Questões de Vestibular Comentadas sobre português

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Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261791 Português
Texto 2

 Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
    [...]
   Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

(MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)

Texto 3

    Urbano adorava sanduíches do MacDonald, pizza calabresa, hot-dog, lasanha e de sobremesa uma torta alemã bem grande.

     Ricardo beliscava um pouco disto tudo, mas adorava mesmo era comer batata frita.

     Urbano era fã de videogames, de filmes na tv.

     Ricardo também, mas preferia jogos de rede e de estar conectado o tempo todo na internet.

  Urbano e Ricardo eram vizinhos, estudavam na mesma escola, moravam no mesmo condomínio.

    Urbano excedia no peso, por isso era chacoteado pelos colegas de sala, pelo pai, pelo irmão, pelo condomínio, pelos transeuntes todos: ó, seu gordo!

   Ricardo faltava peso e era indiferente aos colegas de sala, ao pai, à mãe, à prima, à empregada e ao condomínio todo.

   [...]

   Ricardo e Urbano eram bons amigos.

   Urbano tinha a mesma idade: 10 anos. Faziam mesma série.

   Ricardo nunca ia à casa de Urbano, mas Urbano nunca saía da casa de Ricardo, da casa não, do quarto.

   Urbano ia à escola no carro da mãe.

   Ricardo tinha motorista particular e raramente encontrava os pais.

   Urbano almoçava com a mãe, no shopping, algumas vezes todos (pai, mãe, irmão) se reuniam e almoçavam em casa, com mesa posta e tudo.

   Ricardo beliscava no quarto a comida que a empregada trazia. Raras vezes almoçava na sala de jantar com a mãe. Com o pai e mãe juntos, só nos raros finais de semana. Muitas destas vezes em restaurantes requintados.

   Urbano era carente, Ricardo indiferente.

   O mundo perfeito de Urbano era o quarto do amigo Ricardo: uma cama grande, um conjunto de sofá confortável, tv de plasma, computador de última geração, videogames sofisticados com todos os tipos de jogos, atendimento vip da empregada e câmeras por todos os lados.

    O mundo preferido de Ricardo era o virtual: email, blogs, messanger, ícones, internautas...

   Ricardo e Urbano nunca jogavam bola, não conheciam as ruas das favelas nem o centro da cidade. Tinham piscinas, mas nunca nelas nadavam. Tinham jardins, mas nunca tocavam uma rosa. Tinham parquinhos, mas nunca neles brincavam.

   Urbano só tinha Ricardo como amigo.

   Ricardo estava conectado a mais de 40.000 amigos internautas. Fazia compras eletrônicas via Web. Conectava-se com sites de vendas de ingressos de cinema, teatro e show. Sabia tudo. Um viajante do e no  mundo virtual:

   [...]

   Ricardo foi assediado por um amigo pedófilo na internet. O pai acusou a mãe de não cuidar bem do menino. A mãe denunciou o pai de abandono. Os dois se divorciaram. Ricardo não sofreu com a separação. Nem a mãe. Eram indiferentes. O menino sofreu ferimentos. Ficou um pouco assustado. Meses depois, a mãe arrumou amantes que entravam e saíam da casa sem, com ele, nunca falarem. Um oi, talvez! O pai desapareceu de vez. Mandava mesada gorda. A mãe parecia feliz.

   Urbano e Ricardo sempre amigos, também amantes.

  Urbano casou-se e tornou-se executivo e investidor n. 1 da bolsa de ações na internet. Criou uma empresa virtual. Faturou 1 milhão de dólares em 1 só ano.

  Ricardo foi engolido pela internet. Virou estrela virtual. Continua sendo vigiado por uma multidão de câmeras.

(RODRIGUES, Maria Aparecida. Cinzas da paixão e outras estórias. Goiânia: Ed. da UCG, 2007. p. 75-76 e 80.)

A respeito dos livros Cinzas da Paixão e Outras Estórias (texto 02), de Maria Aparecida Rodrigues, e Rapto de Memória (texto 03), de Maria Teresinha Martins, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261790 Português

     Urbano adorava sanduíches do MacDonald, pizza calabresa, hot-dog, lasanha e de sobremesa uma torta alemã bem grande.

     Ricardo beliscava um pouco disto tudo, mas adorava mesmo era comer batata frita.

     Urbano era fã de videogames, de filmes na tv.

     Ricardo também, mas preferia jogos de rede e de estar conectado o tempo todo na internet.

  Urbano e Ricardo eram vizinhos, estudavam na mesma escola, moravam no mesmo condomínio.

    Urbano excedia no peso, por isso era chacoteado pelos colegas de sala, pelo pai, pelo irmão, pelo condomínio, pelos transeuntes todos: ó, seu gordo!

   Ricardo faltava peso e era indiferente aos colegas de sala, ao pai, à mãe, à prima, à empregada e ao condomínio todo.

   [...]

   Ricardo e Urbano eram bons amigos.

   Urbano tinha a mesma idade: 10 anos. Faziam mesma série.

   Ricardo nunca ia à casa de Urbano, mas Urbano nunca saía da casa de Ricardo, da casa não, do quarto.

   Urbano ia à escola no carro da mãe.

   Ricardo tinha motorista particular e raramente encontrava os pais.

   Urbano almoçava com a mãe, no shopping, algumas vezes todos (pai, mãe, irmão) se reuniam e almoçavam em casa, com mesa posta e tudo.

   Ricardo beliscava no quarto a comida que a empregada trazia. Raras vezes almoçava na sala de jantar com a mãe. Com o pai e mãe juntos, só nos raros finais de semana. Muitas destas vezes em restaurantes requintados.

   Urbano era carente, Ricardo indiferente.

   O mundo perfeito de Urbano era o quarto do amigo Ricardo: uma cama grande, um conjunto de sofá confortável, tv de plasma, computador de última geração, videogames sofisticados com todos os tipos de jogos, atendimento vip da empregada e câmeras por todos os lados.

    O mundo preferido de Ricardo era o virtual: email, blogs, messanger, ícones, internautas...

   Ricardo e Urbano nunca jogavam bola, não conheciam as ruas das favelas nem o centro da cidade. Tinham piscinas, mas nunca nelas nadavam. Tinham jardins, mas nunca tocavam uma rosa. Tinham parquinhos, mas nunca neles brincavam.

   Urbano só tinha Ricardo como amigo.

   Ricardo estava conectado a mais de 40.000 amigos internautas. Fazia compras eletrônicas via Web. Conectava-se com sites de vendas de ingressos de cinema, teatro e show. Sabia tudo. Um viajante do e no  mundo virtual:

   [...]

   Ricardo foi assediado por um amigo pedófilo na internet. O pai acusou a mãe de não cuidar bem do menino. A mãe denunciou o pai de abandono. Os dois se divorciaram. Ricardo não sofreu com a separação. Nem a mãe. Eram indiferentes. O menino sofreu ferimentos. Ficou um pouco assustado. Meses depois, a mãe arrumou amantes que entravam e saíam da casa sem, com ele, nunca falarem. Um oi, talvez! O pai desapareceu de vez. Mandava mesada gorda. A mãe parecia feliz.

   Urbano e Ricardo sempre amigos, também amantes.

  Urbano casou-se e tornou-se executivo e investidor n. 1 da bolsa de ações na internet. Criou uma empresa virtual. Faturou 1 milhão de dólares em 1 só ano.

  Ricardo foi engolido pela internet. Virou estrela virtual. Continua sendo vigiado por uma multidão de câmeras.

(RODRIGUES, Maria Aparecida. Cinzas da paixão e outras estórias. Goiânia: Ed. da UCG, 2007. p. 75-76 e 80.)

Antítese advém do grego (anti, contra, mais thesis, afirmação). Trata-se de uma figura por meio da qual é evidenciada uma oposição entre duas ou mais ideias. No decorrer do texto 03, percebe-se que (assinale a alternativa correta)
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261783 Português
   Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
    [...]
   Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

(MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)
Angústia, verdade e possibilidade de redenção do homem que entra em contato com seu eu profundo por meio da linguagem, são traços encontrados no fragmento do livro Rapto de Memória (texto 02), de Maria Teresinha Martins. Tais características devem-se (marque a alternativa correta)
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261782 Português
   Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
    [...]
   Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

(MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)
Releia o trecho “Viver, sentir o presente como verdade [...] esquecendo o agora.”, retirado do texto 02, e examine cada assertiva a seguir, a fim de verificar se a seleção de ideias e palavras traduz a relação correta entre forma e conteúdo do trecho destacado. Depois, marque a alternativa verdadeira: I  -  As orações “Viver, sentir o presente” foram elaboradas com o recurso sintático de justaposição, característica da coordenação. A falta do conectivo entre as orações obriga o leitor a construir a coerência textual, estabelecendo, mentalmente, as relações de sentido. II  -  O adjetivo “imponderável” foi utilizado como sinônimo de único, caracterizando a palavra “instante”. Dessa forma, criou-se um efeito de sentido ambíguo, ferindo a construção do texto. III  -  A passagem “é recuperar na irrecuperabilidade do rio” constitui um recurso avaliativo da autora, expressando seu sentimento desolador e desesperançoso. IV  -  As expressões “a força das águas” e “a memória” são complementos da forma verbal “recuperar”, que é um verbo transitivo. Os complementos distanciados produzem no leitor a sensação de que esses fatos representam elementos de uma sequência argumentativa em desenvolvimento.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261779 Português
   Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
    [...]
   Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

(MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)
A intertextualidade é uma forma de diálogo estabelecido entre textos. Essa interação pode aparecer explicitamente para o leitor ou pode estar subentendida. No texto 02, tem-se intertextualidade no fragmento (assinale a alternativa correta):
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261777 Português
   Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
    [...]
   Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

(MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)
“Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves.” (MARTINS, 2010). Considerando o conteúdo apresentado por este trecho do texto, em relação à água do rio e às aves, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261775 Português
   Firme vontade de viver, de navegar na transparência da verdade, na criação do instante presente. Sentir a força dos segundos transformados em horas, meses, em eternidade histórica do ser. Viver, sentir o presente como verdade, como instante único e imponderável é recuperar na irrecuperabilidade do rio que passa, a força das águas, a memória que jamais deixa de ser ela mesma – é o recomeço dos tempos a cada minuto corporificado, vivido intensamente com sua energia, sem voltar-se lacrimosamente ao passado; sem projetar-se também para o futuro, esquecendo o agora. Sintonizar-se no presente, recuperar sua força, não deixá-lo esvair-se, escorrer em vãs suposições é marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves; ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.
    [...]
   Traço letras, as histórias se embaralham nas páginas soltas, as personagens cruzam-se nos enredos diversos misturando seus papéis. Penélope e Páris. Helena e Ulisses. José, esposo de Maria, impulsivamente não quer representar o marido exemplar. Olhos, braços e devaneios deslocam-no para outros amores. A troca é nítida, as personagens esfumaçam-se na trama existencial. A vida não é tida como absolutamente irremediável. A leveza nos atos das trocas não altera o valor do câmbio. Na roda viva nem sempre o balé é sutil, há também marchas militares e nupciais. Há o desencontro harmonioso na dança da capoeira, os corpos não se tocam. Os parceiros se avaliam, espreitam-se e batem em retirada. O duelo corporal e verbal é abandonado. Dos corpos sensíveis e expressivos ficam ecos e imagens fugidias nas lembranças que se esvaem ao menor aceno do presente. O passado não possui consistência, não houve emoção no ato vivido, só a gratuidade do descompromisso, do non-sense tacitamente aceito por todos... 

(MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 18 e 40.)
Refletindo sobre o fragmento do texto 02 que diz “Sintonizar-se no presente [...] marca original do homem que se faz e se reconhece historicamente nos passos da humanidade, no correr do rio, no vôo das aves, ouvir sua voz no ciciar dos ramos, na sinfonia do amanhecer primeiro: virginal manhã de sua criação e do recomeço do universo.”, marque a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261773 Português
Considerando o tecido estrutural linguístico dos níveis frásicos e discursivos que interferem no sentido do texto, marque a alternativa que expresse, corretamente, a relação entre estruturas gramaticais e efeitos de sentido:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261771 Português
   Alguém ainda duvida de que vivemos na era da informação? Exemplo: estou em Lisboa, publicando isto num site americano que pode ter o seu servidor colocado em qualquer parte do mundo e, a partir do momento em que o texto é publicado, fica acessível a qualquer pessoa em praticamente qualquer parte do mundo.
   Esta facilidade na divulgação da informação, esta democratização da informação acarreta e acarretará muitas mudanças no cenário mundial onde entra também a tão falada globalização. O comentarista de política internacional, Thomas L. Friedman, no seu livro mais recente, O Mundo é Plano, mostra os indícios que provam que o nosso mundo está a tornar-se mais plano a cada dia e menciona dez acontecimentos que contribuíram para que o mundo se tornasse plano. Eles são:

1 - 9/11/1989 - Quando se derrubaram muros e edificaram janelas Cai o muro de Berlim e aumenta a distribuição de informação. Começa uma uniformização corporativa, a partir da democratização da informação. Logo depois surge o Windows, permitindo que as pessoas interajam melhor com o PC, aumentando o número de aplicações criadas e aumentando a produtividade empresarial e pessoal.

2 - 9/9/1995 - Quando a Netscape se torna pública Abrem-se as portas para a massificação da Internet. O Netscape torna a Internet acessível a todos e ajuda a garantir que os protocolos já existentes (HTTP, FTP, TCP/IP, POP e outros) não sejam monopolizados pela Microsoft ou por outra grande corporação. Surgiu também a bolha das dotcom quando muitas empresas começaram a explorar a necessidade de comunicação e distribuir quilômetros de fibra ótica pelo mundo. Depois do estouro da bolha estas fibras foram vendidas muito barato o que facilitou e barateou a comunicação mundial.

3 - Software de sistematização dos fluxos de trabalho - Vamos almoçar: faça com que a sua aplicação “fale” com a minha aplicação
É uma revolução silenciosa que permite que as aplicações se comuniquem entre si contribuindo ainda mais para que o mundo se torne plano. Uma plataforma global foi criada, em vez de tentar-se manipular o formato das aplicações acabou-se por permitir que elas se entendessem entre si.
Estes três primeiros acontecimentos criaram uma plataforma poderosa que planificou o mundo, permitindo que todos se comunicassem. Os seis acontecimentos seguintes representam novas formas de colaboração que fazem uso desta plataforma.

4 -  Open-Sourcing - Comunidades cooperantes auto-organizadas No open-sourcing ferramentas são desenvolvidas por várias pessoas e ninguém é proprietário da ferramenta. Temos como exemplo o Apache, que é usado por dois terços dos servidores de Internet actualmente e está em constante evolução por ser open source. Enquanto nos softwares comerciais o código fonte é guardado a sete chaves, nos softwares open source o código está à disponibilidade de quem quiser, permitindo que erros sejam detectados e corrigidos rapidamente e permitindo que o software seja melhorado por qualquer um. O open source disponibiliza gratuitamente muitas ferramentas e desafia as estruturas hierárquicas com um modelo horizontal de inovação. Outros exemplos, além do Apache, são o Linux, o Gimp, a Wikipédia, o Mozilla, entre outros.

5 -  Outsourcing - Y2K
Com o famoso bug do milênio, muitas empresas americanas contrataram mão de obra mais barata, na Índia, para fazer o trabalho aborrecido de melhor alterar o ano nas datas de dois dígitos para quatro. Graças aos três primeiros acontecimentos mencionados, era possível enviar os programas para serem alterados na própria Índia, o que tornava o processo mais barato. Depois de resolvido o problema, o barateamento das comunicações permitiu que esta solução fosse adotada em outras situações, o que tornou a Índia, por exemplo, um grande celeiro de massa cinzenta para os EUA.

6 -  Offshoring - Correndo com as gazelas, comendo com os leões A entrada da China na OMC permitiu que muitas empresas tivessem produtos fabricados lá por um preço baixíssimo, barateando os custos de produção e consequentemente aumentando lucros empresariais e reduzindo preços.

7 -  Encadeamento de Abastecimento - Comer Sushi no Arkansas A automação da comunicação entre as empresas foi facilitada quando o mundo começou a tornar-se plano, o que possibilita que as empresas se comuniquem entre si, aumentando a qualidade do serviço oferecido, diminuindo preços e facilitando a distribuição das mercadorias. Temos como exemplo a empresa americana Wal-Mart que controla o seu estoque diretamente com o fornecedor, conforme as mercadorias vão sendo vendidas o fornecedor vai adaptando a sua produção e distribuição.

8 - Insourcing - o que andam a fazer, na realidade, aqueles indivíduos de calções castanhos engraçados
Insourcing é quando uma empresa contrata outra, melhor capacitada, para prestar um serviço necessário. Por exemplo, se você tem um portátil Toshiba, dentro do prazo de garantia, que se avariou, a Toshiba lhe dará instruções para deixar o mesmo numa loja da UPS para que seja reparado. Antigamente a UPS transportava o portátil até uma autorizada da Toshiba para que o mesmo fosse reparado para acelerar o processo; atualmente é a própria UPS que conserta o portátil e o devolve. Outro exemplo, a Nike prefere investir na concepção de tênis, não em cadeias de abastecimento, então melhorou o seu serviço ao contratar alguém com o know-how e a estrutura necessária para fazer a distribuição. Outro detalhe, a UPS fornece serviço para todo tipo de empresa e tenta adequar os preços permitindo que empresas menores tenham a mesma qualidade de serviço das grandes, favorecendo ainda mais a planificação do mundo ao democratizar as oportunidades.

9 - In-Forming - Motores de busca Google, Yahoo! e MSN.
A informação ao alcance de todo o mundo, basta pesquisar na rede. Tente lembrar como era antigamente, quando não existia a Internet, por exemplo, era preciso ir-se às bibliotecas a procura de informações e, às vezes, era preciso um pouco de sorte para se encontrar rapidamente o que desejava, ou ter a sorte de a publicação pretendida estar disponível.

10 -  Os Esteróides - Digitais, Móveis, Pessoais e Virtuais.
As comunicações sem fios, os telefones celulares, iPods, PDAs e outras ferramentas do mesmo estilo nos mantêm em contato com o mundo e com todos o tempo inteiro. O celular deixa de ser, a cada, um simples telefone para incorporar novas funções e características. No Japão, os jovens utilizam o PC no escritório e os celulares e apóiam o estilo de vida pessoal no celular. A informação disponível aos jovens japoneses, através da Internet nos celulares, é tão grande que mal tenham uma dúvida, a primeira coisa que fazem é buscar a resposta pelo telefone. Imagine a seguinte situação, o telefone tem um scan de códigos de barra e você está andando pela rua e vê um pôster anunciando um show da Madonna, você passa o scan pelo código e o bilhete é comprado. Outro pôster anuncia o novo CD da Madonna, você passa o scan e recebe no telefone amostras das músicas do CD, se gostar, passa o scan de novo e compra o CD que será entrega na sua casa, ou terá as músicas disponibilizadas para o telefone.
    Enfim, muitas alterações já ocorreram e ainda há muitas para ocorrer. Há muito espaço para a criatividade porque ainda há muita inovação a ser explorada. 
   Apresentei um resumo muito resumido das ideias todas só para dar uma noção das ideias principais.
   Continuo a ler o livro, agora ele analisa as alterações no mercado de trabalho já que não estaremos mais restritos a barreiras físicas e geográficas, permitindo que os empregos se tornem mais concorridos.

(FRIEDMAN, Thomas L. O mundo é plano: uma breve história do século XXI. Comentário inicial e postagem: Cícero A. T. Disponível em: stcn.blogspot.com/2006/01/omundo-plano.html. Acesso em: 08 mar. 2011.)
Há controvérsias a respeito do efeito globalização, no que se refere aos seus supostos objetivos: dirigir todos os povos, com suas características étnicas e seus paradigmas culturais, para um mesmo ponto e promover a ascensão coletiva da humanidade, que continua dividida em “mundos”. Assim, pode-se afirmar que, segundo o texto 01, Thomas L. Friedman preconiza que (marque a alternativa correta)
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2011 - PUC-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1261763 Português

Alguém ainda duvida de que vivemos na era da informação? Exemplo: estou em Lisboa, publicando isto num site americano que pode ter o seu servidor colocado em qualquer parte do mundo e, a partir do momento em que o texto é publicado, fica acessível a qualquer pessoa em praticamente qualquer parte do mundo.

Esta facilidade na divulgação da informação, esta democratização da informação acarreta e acarretará muitas mudanças no cenário mundial onde entra também a tão falada globalização. O comentarista de política internacional, Thomas L. Friedman, no seu livro mais recente, O Mundo é Plano, mostra os indícios que provam que o nosso mundo está a tornar-se mais plano a cada dia e menciona dez acontecimentos que contribuíram para que o mundo se tornasse plano. Eles são:

1 - 9/11/1989 - Quando se derrubaram muros e edificaram janelas Cai o muro de Berlim e aumenta a distribuição de informação. Começa uma uniformização corporativa, a partir da democratização da informação. Logo depois surge o Windows, permitindo que as pessoas interajam melhor com o PC, aumentando o número de aplicações criadas e aumentando a produtividade empresarial e pessoal.

2 - 9/9/1995 - Quando a Netscape se torna pública Abrem-se as portas para a massificação da Internet. O Netscape torna a Internet acessível a todos e ajuda a garantir que os protocolos já existentes (HTTP, FTP, TCP/IP, POP e outros) não sejam monopolizados pela Microsoft ou por outra grande corporação. Surgiu também a bolha das dotcom quando muitas empresas começaram a explorar a necessidade de comunicação e distribuir quilômetros de fibra ótica pelo mundo. Depois do estouro da bolha estas fibras foram vendidas muito barato o que facilitou e barateou a comunicação mundial.

3 - Software de sistematização dos fluxos de trabalho - Vamos almoçar: faça com que a sua aplicação “fale” com a minha aplicação

É uma revolução silenciosa que permite que as aplicações se comuniquem entre si contribuindo ainda mais para que o mundo se torne plano. Uma plataforma global foi criada, em vez de tentar-se manipular o formato das aplicações acabou-se por permitir que elas se entendessem entre si.

Estes três primeiros acontecimentos criaram uma plataforma poderosa que planificou o mundo, permitindo que todos se comunicassem. Os seis acontecimentos seguintes representam novas formas de colaboração que fazem uso desta plataforma.

4 -  Open-Sourcing - Comunidades cooperantes auto-organizadas No open-sourcing ferramentas são desenvolvidas por várias pessoas e ninguém é proprietário da ferramenta. Temos como exemplo o Apache, que é usado por dois terços dos servidores de Internet actualmente e está em constante evolução por ser open source. Enquanto nos softwares comerciais o código fonte é guardado a sete chaves, nos softwares open source o código está à disponibilidade de quem quiser, permitindo que erros sejam detectados e corrigidos rapidamente e permitindo que o software seja melhorado por qualquer um. O open source disponibiliza gratuitamente muitas ferramentas e desafia as estruturas hierárquicas com um modelo horizontal de inovação. Outros exemplos, além do Apache, são o Linux, o Gimp, a Wikipédia, o Mozilla, entre outros.

5 -  Outsourcing - Y2K

Com o famoso bug do milênio, muitas empresas americanas contrataram mão de obra mais barata, na Índia, para fazer o trabalho aborrecido de melhor alterar o ano nas datas de dois dígitos para quatro. Graças aos três primeiros acontecimentos mencionados, era possível enviar os programas para serem alterados na própria Índia, o que tornava o processo mais barato. Depois de resolvido o problema, o barateamento das comunicações permitiu que esta solução fosse adotada em outras situações, o que tornou a Índia, por exemplo, um grande celeiro de massa cinzenta para os EUA.

6 -  Offshoring - Correndo com as gazelas, comendo com os leões
 A entrada da China na OMC permitiu que muitas empresas tivessem produtos fabricados lá por um preço baixíssimo, barateando os custos de produção e consequentemente aumentando lucros empresariais e reduzindo preços.

7 -  Encadeamento de Abastecimento - Comer Sushi no Arkansas A automação da comunicação entre as empresas foi facilitada quando o mundo começou a tornar-se plano, o que possibilita que as empresas se comuniquem entre si, aumentando a qualidade do serviço oferecido, diminuindo preços e facilitando a distribuição das mercadorias. Temos como exemplo  a empresa americana Wal-Mart que controla o seu estoque diretamente com o fornecedor, conforme as mercadorias vão sendo vendidas o fornecedor vai adaptando a sua produção e distribuição.

8 - Insourcing - o que andam a fazer, na realidade, aqueles indivíduos de calções castanhos engraçados
Insourcing é quando uma empresa contrata outra, melhor capacitada, para prestar um serviço necessário. Por exemplo, se você tem um portátil Toshiba, dentro do prazo de garantia, que se avariou, a Toshiba lhe dará instruções para deixar o mesmo numa loja da UPS para que seja reparado. Antigamente a UPS transportava o portátil até uma autorizada da Toshiba para que o mesmo fosse reparado para acelerar o processo; atualmente é a própria UPS que conserta o portátil e o devolve. Outro exemplo, a Nike prefere investir na concepção de tênis, não em cadeias de abastecimento, então melhorou o seu serviço ao contratar alguém com o know-how e a estrutura necessária para fazer a distribuição. Outro detalhe, a UPS fornece serviço para todo tipo de empresa e tenta adequar os preços permitindo que empresas menores tenham a mesma qualidade de serviço das grandes, favorecendo ainda mais a planificação do mundo ao democratizar as oportunidades.

9 - In-Forming - Motores de busca Google, Yahoo! e MSN.

A informação ao alcance de todo o mundo, basta pesquisar na rede. Tente lembrar como era antigamente, quando não existia a Internet, por exemplo, era preciso ir-se às bibliotecas a procura de informações e, às vezes, era preciso um pouco de sorte para se encontrar rapidamente o que desejava, ou ter a sorte de a publicação pretendida estar disponível.

10 -  Os Esteróides - Digitais, Móveis, Pessoais e Virtuais.

As comunicações sem fios, os telefones celulares, iPods, PDAs e outras ferramentas do mesmo estilo nos mantêm em contato com o mundo e com todos o tempo inteiro. O celular deixa de ser, a cada, um simples telefone para incorporar novas funções e características. No Japão, os jovens utilizam o PC no escritório e os celulares e apóiam o estilo de vida pessoal no celular. A informação disponível aos jovens japoneses, através da Internet nos celulares, é tão grande que mal tenham uma dúvida, a primeira coisa que fazem é buscar a resposta pelo telefone. Imagine a seguinte situação, o telefone tem um scan de códigos de barra e você está andando pela rua e vê um pôster anunciando um show da Madonna, você passa o scan pelo código e o bilhete é comprado. Outro pôster anuncia o novo CD da Madonna, você passa o scan e recebe no telefone amostras das músicas do CD, se gostar, passa o scan de novo e compra o CD que será entrega na sua casa, ou terá as músicas disponibilizadas para o telefone.

   Enfim, muitas alterações já ocorreram e ainda há muitas para ocorrer. Há muito espaço para a criatividade porque ainda há muita inovação a ser explorada.  

  Apresentei um resumo muito resumido das ideias todas só para dar uma noção das ideias principais.

Continuo a ler o livro, agora ele analisa as alterações no mercado de trabalho já que não estaremos mais restritos a barreiras físicas e geográficas, permitindo que os empregos se tornem mais concorridos.

(FRIEDMAN, Thomas L. O mundo é plano: uma breve história do século XXI. Comentário inicial e postagem: Cícero A. T. Disponível em: stcn.blogspot.com/2006/01/omundo-plano.html. Acesso em: 08 mar. 2011.)

Considerando as ideias e informações do texto 01 da coletânea, a Literatura, as artes, em geral, e a comunicação do ser humano em seu cotidiano têm experimentado mudanças substantivas em suas linguagens. E isso se deve, principalmente, a (marque a alternativa correta)
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261010 Português

“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”

(Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas).


Assinale a alternativa que contém a figura de linguagem subjacente nesse enunciado. 

Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261009 Português
Os acidentados foram socorridos num pronto-socorro do INSS, mas saíram de lá sãos e salvos. Sobre esse enunciado é correto afirmar.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261008 Português
Texto 3
Doar livros vira pena alternativa

Em Presidente Venceslau, no oeste do Estado de São Paulo, uma nova modalidade de pena alternativa vem chamando a atenção da opinião pública. Agora, todo aquele que se envolver em crimes leves no município pode optar pela doação de livros infantis, beneficiando 4 mil alunos das 16 escolas da cidade. A pena, idealizada pelo juiz Silas Silva Santos, titular da 1ª Vara Judicial do Fórum de Presidente Venceslau, substitui outras medidas, como a prestação de serviços comunitários e a doação de cestas básicas. Santos explica que a adesão a esse tipo de pena desperta grande interesse nos envolvidos, pois não acarreta registro de antecedentes criminais. No entanto, essa pena alternativa só é aplicável a pessoas acusadas de crimes leves, como desacato e calúnia, por exemplo, e condenadas a até 2 anos de prisão. O objetivo, afirma Santos, é formar bibliotecas municipais.
Fonte: Revista Língua Portuguesa, nº 60, outubro/2010.
Sobre o texto, é incorreto afirmar.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261007 Português
Texto 3
Doar livros vira pena alternativa

Em Presidente Venceslau, no oeste do Estado de São Paulo, uma nova modalidade de pena alternativa vem chamando a atenção da opinião pública. Agora, todo aquele que se envolver em crimes leves no município pode optar pela doação de livros infantis, beneficiando 4 mil alunos das 16 escolas da cidade. A pena, idealizada pelo juiz Silas Silva Santos, titular da 1ª Vara Judicial do Fórum de Presidente Venceslau, substitui outras medidas, como a prestação de serviços comunitários e a doação de cestas básicas. Santos explica que a adesão a esse tipo de pena desperta grande interesse nos envolvidos, pois não acarreta registro de antecedentes criminais. No entanto, essa pena alternativa só é aplicável a pessoas acusadas de crimes leves, como desacato e calúnia, por exemplo, e condenadas a até 2 anos de prisão. O objetivo, afirma Santos, é formar bibliotecas municipais.
Fonte: Revista Língua Portuguesa, nº 60, outubro/2010.

No entanto, essa pena alternativa só é aplicável a pessoas acusadas de crimes leves, como desacato e calúnia, por exemplo, e condenadas a até 2 anos de prisão”.


Esse enunciado não terá prejuízo de sentido, no texto, se substituir o “no entanto” em negrito por:

Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261006 Português

A conjunção, do ponto de vista semântico, estabelece relações de vários sentidos entre as orações que liga.

Relacione as duas colunas de acordo com as relações estabelecidas pelas conjunções destacadas nas frases.


Coluna I

A) Relação de adição.

B) Relação de oposição.

C) Relação de alternância.

D) Relação de causa.

E) Relação de consequência.


Coluna II

1) Não veio à escola nem justificou a falta. ( )

2) Ou compra um carro, ou anda a pé. ( )

3) Estamos cansados porque andamos bastante na mata. ( )

4) O solo é seco, mas conseguimos uma boa safra este ano. ( )

5) Havia tanta gente no Sambódromo, que não dava para caminhar. ( )


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261003 Português
Conselho para os Alunos
Este livro é composto pelo alfabeto manual da LIBRAS e alguns sinais, ou seja, são apenas os sinais mais usados no dia a dia com os quais você poderá conversar e aprender com mais fluência. Sua utilidade é de grande importância pois trata-se de mais um recurso para o aprendizado desta língua, permitindo uma boa comunicação entre ouvintes e surdos. Esta é a língua natural do surdo, portanto, devemos respeitá-la em seus aspectos funcionais e culturais. Seja você também um amigo e integrante da comunidade surda, aceitando e aprendendo a Língua Brasileira de Sinais. Fonte: Texto retirado do Livro Aprenda Libras com Eficiência e Rapidez. Éden Veloso e Valdeci Maria, Curitiba: Editora Mãos Sinais, 2009, p.52.
Analise as afirmativas. I. O texto infere o sentido de que surdez e mudez são sinônimos. II. LIBRAS é uma palavra resultante de um processo de formação de palavras. III. LIBRAS é uma sigla que indica a língua natural do surdo. IV. O texto é uma propaganda e possui sequências descritivas e expositivas que elucidam aspectos referentes à língua natural dos surdos.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261002 Português

Texto 1

(A)“As filmagens de Tropa de Elite 2 mostram a força da verossimilhança na roteirização de uma troca de tiros”.

(B)“Cena de tiroteio”

(C)”Helicópteros sobrevoam o morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul do Rio. Policiais militares, com fuzis calibre 762, trocam tiros com traficantes na rua de acesso à favela. Os moradores se escondem, assustados. Corta.

A cena que marcou o início das filmagens de Tropa de Elite 2, em fevereiro, pôs os habitantes da região em pânico, crédulos de que se tratava de operação policial genuína. De quebra, mostrou a força da verossimilhança exigida na criação das sequências de tiroteio no cinema”.

(Texto de Marcelo Lyra, retirado da revista Língua Portuguesa, nº 54, abril.2010, p. 36). 

Sobre a palavra Corta usada no texto, é incorreto afirmar.  
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261001 Português

Texto 1

(A)“As filmagens de Tropa de Elite 2 mostram a força da verossimilhança na roteirização de uma troca de tiros”.

(B)“Cena de tiroteio”

(C)”Helicópteros sobrevoam o morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul do Rio. Policiais militares, com fuzis calibre 762, trocam tiros com traficantes na rua de acesso à favela. Os moradores se escondem, assustados. Corta.

A cena que marcou o início das filmagens de Tropa de Elite 2, em fevereiro, pôs os habitantes da região em pânico, crédulos de que se tratava de operação policial genuína. De quebra, mostrou a força da verossimilhança exigida na criação das sequências de tiroteio no cinema”.

(Texto de Marcelo Lyra, retirado da revista Língua Portuguesa, nº 54, abril.2010, p. 36). 

Com base na estrutura do texto é correto afirmar.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2011 - FATEC - Vestibular - Prova 01 |
Q616804 Português
      O parnasianismo, entre nós, foi especialmente uma reação de cultura. É mesmo isso que o torna simpático... As academias de arte, algumas delas, até ridículas superfetações1 em nosso meio, como a de Belas Artes da Missão Lebreton, mesmo criadas muito anteriormente, só nesse período começam a produzir verdadeiros frutos nativos, na pintura, na música. Se dava então um progresso cultural verdadeiramente fatal, escolas que tradicionalizavam seu tipo, maior difusão de leitura, maior difusão da imprensa. Essa difusão de cultura atingiu também a poesia. Excetuado um Gonçalves Dias, a nossa poesia romântica é fundamentalmente um lirismo inculto. Todo o nosso romantismo se caracteriza bem brasileiramente por essa poesia analfabeta, canto de passarinho, ou melhor, canto de cantador; em sensível oposição à poética culteranista anterior. Mesmo da escola mineira, que, se não se poderá dizer culteranista, era bastante cultivada, principalmente com Cláudio Manuel e Dirceu. É possível reconhecer que os nossos românticos liam muito os poetas e poetastros estrangeiros do tempo. Isso lhes deu apenas uma chuvarada de citações para epígrafe de seus poemas; por dentro, estes poemas perseveraram edenicamente analfabetos.

    A necessidade nova de cultura, se em grande parte produziu apenas, em nossos parnasianos, maior leitura e consequente enriquecimento de temática em sua poesia, teve uma consequência que me parece fundamental. Levou poetas e prosadores em geral a um.... culteranismo novo, o bem falar conforme às regras das gramáticas lusas. Com isso foi abandonada aquela franca tendência pra escrever apenas pondo em estilo gráfico a linguagem falada, com que os românticos estavam caminhando vertiginosamente para a fixação estilística de uma língua nacional. Os parnasianos, e foi talvez o seu maior crime, deformaram a língua nascente, “em prol do estilo". [...]

      Essa foi a grande transformação. Uma necessidade de maior extensão de cultivo intelectual para o poeta, atingiu também a poesia. Da língua boa passou-se para a língua certa.

(ANDRADE, Mário de. Parnasianismo. In: ______ O empalhador de passarinhos. 3.ed. São Paulo: Martins; Brasília: INL, 1972, p. 11-2)

superfetações1 : A palavra significa, literalmente, fecundação de um segundo óvulo, no curso de uma gestação. Mário de Andrade a emprega em sentido figurado.
Observe as palavras então e isso, nos contextos em que se encontram. É correto afirmar que

Alternativas
Ano: 2011 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2011 - FATEC - Vestibular - Prova 01 |
Q616803 Português
      O parnasianismo, entre nós, foi especialmente uma reação de cultura. É mesmo isso que o torna simpático... As academias de arte, algumas delas, até ridículas superfetações1 em nosso meio, como a de Belas Artes da Missão Lebreton, mesmo criadas muito anteriormente, só nesse período começam a produzir verdadeiros frutos nativos, na pintura, na música. Se dava então um progresso cultural verdadeiramente fatal, escolas que tradicionalizavam seu tipo, maior difusão de leitura, maior difusão da imprensa. Essa difusão de cultura atingiu também a poesia. Excetuado um Gonçalves Dias, a nossa poesia romântica é fundamentalmente um lirismo inculto. Todo o nosso romantismo se caracteriza bem brasileiramente por essa poesia analfabeta, canto de passarinho, ou melhor, canto de cantador; em sensível oposição à poética culteranista anterior. Mesmo da escola mineira, que, se não se poderá dizer culteranista, era bastante cultivada, principalmente com Cláudio Manuel e Dirceu. É possível reconhecer que os nossos românticos liam muito os poetas e poetastros estrangeiros do tempo. Isso lhes deu apenas uma chuvarada de citações para epígrafe de seus poemas; por dentro, estes poemas perseveraram edenicamente analfabetos.

    A necessidade nova de cultura, se em grande parte produziu apenas, em nossos parnasianos, maior leitura e consequente enriquecimento de temática em sua poesia, teve uma consequência que me parece fundamental. Levou poetas e prosadores em geral a um.... culteranismo novo, o bem falar conforme às regras das gramáticas lusas. Com isso foi abandonada aquela franca tendência pra escrever apenas pondo em estilo gráfico a linguagem falada, com que os românticos estavam caminhando vertiginosamente para a fixação estilística de uma língua nacional. Os parnasianos, e foi talvez o seu maior crime, deformaram a língua nascente, “em prol do estilo". [...]

      Essa foi a grande transformação. Uma necessidade de maior extensão de cultivo intelectual para o poeta, atingiu também a poesia. Da língua boa passou-se para a língua certa.

(ANDRADE, Mário de. Parnasianismo. In: ______ O empalhador de passarinhos. 3.ed. São Paulo: Martins; Brasília: INL, 1972, p. 11-2)

superfetações1 : A palavra significa, literalmente, fecundação de um segundo óvulo, no curso de uma gestação. Mário de Andrade a emprega em sentido figurado.
Assinale a alternativa contendo afirmação correta acerca do emprego de palavras no primeiro parágrafo do texto.
Alternativas
Respostas
5721: A
5722: A
5723: D
5724: A
5725: A
5726: A
5727: D
5728: B
5729: B
5730: C
5731: D
5732: E
5733: C
5734: E
5735: C
5736: B
5737: B
5738: E
5739: D
5740: C