG - Vestibular - 1ª Etapa - 2º Dia |
Q367869 Português
Com base no fragmento em destaque, do conto “Ele e suas ideias”, de Lima Barreto, julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F) as assertivas sobre a temática, a pontuação e o sentido das formas gramaticais.

Para levar os dias a destilar ideias, ele tinha que passar as noites a pensar. Creio que dormia pouco: todo ele se encontrava em função de ter ideias. E era pródigo, e era generoso, e era desperdiçado: pensava, tinha ideias e dava aos outros.” (p. 63)

( ) A manifestação do eu-lírico objetiva explicar a origem das ideias do personagem.

( ) As duas ocorrências do uso dos dois pontos demarcam funções semelhantes: ambas servem para explicar o termo que os antecede.

( ) A ação rotineira da personagem é marcada por uma continuidade indefinida, justificada pela alternância do infinitivo e do pretérito imperfeito, presentes no texto.

( ) Os termos “pouco” e “todo” funcionam como pronomes e sugerem oposição de ações entre narrador e personagem.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2009 - UFCG - Vestibular - 1ª Etapa - 2º Dia |
Q367868 Português
Assinale o fragmento que evidencia a mudança de atividade da condição de hobby/lazer para a formalidade profissional do personagem retratado em “O homem que espalhou o deserto”, de Ignácio de Loyola Brandão.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2009 - UFCG - Vestibular - 1ª Etapa - 2º Dia |
Q367867 Português
Marque a alternativa que traz as afirmações corretas acerca das narrativas “O homem que espalhou o deserto”, de Ignácio de Loyola Brandão, e “Ele e suas ideias”, de Lima Barreto”, ambas contidas no livro Contos brasileiros I (Para gostar de ler – vol. 8).

I) Nas duas narrativas, percebe-se que a função do narrador é meramente de contar a história, não interferindo e nem tampouco julgando os personagens.

II) Ambos os personagens conseguem progredir na vida por causa das suas grandes ideias.

III) Quanto ao personagem de “O homem que espalhou o deserto”, verifica-se que seu isolamento e o protecionismo da mãe são fatores que corroboram para suas ações.

IV) Em relação ao personagem central do conto “Ele e suas ideias”, observa-se que, apesar de ele ter ideias altruístas, era desacreditado por muitas pessoas.

Está(ão) correta(s):
Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2009 - UFCG - Vestibular - 1ª Etapa - 2º Dia |
Q367866 Português
LITANIA DOS POBRES

Os miseráveis, os rotos
são as flores dos esgotos.
São espectros implacáveis
os rotos, os miseráveis.
São prantos negros de furnas
caladas, mudas, soturnas.
São os grandes visionários dos
abismos tumultuários.
As sombras das sombras mortas,
cegos, a tatear nas portas.
Procurando o céu, aflitos
e varando o céu de gritos.
Faróis à noite apagados
por ventos desesperados.
Inúteis, cansados braços
pedindo amor aos Espaços.
Mãos inquietas, estendidas
ao vão deserto das vidas.
Figuras que o Santo Ofício
condena a feroz suplício.
Arcas soltas ao nevoento
dilúvio do Esquecimento.
Perdidas na correnteza
das culpas da Natureza.
(...)

(CRUZ E SOUSA, Os melhores poemas de Cruz e Sousa, p.89)


Julgue corretas (C) ou erradas (E) as assertivas que comparam o poema “Litania dos Pobres”, de Cruz e Sousa, com a charge que segue:

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( ) A charge confirma a condição humana de visionário miserável ilustrada no poema.

( ) A temática da charge nega a condição divina como suporte salvador da condição de pobreza desenhada no poema.

( ) O poema revela a incredulidade do pobre que tudo pode obter com a fé divina, reforçada na charge.

( ) A charge e o poema são gêneros intrinsecamente diferentes e, portanto, não se complementam em termos de temática, não podem, pois, ser comparados.

A sequência correta é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFCG Órgão: UFCG Prova: UFCG - 2009 - UFCG - Vestibular - 1ª Etapa - 2º Dia |
Q367864 Português
LITANIA DOS POBRES

Os miseráveis, os rotos
são as flores dos esgotos.
São espectros implacáveis
os rotos, os miseráveis.
São prantos negros de furnas
caladas, mudas, soturnas.
São os grandes visionários dos
abismos tumultuários.
As sombras das sombras mortas,
cegos, a tatear nas portas.
Procurando o céu, aflitos
e varando o céu de gritos.
Faróis à noite apagados
por ventos desesperados.
Inúteis, cansados braços
pedindo amor aos Espaços.
Mãos inquietas, estendidas
ao vão deserto das vidas.
Figuras que o Santo Ofício
condena a feroz suplício.
Arcas soltas ao nevoento
dilúvio do Esquecimento.
Perdidas na correnteza
das culpas da Natureza.
(...)

(CRUZ E SOUSA, Os melhores poemas de Cruz e Sousa, p.89)
Analise as afirmações sobre o poema “Litania dos pobres”, de Cruz e Sousa e, em seguida, assinale as verdadeiras (V) e as falsas (F).

( ) O poema é composto por dísticos rimados que lhe conferem musicalidade – característica comum do Simbolismo.

( ) A temática central gira em torno da denúncia social, muito comum entre os simbolistas que se preocupavam demasiadamente com as questões sociais.

( ) Ele possui alto poder sugestivo, trazendo, através de adjetivos, qualificadores para definir os miseráveis.

( ) Apresenta várias características típicas do Simbolismo como a subjetividade, o universalismo e a racionalidade.

A sequência correta é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2009 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q325148 Português
A única frase que segue as normas da língua escrita padrão é:

Alternativas
Ano: 2009 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2009 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q325147 Português
Em qual destas frases a vírgula foi empregada para marcar a omissão do verbo?

Alternativas
Ano: 2009 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2009 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q325146 Português
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*A frase em latim traduz-se, comumente, por “liberdade ainda que tardia”.

Considere as seguintes afirmações:

I. O diálogo com outros textos (intertextualidade) é procedimento central na composição da estrofe.

II. O espírito de contradição manifesto nos versos indica que o amor da pátria que eles expressam não é oficial nem conformista.

III. O apego do eu lírico à tradição da poesia clássica patenteia-se na escolha de um verso latino como núcleo da estrofe.

Está correto o que se afirma em

Alternativas
Ano: 2009 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2009 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q325145 Português
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O tipo cujo perfil se traça, em linhas gerais, neste excerto, aparece em romances como Memórias de um sargento de milícias, O cortiço, além de Capitães de areia. Essa recorrência indica que

Alternativas
Ano: 2009 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2009 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q325144 Português
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Neste excerto, o julgamento expresso por Jacinto, ao falar de um casal que o serve em sua quinta de Tormes, manifesta um ponto de vista semelhante ao do

Alternativas
Ano: 2009 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2009 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q325143 Português
Por caminhos diferentes, tanto Pedro Bala (de Capitães de areia, de Jorge Amado) quanto o operário (do conhecido poema “O operário em construção”, de Vinícius de Moraes) passam por processos de “aquisição de uma consciência política” (expressão do próprio Vinícius). O contexto dessas obras indica também que essa conscientização leva ambos à

Alternativas
Ano: 2009 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2009 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q325121 Português
A chamada Lei do Agrotóxico (no 7.802, de 11/06/89) determina que os rótulos dos produtos não contenham afirmações ou imagens que possam induzir o usuário a erro quanto a sua natureza, composição, segurança, eficácia e uso. Também proíbe declarações sobre a inocuidade, tais como “seguro”, “não venenoso”, “não tóxico”, mesmo que complementadas por afirmações do tipo “quando utilizado segundo as instruções”. Em face das proibições da Lei, a compreensão da frase: “Cuidado, este produto pode ser tóxico”

Alternativas
Q228893 Português
Às estrofes 67 e 68 do Romance do pavão misterioso lê-se: “Então Creuza deu um grito:/– Papai, um desconhecido/Entrou aqui no meu quarto!/Sujeito muito atrevido!/Venha depressa, papai,/Pode ser algum bandido!/O rapaz disse: – Moça,/Entre nós não há perigo:/ Estou pronto a defendê-la/Como verdadeiro amigo./Venho é saber da senhora/Se quer se casar comigo”. A partir dessas estrofes pode- se dizer:

I - Utiliza-se um esquema clássico das tramas de amor: uma personagem (Evangelista) busca encontrar um amor (Creuza) que, a princípio, não é acessível (questão de classe social ou outro motivo) e, para obter a realização do desejo, precisa enfrentar um obstáculo (o pai de Creuza).

II - Utiliza-se um esquema contemporâneo das tramas de amor: uma personagem (Evangelista) busca encontrar um amor (Creuza) que, a princípio, não é acessível (questão de classe social ou outro motivo) e, para obter a realização do desejo precisa enfrentar um obstáculo (o pai de Creuza ou outros) unicamente através da violência física.

III - Não se utiliza um esquema das tramas de amor, porque o fato narrado é singular, ou seja, não se repete nem se imita uma estrutura comum da literatura, sobretudo do cordel: Evangelista busca encontrar um amor (Creuza). A inacessibilidade da “amada”, a princípio, coincidiu de, na invenção do cordelista, se dar dessa forma sem que isso implique em influência ou característica das narrativas populares que tematizam o amor.
Alternativas
Q228892 Português
Na estrofe 116 do Romance do pavão misterioso, “O rapaz disse: – Menina,/A mim você não fez mal:/Toda moça é inocente,/Tem seu papel virginal/Cerimônia de donzela/É uma coisa natural”, percebe- se que:

I - A estrofe (sextilha) com versos de sete sílabas poéticas (redondilha maior) e rimas do tipo XAXAXA (as letras repetidas indicam os versos que rimam entre si e o X indica os versos que não rimam) segue a ordem do poema que é assim metrificado para rápida assimilação pelo leitor do ritmo veloz em cuja estrutura são encadeados os fatos narrados.

II - A estrofe (septilha) com versos de cinco sílabas poéticas (redondilha menor) e rimas do tipo ABABAB segue a ordem do poema que é assim metrificado para rápida assimilação pelo leitor do ritmo veloz em cuja estrutura são encadeados os fatos narrados.

III - A estrofe (sextilha) com versos livres segue a ordem do poema que é assim “metrificado” para rápida assimilação pelo leitor do ritmo veloz em cuja estrutura são encadeados os fatos narrados.
Alternativas
Q228891 Português
No trecho “Irene arrasta a amiga e a faz sentar-se na cama, pega água da moringa, bota num copo com açúcar e obriga a outra a beber, Anginha, filha, se acalme, deixe de pensar besteira, não se meta com o além nem se meta com feitiço que isso não serve para nada, só para lhe tomar dinheiro” (O vôo da Guará vermelha, p. 109), tem-se:

I - O uso do discurso direto em “Irene arrasta a amiga e a faz sentar- se na cama”, porque o narrador transcreve diretamente a fala da personagem em ação.

II - O uso do discurso indireto em “Anginha, filha, se acalme, deixe de pensar besteira”, porque o narrador se apropria da fala da personagem e a reformula a seu modo, uma vez que à personagem, nesse trecho, não foi dada a fala.

III - O uso de uma situação linguístico-narrativa em que o ato de narrar (de “Irene arrasta a amiga” até “obriga a outra a beber”) mistura-se, num mesmo plano sintático, à fala, quando Irene se dirige à personagem Anginha. A mistura de vozes provoca um efeito aparentemente caótico (pela ausência da sinalização de recursos típicos do uso dessa função discursiva como o verbo dicendi ou a pontuação apropriada para a situação) que é desfeito tão logo se imaginam elementos introdutores do discurso direto como os já citados.
Alternativas
Q228890 Português
Os capítulos de O vôo da guará vermelha, titulados através de uma estrutura binária referente a cores, apontam para:

I - o sentido do “estado de alma” ou “psicológico” da personagem Irene ou de outros com quem ela se relaciona (Rosálio, a velha, o filho), indicando ora esperança (verde), ora paixão (vermelho) ora tristeza (cinza).

II - a profusão de sentidos que a referência às cores lá nomeadas pode indicar para o leitor, seja quanto ao aspecto psicológico da personagem central da trama (Irene) ou em relação às minúcias do cotidiano dos personagens.

III - uma “aquarela semântica” em que as cores não se distinguem, mas se interconectam para surtir um único efeito: a variação de cor que sofre a ave em contato com a luz, uma vez que o título da obra remete o leitor às várias cores com as quais a ave pode ser conhecida.
Alternativas
Q228889 Português
Sobre Libertinagem pode-se afirmar:

I - Em Poética, o comportamento extravagante e irônico das vanguardas faculta a crítica ao conservadorismo político e social veiculado pela poesia dos finais do século XIX e das duas primeiras décadas do século XX, propondo um “lirismo que é libertação”.

II - Irene no céu toca na questão étnica, um dos temas fundamentais para os modernistas da primeira geração, a partir do ponto de vista, neste sentido tipicamente modernista, da democracia racial, mais próximo de Gilberto Freyre que dos olhares sobre a questão como colocados por textos contemporâneos como Cidade de Deus, de Paulo Lins, por exemplo.

III - Com Poema tirado de uma notícia de jornal, começa um processo de rebaixamento da produção literária ao fato comum e vulgar, que terá contribuído em muito para a baixa qualidade da produção poética ao longo da segunda metade do século.
Alternativas
Q228888 Português
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A partir do fragmento pode-se afirmar que em Boca do inferno:

I - Antonio Vieira rememora, aos setenta anos, sua trajetória no Brasil, seu envolvimento em questões que lhe trouxeram muitos inimigos. Sua luta em defesa de índios e de judeus o havia indisposto com muitos poderosos. Na cidade, muitos o insultavam às escondidas. Depois de tantos esforços, pouca coisa mudara, e nada indicava que mudaria, mas era preciso continuar lutando.

II - O fragmento é bom exemplo dos momentos em que o narrador parece incluir no texto um ponto de vista de cuja impessoalidade depende a denúncia de injustiças cometidas no Brasil ao longo de sua história e que tem sua origem no funcionamento desigual da sociedade baiana do século XVII.

III - No fragmento “e dessas mortes e destruição, nunca se veria castigo”, ao evocar o tempo futuro, para além do período em que se passa a narrativa, o narrador demonstra o viés contemporâneo de seu ponto de vista, como acontecerá em várias outras passagens do romance.
Alternativas
Q228887 Português
A respeito de Manuel Bandeira é correto afirmar:
Alternativas
Q228886 Português
A respeito do fragmento:

Veio a sua mente a figura de Gongora e Argote, o poeta espanhol que tanto admirava, vestido como nos retratos em seu hábito eclesiástico de capelão do rei: o rosto longo e duro, o queixo partido ao meio, as têmporas rapadas até detrás das orelhas. Gongora tinha-se ordenado sacerdote aos cinqüenta e seis anos. Usava um anel de Rubi no dedo anular da mão esquerda, que todos beijavam. Gregório Matos queria, como o poeta espanhol, escrever coisas que não fossem vulgares, alcançar o culteranismo. Saberia escrever assim? Seria dentro de si um abismo. Se ali caísse, aonde o levaria? Não estivera Gongora tentando unir a alma elevada do homem à terra e seus sofrimentos carnais? Gregório de Matos estava no lado escuro do mundo, comendo  a parte  podre do banquete. Sobre o que poderia falar? Goza, goza el color, da luz, el oro. Teria sido bom para Gregório se tivesse nascido na Espanha? Teria sido diferente? “Ah, Gregório”, pensou o poeta, “Porque em cullis mundi te meteste?”
(Miranda, 2006, p. 9).




I - O narrador, que intencionalmente oscila entre a referência histórica imparcial e um olhar contemporâneo de certo estrato do período colonial, a Bahia do século XVII, expõe o paradoxo que há entre a suposta nobreza, “el oro”, da metrópole colonizadora e a vulgaridade de uma realidade em nada poética, “por que em culis mundi te meteste?”.

II - As angustiantes questões que o personagem Gregório se propõe, não só poéticas, também políticas, étnicas, sociais, refletem o declínio de uma certa aristocracia intelectual, e sua correlata visão de mundo, com o advento do capitalismo e de novas relações sociais. Do conflito entre uma consciência ainda presa a valores morais e religiosos do Classicismo e uma realidade que passa a funcionar à revelia de tais valores, estará repleta a obra e o projeto de vida do Gregório de Matos poeta.

III - As expressões vulgares com as quais o poeta se refere ao Brasil ao longo de toda a narrativa, de certo modo, refletem a visão sobre o país dos personagens principais do romance, ainda presos a uma hierarquização colonialista entre metrópole e colônia, como observado nestas palavras de Antonio Vieira, “o mundo está cheio de ladrões e a coisa aqui parece pior” (p. 58), e de personagens secundários como o vereador Luiz Bonicho, “qualquer lugar é melhor do que esta triste tafularia” (p. 34) ou da imigrante Anica de Melo, “escolhi o Brasil porque aqui todos se sentem labregos” (p. 143).

Alternativas
Respostas
6501: C
6502: B
6503: E
6504: A
6505: B
6506: A
6507: B
6508: C
6509: A
6510: E
6511: D
6512: B
6513: D
6514: A
6515: D
6516: C
6517: E
6518: A
6519: E
6520: B